Primeiro Domingo de Advento:


Minhas roupas como tapete?
(Pregação do 1º Domingo de Advento  sobre Mateus 21.1-9... 
21.1 - Quando Jesus e os discípulos estavam chegando a Jerusalém, pararam no povoado de Betfagé, que fica perto do monte das Oliveiras. Dali Jesus enviou dois discípulos na frente, 21.2 - com a seguinte ordem: — Vão até o povoado que fica ali adiante e, logo que vocês entrarem lá, encontrarão uma jumenta presa e um jumentinho com ela. Desamarrem os dois e os tragam aqui. 21.3 - Se alguém falar alguma coisa, digam que o Mestre precisa deles. Assim deixarão vocês trazerem logo os animais. 21.4 - Isso aconteceu para se cumprir o que o profeta tinha dito: 21.5 - “Digam ao povo de Jerusalém: Agora o seu rei está chegando. Ele é humilde e está montado num jumento e num jumentinho, filho de jumenta.” 21.6 - Então os discípulos foram e fizeram o que Jesus havia mandado. 21.7 - Levaram a jumenta e o jumentinho, jogaram as suas capas sobre eles, e Jesus montou. 21.8 - Da grande multidão que ia com eles, alguns estendiam as suas capas no chão, e outros espalhavam no chão ramos que tinham cortado das árvores. 21.9 - Tanto os que iam na frente como os que vinham atrás começaram a gritar: — Hosana ao Filho de Davi! Que Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor! Hosana a Deus nas alturas do céu!
Normalmente não estendemos as nossas roupas pessoais na rua para que outros pisem em cima. Isso nós já aprendemos quando éramos criancinhas. Que coisa! Uma multidão de pessoas fez exatamente isto: Colocou suas vestes sobre o pó da estrada para que elas servissem de tapete.
Atenção! Elas não fizeram isso por si mesmas, mas para que alguém cavalgasse sobre elas! Vamos combinar que ali, naquele bolo de gente, ninguém estava muito preocupado com o seu guarda-roupa, mesmo que as ditas vestimentas fossem fora de moda. Também não havia nenhuma garantia de que aquelas peças de roupa ficariam novamente limpas.
Ei pessoal! O que faz algumas pessoas arrancarem a roupa de seus corpos para fazê-las de tapete para outra? Pergunto de uma forma diferente: O que motiva as pessoas a investir todo o seu dinheiro numa única proposta? O que é que move as pessoas a darem tudo de si por algum projeto?
É! Se as pessoas não se sentirem animadas a fazer algo dessa natureza, não tem jeito. Compromisso e pressão até podem ajudar um pouco, mas isso também não garante nenhum sorriso no rosto; nenhum hino de louvor. Foi isso que aconteceu naquele dia. As pessoas jogavam suas roupas na rua e gritavam: - Louvado seja Deus nas alturas! (9)
Aquelas pessoas devem ter sentido na carne que ali naquele lugar; naquele momento, acontecia um fato grandioso. Jesus era este fato! Ninguém se perguntava se podia ou não jogar o seu casaco para Jesus na rua – as pessoas simplesmente jogavam suas capas. E por que não? Afinal, Aquele era Jesus, era o Salvador prometido – ora bolas!
Porque é que temos tanta dificuldade para largar as nossas coisas? Porque é que não jogamos tudo aquilo que carregamos conosco aos pés de Jesus? Às vezes nos seguramos tanto na nossa conta bancária; no nosso jeito de pensar; nos nossos planos; nos nossos medos e não estamos dispostos a colocá-los no colo de Jesus.
O ato de largar algo pode ser uma bênção. Este ato nos liberta para sermos pessoas mais livres e mais leves. O que é que você gostaria de largar neste momento? O que é que você gostaria de, aqui e agora, largar aos pés de Jesus Cristo? Vocês se sentem amarradas, amarrados em alguma coisa? Bem amarradas?... Bem amarrados?...
Imagino que naquele dia nem todas as pessoas arrancaram suas vestimentas para depositar na estrada. Certamente também havia naquele grupo algumas pessoas realistas que não queriam recolher seus abrigos sujos e rasgados da rua. Estou certo que naquela multidão também havia pessoas que só queriam observar a passagem de Jesus por um determinado tempo, às vezes por um booooommmm tempo.
A decisão é nossa! Doamos para Deus ou nos abraçamos aos tesouros conquistados? Confiamos na Sua promessa ou na nossa sabedoria própria? Gente querida! Deus quer abençoar grandemente os nossos bens e, junto, nem passa pela Sua cabeça nos deixar a sós, de mãos vazias, nuas, nus pelo caminho. Amém!