UMA BASTA NA ROTINA:

Olá amigas e amigos. O poeta escreve bonito em Eclesiastes 3.1-11 e 14. Andei pensando sobre este conteúdo e criei o texto abaixo... Se interessar, bom proveito!
UM BASTA NA ROTINA
1. Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião. 2. Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar; 3. tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de construir. 4. Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar; tempo de chorar e tempo de dançar; 5. tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar e tempo de afastar. 6. Há tempo de procurar e tempo de perder; tempo de economizar e tempo de desperdiçar; 7. tempo de rasgar e tempo de remendar; tempo de ficar calado e tempo de falar. 8. Há tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz. 9. O que é que a pessoa ganha com todo o seu trabalho? 10. Eu tenho visto todo o trabalho que Deus dá às pessoas para que fiquem ocupadas. 11. Deus marcou o tempo certo para cada coisa. Ele nos deu o desejo de entender as coisas que já aconteceram e as que ainda vão acontecer, porém não nos deixa compreender completamente o que ele faz. 14. Eu sei que tudo o que Deus faz dura para sempre; não podemos acrescentar nada, nem tirar nada. E uma coisa que Deus faz é levar as pessoas a temê-lo. (Eclesiastes 3.1-11 e 14)
Queridas e queridos! O que é que este poema quer nos dizer? Ora, que tudo tem a sua hora marcada e que cada detalhe que acontece debaixo do céu tem o seu tempo determinado; que o “aqui e agora” é a “hora certa” para ser vivida. O amanhã é outra história. Quando Jesus nos aconselha a “não nos preocuparmos com o dia vindouro, uma vez que ele trará as suas dificuldades”, Ele repete e santifica essa compreensão hebraica de Eclesiastes 3.
Quando o computador demora a abrir os programas desejados; quando o sinal da internet cai; quando a impressora trava; quando a fila do banco está enorme; quando o médico nos fez esperar, apesar da hora marcada e quando o sistema está fora do ar na lotérica, nós nos estressamos e dizemos que perdemos tempo. Ora, tanto as horas produtivas quanto as inúteis preenchem a nossa vida. Agora, não se mostra muito responsável com seu tempo quem zapeia com o controle remoto pelos programas oferecidos na grade da TV; quem vê filmes ruins e lê artigos vazios em jornais e revistas. Ou seja, hás tempo perdido e tempo desperdiçado...
A maioria das pessoas se resigna com esta vida desprotegida onde as coisas se repetem; onde se nasce e se morre; onde se abraça e se desabraça e mais tarde se abraça de novo; onde tem guerra hoje, paz amanhã e, depois de amanhã, guerra de novo. Aqui me lembro da música Ouro de Tolo, cantada por Raul Seixas nos anos 70. O refrão dela era mais ou menos assim: “Eu que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar...
Nasci em 1954. Fui batizado pelo P. Buchweitz. Vi meu avô sendo presidente da Comunidade Luterana e vinha avó da Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas. Fui morar em Porto Alegre (RS) e lá, na grande cidade, minha família perdeu a possibilidade de comunhão no Corpo de Cristo. Lembro que, num domingo, bem cedinho, com 12 anos de idade, saí a caminhar pelas ruas do Bairro Passo da Areia em busca de uma Igreja. Achei uma que era bem pequenininha. De dentro dela soavam lindos hinos. Não ousei entrar. Lá de fora vi um jovem pastor pregando. Ele era animado. Ninguém me percebeu e eu fui embora. Anos depois descobri que esta Igreja ficava na Rua Dom Pedro. O que foi que eu fiz?
Gente querida! Eu tentei sair desta rotina; desta “roda” onde os fatos se repetem e a maioria de nós se acomoda com o seu andor. Deus até permite que esta roda rode, mas Ele mesmo quebrou o seu ritmo quando enviou Jesus Cristo para, com sua morte na cruz; com sua ressurreição e com sua ascensão nos oferecer uma nova perspectiva. Se estivermos inseridas e inseridos na rotina de Eclesiastes 3, então estaremos dando mostras de estarmos sentados no nosso apartamento com a boca cheia de dentes, à espera da morte. Fora com este esquema. Foquemo-nos no Filho de Deus. Todas as pessoas, ligadas a Ele pelo Santo Batismo e pela Santa Ceia, sempre de novo, renovam a comunhão e, junto, experimentam a paz, o consolo e a segurança que vem de cima.
Para concluir: A ressurreição de Jesus Cristo mata toda e qualquer resignação. Participar da Proposta de Deus é experimentar esperança, alegria e felicidade, mesmo no meio da roda. Continuem neste caminho e obrigado por terem me ajudado a seguir procurando o mesmo!


Pastor Renato Luiz Becker
13.11.2015