FAMÍLIA...

Família!
Nem todas as pessoas têm a bênção de viver numa família; ter mãe e pai; irmãs e irmãos com os quais se podem compartilhar todas as alegrias e tristezas da vida. Às vezes, esta realidade não é assim, pois a família é o lugar onde se experimenta as maiores dificuldades.
No Novo Testamento de lê que a família queria proteger Jesus. O objetivo da mãe e dos irmãos de Jesus era retirá-Lo de dentro do empurra-empurra promovido pela multidão a quem Ele falava. Quando Jesus recebeu o recado que Sua família estava ali a esperá-lo, Ele se saiu assim: “Quem é minha mãe?” “Quem são os meus irmãos?” (Mateus 12.49-50)
Nesse tempo Jesus já era um homem feito; tinha um mandado de Deus para cumprir; algumas pessoas O acompanhavam de muito perto neste projeto ajudando-o, colocando-se à Sua disposição para o que desse e viesse. Esses discípulos estavam mais próximos Dele do que a sua própria família de sangue. Eles não eram apenas Seus companheiros de trabalho, mas também Seus amigos, amigos que o levavam em grande conta.
É assim que, em determinadas circunstâncias, são as amigas e os amigos que começam a formar a família de uma pessoa. Isso acontece quando se perde a mãe ou o pai e se é filho único, por exemplo. Aqui e ali se vê pessoas engajadas em projetos sociais ou até na Igreja, no Corpo de Cristo, e pode-se dizer, sem medo de errar, que aquela é a família daquela gente. Amigas, amigos, mãe, pai, irmãs, irmãos e até crianças eu as encontro no dia a dia da Comunidade.
Essa gente é uma bênção para mim e sabem por quê? Ora, porque na relação com elas e eles eu percebo carinho e cuidado. Outro dia eu estava muito gripado e alguém ligou para ver como eu estava. Conversar sobre o amor; sobre os dias sombrios; sobre as doenças; sobre a morte; sobre os assuntos que estiverem em pauta; rir em conjunto e até, de repente, poder ser estúpido um com o outro; chorar; festejar; ouvir-se mutuamente; refletir em conjunto; orar de mãos dadas; ajudar-se em meios às crises que sempre batem à porta; deixar ajudar-se; presentear-se com mimos e exercer fidelidade uns para com os outros.
Quem precisa se despedir da sua família ou, pelas mais variadas circunstâncias, separar-se dela, deveria procurar entrar numa família como esta que apresentei. Na Comunidade Cristã nós nos tratamos como “irmãs e irmãos”. Isso parece um tanto antiquado, mas é o que a Comunidade deve ser. Mais do que um membro comunitário nós somos, uns para os outros, um presente dos céus.
Pastor Renato Luiz Becker
30.04.2015