Está chegando o Advento!

Já pensando no Advento!
Ontem li uma história intitulada “Schuster Martin”. Ela foi escrita por Leon Nikolaievitch Tolstói, genial escritor russo, que nasceu em 1828. Num primeiro momento copiei-a em Língua Alemã. Depois, traduzi-a com o pensamento centrado numa contextualização brasileira. Ah! Leia este texto pensando no conteúdo de Mateus 25. Tenho para mim que se quisermos mesmo servir, então teremos que desaprender a calcular... Boa leitura!
Schuster Martin
Es war einmal ein armer Schuster, der hieß Martin und lebt in einem Keller. Durch das kleine Kellerfenster konnte er die Menschen sehen, die draußen auf der Straße vorübergingen. Zwar sah er nur ihre Füße, doch erkannte er jeden an seinen Schuhen. Fast alle diese Schuhe hatte er schon ein- oder zweimal in seinen Händen gehabt.
Schon seit vielen Jahren arbeitete Martin in dem Keller, der ihm zugleich Werkstatt und Wohnung war. Von morgens bis abends schnitt er Leder zurecht, nagelte neue Sohlen auf die Schuhe oder nähte einen Flicken auf eine geplatzte Naht. Die Leute kamen gern zu Martin, denn er machte seine Arbeit gut und verlangte nicht zu viel Geld dafür.
Wenn der Advent kam und es draußen dunkel wurde, zündete Martin die Lampe an und las in seinem Lieblingsbuch. Es war die Bibel mit den vielen Geschichten von Jesus. Den ganzen Tag freute er sich auf dieses Buch. Er konnte den Abend kaum erwarten.
Eines Tages hörte Martin, wie jemand seinen Namen rief. »Martin«, klang es plötzlich ganz leise an seinem Ohr. Er blickte sich um. Aber niemand war in seiner Werkstatt. Doch gleich darauf hörte er die Stimme wieder: »Martin! Schau morgen hinaus auf die Straße! Ich will zu dir kommen.« Martin dachte, er habe geträumt. War es Jesus, der aus der Stille zu ihm sprach?
Am nächsten Morgen sah Martin vor seinem Fenster ein Paar alte, geflickte Soldatenstiefel und bald erkannte er auch den Mann, der sie anhatte. Es war der alte Stephan. Er schaufelte gerade den Schnee von der Straße. Die Arbeit strengte ihn sehr an. Er musste immer wieder stehen bleiben, um sich auszuruhen. Martin hatte Mitleid mit dem armen Mann und rief ihn zu sich herein.
»Komm herein, Stephan! Wärme dich in meiner Stube!« Dankbar nahm Stephan die Einladung an. Er getraute sich kaum, mit dem Schnee an den Stiefeln die Stube zu betreten. Doch Martin redete ihm freundlich zu: »Setz dich zu mir an den Tisch, Stephan! Ich will dir ein Glas Tee einschenken. Der warme Tee wird dir gut tun.«
Als Stephan gegangen war, schaute Martin bei der Arbeit wieder aus dem Fenster. Da sah er eine junge Mutter mit einem kleinen Kind auf den Armen. Die Frau fror in ihrem dünnen Kleid. Sie versuchte, ihr Kind vor dem kalten Wind zu schützen. »Komm herein, Frau!«, rief Martin ihr zu. »Hier drinnen kannst du dein Kind besser wickeln.
« Martin nahm die Suppe vom Herd, die er für sich selber gekocht hatte, und gab sie der Frau. »Hier, iss etwas«, sagte er, denn er sah der Frau an, dass sie Hunger hatte. Während die Mutter die Suppe aß, nahm Martin das Kind auf seinen Schoß und versuchte, es durch allerlei Späße zum Lachen zu bringen. Dann gab er es der Mutter zurück.
Kaum war die Mutter mit dem Kind gegangen, da hörte Martin ein Geschrei vor seinem Fenster. Eine Marktfrau schlug auf einen kleinen Jungen ein, der einen Apfel aus ihrem Korb gestohlen hatte, »Warte nur, du Dieb! Ich bring dich zur Polizei«, schrie sie wütend und zerrte den Jungen an den Haaren. Sofort rannte Martin auf die Straße hinaus. »Lass ihn doch laufen«, sagte er zu der Frau. »Er wird es bestimmt nicht wieder tun. Den Apfel will ich dir bezahlen.« Da beruhigte sich die Frau und der Junge musste sich bei ihr entschuldigen, weil er den Apfel gestohlen hatte. »Schon gut«, sagte die Marktfrau und ging weiter. Der Junge aber half ihr freiwillig, den schweren Apfelkorb zu tragen.
Am Abend las Martin wieder in seinem Lieblingsbuch, in der Bibel. Da hörte er die Stimme an seinem Ohr: »Martin, ich bin bei dir gewesen. Hast du mich nicht erkannt?« »Wann? Wo?«, fragte Martin erstaunt. »Schau dich einmal um«, sagte die Stimme. Da sah Martin plötzlich den alten Stephan im Licht der Lampe stehen und daneben die junge Mutter mit ihrem Kind. Auch den Jungen mit dem Apfel sah er und die Marktfrau mit dem Korb am Arm. »Erkennst du mich jetzt?« flüsterte die Stimme. Dann waren alle auf einmal verschwunden.
Da freute sich Martin. Er schlug wieder seine Bibel auf und las, was Jesus gesagt hatte: »Alles, was ihr für einen meiner geringsten Brüder getan habt, das habt ihr mir getan.« (Matthäus 25,45)

Silva – o Sapateiro
O Silva era um sapateiro muito conhecido na sua cidade. O endereço da sua sapataria era no porão de um sobrado. Ali, por uma pequena janelinha, ele via os pés das pessoas que caminhavam pela calçada. Ele já consertara quase todos os pares de sapatos daquela gente, portanto não era difícil saber quem os usava.
O nosso amigo Silva já trabalhava há muito tempo ali naquele lugar que também lhe servia de moradia. Ele cortava o couro na medida certa; fazia meia sola; costurava rasgos e se dedicava à profissão de sol a sol. Todas as pessoas o procuravam porque ele trabalhava bem e era relativamente barato.
Nas noites de Advento, Silva acendia o seu abajur e lia na Bíblia as histórias sobre Jesus. Ele, durante o dia, já se alegrava com essa possibilidade de, à noite, ler e reler a Palavra de Deus.
Certo dia, Silva ouviu alguém chamando o seu nome. Prestou atenção e ouviu de novo: - Silva! O fato é que não tinha ninguém na sua oficina. Prestou atenção ao seu coração e ouviu mais uma vez uma voz que dizia: - Silva! Amanhã pela manhã presta atenção nas pessoas que passam pela calçada! Eu quero te visitar. Silva achou que tinha tido um sonho. Seria aquela a voz de Jesus?
Na manhã seguinte Silva viu diante da sua janela um par de botas velhas e remendadas e logo se lembrou da pessoa que as usava. Eram as botas do velho Eurípedes. Ele estava recolhendo algumas latinhas de alumínio nos lixos da redondeza. Aquele serviço não era nada fácil. Silva não pensou duas vezes. Chamou o homem para dentro da sua sapataria e lhe serviu chá com bolachas. O seu Eurípedes ficou meio sem jeito porque tanto suas botas como a sua roupa estavam sujas. Já o Silva foi simpático: - Senta comigo à mesa! Uma xícara de chá sempre faz bem!
Depois que o sr. Eurípedes se foi, Silva viu outro par de calçados circulando. Levantou-se e viu uma jovem mulher com uma criancinha nos braços. Ela estava vestindo uma roupa imprópria para aquela manhã chuvosa. Ela fazia de tudo para cobrir sua criança com um pedaço de plástico transparente. - Entre senhora! – disse o Silva. Eu vou lhe arrumar uma sombrinha que alguém esqueceu na minha oficina, faz uns dois anos. Silva percebeu que a jovem senhora estava com fome. Não teve dúvida! Esquentou o feijão e o arroz que estava na sua geladeira e ofereceu o alimento à sua visita. Enquanto ela comia, Silva pegou a criança no colo e fez todo tipo de graça com ela, com intuito de alegrá-la. Depois disso, devolveu-a à sua mãe.
Logo que a mulher se foi, Silva, da sua janelinha, ouviu uma gritaria medonha na rua. Uma feirante arrancou um abacaxi da mão de um menino que surrupiara o mesmo na sua banca de frutas. Ela dizia: Ladrãozinho safado! Vou chamar a polícia! O Silva não pensou duas vezes. Ele subiu os sete lances de escada e logo estava na rua. Ele dirigiu-se à feirante e disse: - Senhora! Deixe o menino. Ele não vai fazer de novo. Eu pago o valor da fruta roubada. A feirante se acalmou e o Silva meio que induziu o menino a se desculpar com ela. Tudo bem! – disse a mulher.
À noite, Silva mergulhou novamente na sua leitura da Bíblia. Opa! Novamente aquela voz da noite anterior: - Silva! Eu estive contigo e parece que não fui percebido. - Quando? Onde? - perguntou Silva, espantado. A voz se fez ouvir: - Olha para o teu lado. O Silva olhou e viu o seu Eurípedes, uma jovem senhora com sua criança e o menino do abacaxi junto da feirante. - Não me conheces? - disse a voz. Aí, de repente, todos aqueles personagens sumiram.
O Silva se alegrou com aquela visão. Abriu a Bíblia novamente e leu uma Palavra de Jesus. Chamou-lhe atenção o texto de Mateus 25.45b: - Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.


Pastor Renato Luiz Becker
19.11.2015