Prédicas



Pregação: Ser o Primeiro!
Quem nunca ouviu falar do “Guinness Book”. Neste livro são impressos recordes alcançados nos quatro cantos do mundo. Nele se lê sobre a maior bolha de sabão com 7.36m de comprimento; sobre o comedor mais rápido de macarrão; sobre a maior pizza do mundo ou sobre o corredor mais veloz numa corrida de costas. Claro que alguns recordes são sem sentido. Às vezes a gente até precisa se perguntar se os tais recordistas não estão com a sua mente um tanto fora do esquadro, mas tudo bem!
Participei, certa vez, de um evento onde 1.100 jovens levaram exatamente 52 minutos para copiar toda a Bíblia, de capa a capa. Isso até foi notícia de jornal naquela região. Lembro que o pessoal se alegrou muito com o feito. Querem saber de uma coisa? Deus não dá muita atenção para um ato desse tipo.
A Bíblia também fala de um livro que é importante para Deus. Trata-se do Livro da Vida (Apocalipse 3.5). Posso garantir que nesse livro não há nenhuma informação sobre alguém que fez a oração mais comprida; sobre alguém que celebrou os melhores Cultos; sobre alguém que conseguiu fazer a prédica mais longa.
Podemos nos alegrar pelo fato de que Deus não está em busca de recordes espirituais. A única coisa que Ele quer é formar uma família conosco. Nenhuma amizade subsiste debaixo de hierarquias. Elas se dão de coração para coração. Por isso, não nos ocupemos com disputas dentro da Comunidade: Qual o Grupo mais forte? Qual o mais espiritual? Qual o mais trabalhador? Qual o mais simpático? Jesus nos diz: “Se alguém quer ser o primeiro, deve ficar em último lugar e servir a todos.” É por aí o caminho. Amém!
Renato Luiz Becker
16.09.2015
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Agradecimento
Jesus continuava viajando para Jerusalém e passou entre as regiões da Samaria e da Galileia. Quando estava entrando num povoado, dez leprosos foram se encontrar com ele. Eles pararam de longe e gritaram: — Jesus, Mestre, tenha pena de nós! Jesus os viu e disse: — Vão e peçam aos sacerdotes que examinem vocês. Quando iam pelo caminho, eles foram curados. E, quando um deles, que era samaritano, viu que estava curado, voltou louvando a Deus em voz alta. Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Jesus disse: — Os homens que foram curados eram dez. Onde estão os outros nove? Por que somente este estrangeiro voltou para louvar a Deus? E Jesus disse a ele: — Levante-se e vá. Você está curado porque teve fé. (Lucas 17.11-19)
Hoje quero colocar o tema da “gratidão” no centro da nossa reflexão. Pouca gente agradece. Em vista disso, introduzo esse assunto contando uma piada que ouvi há alguns meses atrás. Certa vez, um pastor foi fazer uma visita a um colono da sua Comunidade Cristã. O homem estava orgulhoso com a sua colheita. Assim, animado, mostrou-lhe a sua roça, o seu galpão abarrotado de grãos e tudo o mais que tinha a ver com suas lides. O pastor ouviu tudo com atenção e, num dado momento, sentiu que precisava dizer uma palavra mais espiritualizada para o momento. Foi então que perguntou ao seu interlocutor se ele saiba a quem agradecer por todas aquelas bênçãos. Claro – disse o colono – sei sim! Mas, sabe Pastor! O senhor deveria ter visto o estado destas terras quando Deus ainda trabalhava só por aqui.
Falando sério. Há tantas possibilidades para se agradecer! Esse assunto do agradecimento também está contemplado na história do Samaritano Agradecido. Isso mesmo! Não existe apenas a história do Bom Samaritano, mas também a do Samaritano Agradecido. Nesta história, somente um dos dez adoentados voltou para agradecer a Jesus; para agradecer a Deus. E esse homem que retornou era um estrangeiro.
Essa história nos deixa claro que, facilmente, nos esquecemos de agradecer. Nós vamos levando a vida e, no meio dela, entendendo que as coisas que nos acontecem são tão normais. Notem que Jesus não cura as pessoas de forma cerimoniosa; fazendo estardalhaço; tocando o sino para que todas as pessoas percebam e digam: - Uau! Olha só do que o homem é capaz! Nada disso! Jesus cura as pessoas no caminho. Enquanto elas desenvolvem as suas caminhadas, Ele as cura.
Essa constatação mexe comigo porque, volta e meia, experimento o mesmo na minha vida. Eu estou tocando a minha vida e, enquanto isso, me ocupando com os meus compromissos. De repente, acontecem coisas maravilhosas ao meu lado. Nestas horas eu experimento momentos bons, curas na minha vida. Sim, há detalhes que me alegram por demais na minha “profissão”, apesar do estresse saudável do dia-a-dia. Aqui e ali, esse estresse saudável me presenteia com dinamismo. Lá e acolá, experimento um dia maravilhoso com a família e com os amigos. Isso me faz feliz e, de certa maneira, promove cura em mim. São momentos de paz comigo mesmo, com as pessoas que me cercam, com a natureza que se desenvolve ao meu lado e com Deus que cuida de mim.
O problema é que nem sempre me lembro de Deus; de Jesus Cristo que torna estas situações possíveis. O fato é que estou a caminho e, nele, vou entendendo todos estes detalhes como algo natural que se sucede na minha história. Que coisa! Nesses instantes não me dou conta que Deus está articulando tudo; que Ele é o maestro da minha vida; que Ele me promove tantas curas. Sim, o meu agradecimento fica perdido no vácuo dos meus passos.
Daí então a história do Samaritano Agradecido me lembra de agradecer; desafia-me a pensar no agradecimento e a trabalhá-lo mais e mais na minha vida. Sim, esta história deixa claro que o agradecimento a Deus é algo essencial para uma pessoa cristã. Creiam! A gratidão traz alegria. Saiam por aí e perguntem às pessoas o que as alegra. Vocês perceberão que quem agradece não se sente só; que quem agradece vive com mais facilidade.
Outro dia eu soube de uma pessoa cuja vida pessoal e social estava praticamente zerada e que a sua cura tinha se dado com uma simples mudança de comportamento. O que ela fez? Ora começou a agradecer por cada detalhe da sua vida: Pelo belo corte de cabelo que o seu barbeiro lhe fizera; pela bonita festa que sua ex organizara para a filha; pelo bom serviço prestado pela garçonete; pelo frentista que não tinha esquecido seu nome. Foi desse jeito que a sua vida se tornou muito mais completa. As pessoas passaram a encontra-lo mais simpático e mais alegre na rua. Isso mexe comigo! Com gratidão genuína e sincera eu acabo me relacionando com mais profundidade com as pessoas que estão a minha volta.
Sim, eu estou convencido: Agradecendo eu também me relaciono melhor com Deus! Quando agradeço a Deus, eu cuido do nosso relacionamento. É importante perceber este detalhe e assumir esse jeito de ser para si. Essa reflexão quer deixar explícito o convite para que nos deixemos convencer a experimentar o ensaio do agradecimento diário. Vale a pena! Iniciemos a agradecer de coração.

Renato Luiz Becker
09.09.2015
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ATITUDE!
Queridas irmãs! Queridos irmãos! Queridos Casais! Na sua carta à Comunidade dos Filipenses, Paulo desafia as pessoas a “completarem sua alegria, tendo os mesmos sentimentos, experimentando o mesmo amor e movendo-se pelo mesmo ânimo. Como cumprir esta tarefa em nível de casal? Alicerçando-se apenas nos sentimentos? Impossível! Os nossos sentimentos por si sós não têm a capacidade de compreender as Palavras Bíblicas sobre o amor. Como amar o inimigo? Como não pagar o mal com o mal? Como aceitar cada pessoa como Cristo nos aceitou? Como não deixar de ser misericordioso na conjuntura que vivemos? Como perdoar 7 vezes 70? Como abençoar as pessoas que nos amaldiçoam? Como servir sem se sentir um capacho? Como dar a face esquerda para ser batida depois que fomos espancados na direita? Como permanecer ligados uns aos outros em amor e harmonia?
A vida passa rápida. Enquanto isso os nossos sentimentos mudam nos contextos em que vivemos. Não dá para levar a vida adiante se nos alicerçarmos somente neles, nos sentimentos. Agora, se nos alicerçarmos na atitude então não dependeremos dos sentimentos espontâneos para sobreviver. Vai daí que a atitude precisa cravar suas raízes na nossa mente, no nosso coração. Como estaquear a atitude no nosso peito? Como dominar os sentimentos? Notem que no final do texto de Filipenses 2.2, Paulo cita o famoso “Hino Cristológico”. Jesus tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Ele, Jesus, abriu mão de tudo o que era seu para tomar a natureza de um servo. Foi dessa forma que Ele se tornou igual aos seres humanos; igual a nós. (Filipenses 2.6) Paulo cita esta canção com um convite anexo: - Façam da mesma forma! Igualem-se às suas companheiras; aos seus companheiros. Isso é atitude.
Renato Luiz Becker
28.08.2015
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Esperança - O que esperar?
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. (1 Pedro 1.3)
Esperamos por bom tempo, às vezes por chuva. Esperamos nos manter com saúde. Esperamos ter boas notas na escola e, mais tarde, um bom emprego. Esperamos encontrar bons amigos. Sim, esperamos tantas coisas...
Sem esperança ninguém pode viver. A falta de esperança nos tira a coragem e a força. Nós precisamos de esperança para dar o próximo passo; para viver...
Mas, e se uma porção das nossas esperanças se destruírem? Se não ficarmos curados da nossa doença? Se não encontrarmos mais trabalho? Se nossas amizades nos deixarem na mão?
Ora, então precisaremos uma esperança que nos dê mais suporte. Precisaremos de uma esperança que seja mais forte do que a morte. Precisaremos de uma esperança viva.
Esta esperança nós temos em Jesus Cristo que, depois de Sua morte e ressurreição, se tornou uma esperança viva para nós. Com a Sua morte Ele matou toda a desesperança. Com a Sua ressurreição, temos uma esperança que vai além da morte.
É claro que sempre iremos continuar esperando pela boa saúde, pelo bom emprego ou pelas boas amizades. Mas, se colocamos a nossa esperança em Jesus, todas as outras esperanças não serão mais tão necessárias. Sim, porque então, Jesus encherá as nossas vidas com a viva esperança para a vida com Ele.

Renato Luiz Becker
24.08.2015
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Os 10 Mandamentos!
E que tal se nós, eleitores e contribuintes, ousássemos e apresentássemos outros 10 Mandamentos aos Executivos Federais, Estaduais e Municipais? O autor desse "sonho" foi Geraldo Samor, um ex-correspondente no Brasil do The Wall Street Journal, da agência Dow Jones e da International Financing Review (IFR). Foi produtor do Podcast Rio Bravo e consultor de hedge funds americanos com investimentos no Brasil. Muito interessante, mas será que é viável?
Mandamento 1: Fica proibido aos titulares do Executivo Federal, Estadual e Municipal organizar ou participar de cerimônias de inauguração de obras. Primeiro, porque elas quase nunca significam que a obra está pronta — só que o governante está louco para aparecer bem na foto. Segundo, elas custam dinheiro e dão a muitos eleitores a sensação de que o governante lhes fez um favor quando, em realidade, não fez mais que a obrigação. A partir de agora, se a hidrelétrica ficou pronta, liguem as turbinas e vida que segue.
Mandamento 2: Os membros dos três poderes passarão a se referir aos cidadãos brasileiros como “o patrão.” Esta obrigatoriedade valerá para documentos públicos, discursos nas tribunas do Congresso e decisões dos tribunais superiores, onde o ar costuma ser mais rarefeito. Os brasileiros trabalham um terço do ano para pagar impostos. Os políticos são seus funcionários. Está na hora de mostrarem respeito e tratarem o chefe pelo nome.
Mandamento 3: Lei Cristóvam Buarque: Os filhos de todo aquele que conquistar mandato eletivo, se em idade escolar, deverão ser matriculados em escolas públicas e ali permanecer durante todo o exercício do mandato do pai ou da mãe. Não haverá exceções. Todo e qualquer “mimimi” deverá ser guardado até que a rede pública esteja a cara de um internato suíço.
Mandamento 4: O Código Penal tipificará como ‘crime contra as finanças públicas’ qualquer empréstimo do BNDES a empresas na lista das 100 maiores do Brasil. O BNDES passa a ser o BPME (Banco da Pequena e Média Empresa), com guichês de atendimento em todos os Estados e análise de crédito centralizada em sua sede. O banco também criará fundos para um grande esforço de investimento em “startups” e capital semente. Está na hora de oxigenar a economia com inovação e turbinar quem tem talento, não só quem já é grande o suficiente para contribuir nas campanhas.
Mandamento 5: A CVM (o xerife da Bolsa) e o COAF (o xerife da lavagem de dinheiro) terão dotação orçamentária própria, autônoma e não-contingenciável. A remuneração de seus diretores, gerentes e analistas será em linha com salários do setor privado. A quarentena será de dois anos. As multas da CVM, cujos valores máximos hoje são fixados, por lei, em reais (e assim ficam defasados com a inflação), passarão a ser atreladas à cota do Fundo Verde.
Mandamento 6: Presidentes e ministros cujos ajustes fiscais atingirem o fornecimento de medicamentos de uso contínuo para pacientes de câncer, AIDS e diabetes serão punidos com exposição direta ao HIV, radiação cancerígena ou doses cavalares de açúcar.
Mandamento 7: Revoga-se a tarifa de importação de servidores, roteadores, desktops e laptops, num empurrão à produtividade do País. Esta reserva de mercado é da época dos militares. Ao contrário do que seus defensores esperavam, ela não pariu uma Apple brasileira, mas garantiu que um computador importado custe aqui quase três vezes mais do que lá fora.
Mandamento 8: No mercado de construção pesada, o Governo fará um grande e espetaculoso esforço para atrair empreiteiros internacionais. Vamos recebê-los como os parisienses receberam os americanos em 1945. Faremos uma brochura promocional com as fotos de todos os empreiteiros encarcerados na Lava Jato, mostrando que instauramos a moralidade e prometendo que, como diz a canção, “daqui pra frente, tudo vai ser diferente.” Os americanos não precisarão ficar de fora do Brasil por temer que uma propina paga aqui os leve à cadeia lá.
Mandamento 9: Nos três poderes da República, ficam proibidos carros oficiais, garçons nos gabinetes e ascensoristas nos elevadores. Estes benefícios, concebidos para facilitar o trabalho de deputados, senadores, ministros e juízes de tribunais superiores, transformaram-se com o tempo em símbolos do descolamento da realidade, do desalinhamento destes servidores com o interesse público. Ministros, deputados e desembargadores dirigirão seus próprios carros (ou contratarão um motorista com seus salários), e não há motivo algum que impeça alguém de pegar seu próprio café e apertar o andar de destino no elevador.
Mandamento 10: O haraquiri fica instituído como a saída jurídica preferencial para os ocupantes dos três poderes que traírem o interesse público. A outra é a Papuda.

Renato Luiz Becker
21.08.2015
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A Música é um Presente
A música é um presente. Muitas vezes ela nos lembra duma noite agradável; duma pessoa querida ou até duma primeira vez. Toda vez que ouvimos música, nos brotam algumas lembranças na memória e, nestas horas, revivemos um pouco do nosso passado.
A música também pode servir como uma válvula de escape. Quando sentimos frustração e temos a impressão de que nada funciona na nossa vida, daí então aumentamos o volume da música que está sendo tocada e, de repente, a desesperança diminui em nós e a vida fica mais fácil de ser vivida.
O ato de cantar nos ajuda no reequilíbrio. Muitas vezes nós não temos a mínima vontade de cantar, mas mesmos assim cantamos e acabamos felizes com os sons que transformam algo dentro de nós.
A música também pode significar trabalho. Até que cada nota musical está no seu devido lugar e até que a composição está devidamente ensaiada leva, muitas vezes, um longo tempo. No entanto, a cada problema e a cada avanço, ficamos mais e mais confiantes.
A música pode ferir - não só nossos dedos ou nossos lábios. Depende do instrumento musical que se toca, ela também pode machucar os nossos ouvidos. Nem todo mundo tem o mesmo gosto musical, mas ainda assim tudo é música; sons que fazem bem às outras pessoas.
Eu penso que cada um de nós saiba cantarolar um hino sacro, seja ele tradicional ou moderno. Quando eu me paro a pensar nas circunstâncias em que muitas músicas foram compostas, então eu tenho certeza que os autores experimentaram a música como um presente.
A música pode agir de forma muito diferente em diferentes contextos. Outro dia eu estava num funeral onde uma pessoa de 85 anos estava sendo velada. Em vida, o seu desejo foi que se cantasse o hino 249 do Hinário do Povo de Deus. Alguém de vocês tem lembrança desta música? "Graças, Senhor, eu rendo muitas graças por este novo dia..." Pensei comigo. Que música incomum para uma hora destas. Mas, depois de cantarmos todos os versos, percebi que esta canção resume todas as fases da vida e pensei: - Nossa, que boa escolha!
A música pode ser encontrada em todos os lugares onde as pessoas estão. Existe uma nação que não tenha músicas? Vocês têm notíciade um lugar onde não se dance?
Em todos estes e em outros exemplos nós podemos reconhecer a força da música. Ela não ajuda apenas os músicos, mas também os ouvintes. A música pode ser festiva e também uma oração. Ela pode ser para as outras pessoas, mas também pode ser para nós. É como se alguém estivesse falando conosco através da música. Nós só precisamos ouvir, ficar espertas; espertos e perceber o seu recado.
Como seria se eu, neste momento, refizesse todo esse texto e, ali onde eu citei a palavra “música”, eu inserisse a palavra “Deus”? O texto ficaria surpreendente. Sim, Deus é a nossa música. A música é um presente!
Pastor Renato Luiz Becker
20.08.2015
Na comemoração dos 30 anos do Coro Misto da 
Comunidade de Itoupava Central.
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Oi Pessoal!
Dietrich Bonhoeffer, o nosso mártir luterano, disse certa vez que a "Igreja Cristã é um hospital". Ora, isso bate com a palavra de Jesus: "Os sãos não precisam de médico!" No domingo passado preguei sobre o texto de 18.9-14. Boa leitura!
Tem Misericórdia de Mim!
O fariseu e o coletor de impostos retratados no texto de Lucas são homens pecadores. O fariseu se vê como um sujeito muito correto e, por isso mesmo, muito querido por Deus. Uma amiga minha diria que “ele não se acha, mas se tem certeza”. Já o publicano se vê no espelho como um pecador indecente que não tem a mínima chance de salvação.
Isso mesmo! Estes dois homens têm conceitos diferenciados de si mesmos. Enquanto o fariseu se vê no topo numa escala de 1 a 10, o coletor de impostos se vê na parte mais inferior da referida tabela. Notem que o Coletor de impostos só foca Deus na sua fala. Ele sabe que só poderá experimentar a vida pela misericórdia de Deus. Pois é justamente este sentimento que o faz ser grande diante do Pai.
Querida Comunidade! Se para Deus existe uma “elite”, então dela só fazem parte as pessoas fracas e “quebradas”, tais como o cobrador de impostos e como as crianças que dependem das mães e dos pais para sobreviver. O que vale para Deus não é o sentimento de tranquilidade e nem tampouco o de intranquilidade espiritual. Deus se doa, Ele se aproxima de nós a partir de um jeito de amar inexplicável. É em vista desse amor que nós podemos nos aceitar como somos e, ao mesmo tempo, aceitar as pessoas que caminham ao nosso lado como são. Isto é o puro Evangelho.
Certa vez eu visitei com regularidade um sujeito que chorava muito a perda da sua esposa. Sempre que eu chegava perto dele, ele se lamentava. Sua família me informou que ele chorava em média uma hora por dia. Confesso que fui perdendo a paciência com aquele comportamento. Certa manhã eu me encontrei com sua mãe e lhe disse: “Olha, está difícil! O problema do seu filho parece não ter solução. A sua vida é só dor e desespero. Estou me cansando com esta mesmice”. Aquela mulher calou, olhou nos meus olhos e reagiu: “Pastor!... O meu filho precisa do senhor. Quando o senhor chega perto dele é como se Jesus se aproximasse da sua cama."
Um pouco antes de me mudar daquela Comunidade, visitei-o pela última vez. Na despedida ele me alcançou um presente. Depois de nos abraçarmos ele explicitou que “não tinha palavras para agradecer ao cuidado que eu tivera com ele naqueles dias de visitas; que ele nunca sentira da minha parte qualquer condenação.” Uau!
Renato Luiz Becker
18.08.2015

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Uma Questão de Tempo
Vocês têm tempo? Vocês tiraram tempo para estarem aqui? Na teoria o tempo sempre é suficiente e nunca se acaba. Então, se isto é verdade, porque todo este estresse com queixas da falta do mesmo?
De um modo geral, nós carregamos a percepção de que estamos perdendo o controle das coisas e que, portanto, precisamos de mais tempo. Os cientistas neurobiológicos constataram que, em situações de estresse, o nosso cérebro perde a capacidade de distinguir entre informações importantes e desimportantes. O resultado disso? Ora, nos atolamos ainda mais nos nossos problemas. Mais do que isso, passamos a ter o sentimento de que o tempo escorre pelos nossos dedos e isso nos faz sofrer. Enfim, nós não nos estressamos porque não temos tempo, mas nos falta o tempo porque estarmos estressadas ou estressados.
Queridas Pérolas! Já passa da hora de puxarmos o freio de mão; de nos presentearmos com um tempo de lazer. As pessoas que não tem tempo dão mostras que não investem tempo em si. O que faríamos com o tempo disponível? Saberíamos como usar esse tempo de sobra? O que é que lhes faria bem?
As pessoas que pensam poder abdicar de um tempo para si correm o risco de adoecer gravemente. Notem que o nosso ritmo de vida só pode ser acelerado parcialmente e a sociedade sempre vai prover possibilidades de mais aceleração. Quem cair neste engodo se desnorteia. Sim, porque, de repente, esse ritmo fica insustentável e, como o nosso corpo tem seus limites, ele reage com “burn-out” ou até com um ataque cardíaco. Daria até para se afirmar que quando isso acontece se tem aí um “infarto do tempo”.
A Solução? Desacelerar? Isso é apenas uma meia verdade. O fato é que o tempo tem muitas facetas. Mozart, por exemplo, percebeu que na música há 23 ritmos diferenciados entre o ritmo lento e o rápido. Por isso, já passa da hora de descobrimos o tempo, o nosso tempo. A vida não é uma simples passagem. É surpreendente que, dada a brevidade das nossas vidas, não tenhamos mais tempo para curti-las. Em outras palavras: Vivemos ou ainda nos estressamos? Quanto tempo ainda vamos necessitar para perceber o que verdadeiramente importa?
Às vezes, gostaríamos de ter o domínio do tempo e nos mostramos infelizes pelo fato de não podermos controlá-lo. O nosso Deus é o Senhor do tempo. Foi Ele que nos presenteou cada minuto da nossa vida para usufruirmos com alegria. O tempo é uma dimensão criada por Deus. Para Ele, mil anos são como um dia. Ele sabe do dia de ontem, conhece o dia de hoje e tem ciência do dia de amanhã.
As pessoas que, na Bíblia, dão testemunho deixam claro que o “tempo está nas mãos de Deus”. Com isso elas querem dizer que não precisamos nos meter no mundo com o intuito de “caçar”, perseguir mais vida. Nós não precisamos nos preocupar com a possibilidade da falta de qualquer coisa que seja. Se isso não é algo bom, então não sei mais nada! Experimentem voltar-se para o Deus da vida e permitam que Ele lhes presenteie o bom tempo, já a partir de hoje.

Renato Luiz Becker
13.08.2015

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O Perdão Diário!
Vocês já viram uma pessoa irritada? O seu rosto fica vermelho. As suas veias se incham, tanto nas têmporas como na testa. A sua pressão arterial sobe. A adrenalina inunda o seu corpo. O seu equilíbrio fica prejudicado. Os seus olhos ficam frios e repelentes. Não, tal comportamento não é um bom testemunho! Para refletirmos sobre este tema baseio-me no texto que lemos na Carta de Paulo em Efésios, mais especificamente no verso 26: “Se vocês ficarem com raiva, não deixem que isso faça com que pequem e não fiquem o dia inteiro com raiva.”
Paulo conhece o dia a dia da nossa vida cristã e, por isso, vai direto ao ponto: Quando vocês estiverem com raiva; quando uma palavra for dita num tom muito alto e vocês se feriram com ela, por exemplo, então acabou de acontecer alguma coisa muito ruim nas suas vidas.
Às vezes, uma irritação sentida se dissolve rapidamente como a fumaça. Paulo não coloca todas as suas fichas nesta possibilidade e sugere: “Não piorem as coisas assumindo uma postura dura e implacável.” Raivas que se dissipam de forma muito rápida podem produzir profundos ressentimentos. As raízes de amargura que, durante anos, se instalam nos nossos corações até podem ser carregadas para dentro do túmulo, mas, antes disso, nos fazem muito mal. Aquelas e aqueles que não quiserem correr este risco, tem um dia de tempo para pensar na possibilidade de “não permitir que o sol deixe espaço para a escuridão".
É claro que nem toda discordância pode ser trabalhada até o por do sol. Mas o perdão pode tornar-se visível sem que seja proferida nenhuma palavra. Vejam! Um sorriso hesitante pode sinalizar ao nosso opositor que sentimos tê-lo ferido; que esperamos a sua ajuda no sentido de vir ao nosso encontro para resolvermos de vez essa questão de desavença.
“Perdoem-se uns aos outros...” Quantas feridas por causa da falta de perdão nas ralações entre pais e filhos!... De repente, o pai, com seu jeito de ser, de forma consciente ou inconsciente, pode ter dito alguma coisa inconveniente que simplesmente derramou a “última gota”. Essa atitude deu vazão às palavras do filho que soaram carregadas de raiva.
Há quem diga que depois da “tempestade vem a bonança”, mas isso não é bem assim. Relâmpagos podem causar grandes danos na natureza e o granizo pode destruir uma colheita inteira. Agora, se depois de uma “explosão”, o perdão ocupar espaço, há grande chance do amor; da paz e do afeto caloroso receberem outra chance. Queira Deus que isso aconteça antes do sol se por.
Vocês são criativos. Estendam esse exemplo para dentro da vida familiar de vocês e, certamente, ganharão muito. Amém!
Renato Luiz Becker
08.08.2015
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A Multiplicação dos Dons
2 Reis 4.42-44 e João 6.1-15
O assunto dos dois textos bíblicos foi a “carência de pão”. Na nossa Comunidade também “falta pão” quando constatamos pouca participação nos Cultos; quando sonhamos com gente mais comprometida; quando notamos falta de fé... Jesus desafiou Seus discípulos a resolverem a questão da fome de cinco mil pessoas. Filipe olhou dentro do seu bolso e expressou sua incompetência. Já André percebeu um menino disposto a cooperar com cinco pães e os dois peixes e repassou esta informação a Jesus que, se fez ativo acabando de vez com a escassez. Imaginem o burburinho.
Num primeiro momento Jesus promove ordem. O povo deve assentar-se. Nada de correria em busca da pouca comida; nada de empurra-empurra; nada de usar o cotovelo; nada de atropelos. O povo se acalma e espera com paciência a comida. Jesus agradece e depois reparte o “pão”. Fazemos isso? Agradecemos pelos dons; pelas habilidades e pelos momentos que Deus nos presenteia? Precisamos reaprender a agradecer a Deus com o coração, mesmo diante do que é pequeno?
Não está escrito no texto bíblico que o pão se multiplicou na frente das pessoas para ser repartido. O pão se multiplica no momento da repartição. É no encontro de Jesus com as pessoas que o pão se torna suficiente. Não são as pessoas que compartilham, mas é Jesus quem compartilha o pão com o povo e todos ficam satisfeitos. Aquelas cinco mil pessoas não tinham nada a oferecer e, mesmo assim, ficaram satisfeitas. O texto fala que ainda sobraram 12 cestos cheios.
Esse milagre fala do suprimento de uma necessidade da vida. O que é realmente útil e necessário pode ser muito libertador. Vai daí que a pergunta pela “utilidade” deve ser constante. Comunidades de Fé que sabem aonde querem chegar “contagiam” e inspiram seus membros a se engajarem na Proposta de Deus. Não somos nós que fazemos a vida comunitária acontecer. Essa percepção não é um desprezo ao nosso engajamento, mas é, isto sim, um alívio e um encorajamento. Tal como Deus nos dá o pão, Ele também nos dá os dons para edificarmos a Comunidade.
Tal como Jesus atuou na história da multiplicação dos pães, assim também nós somos chamados a usar os dons que Deus nos deu para construir a Comunidade; para edificar o Corpo de Cristo. Quem de nós se sentir pequeno, insignificante e incapaz de cumprir esta tarefa porque, aparentemente, ainda não descobriu grandes dons em si, esse deve pensar no menino com seus cinco pães e seus dois peixes. Foi com esse pouquinho que aquele garoto ajudou a saciar a fome de 5.000 pessoas. Quando Deus abençoa uma obra, aí o pouco se transforma em muito e mais do que suficiente.
André percebeu o menino com seus cinco pães e dois peixes. Essa descoberta matou a fome de cinco mil pessoas. Fiquemos atentos aos dons que Deus nos deu; que Ele deu às pessoas que circulam ao nosso lado. Uma vez descobertos, tornemo-los férteis. Os dons nunca concorrem entre si, mas se somam com o objetivo de enriquecer. É desse jeito que Deus quer construir, fortalecer e guiar a nossa Comunidade.
Nesse projeto todos nós somos peões, igualmente importantes e valiosos. Assim, agradecidos, alegremos-nos e animemo-nos pelo fato de Deus nos orquestrar tal como o maestro o faz com a orquestra. Esta atitude enriquecerá a nossa vida e, ao mesmo tempo, preencherá os nossos corações dos vazios aos quais eles são acometidos.

Pastor Renato Luiz Becker
25.07.2015
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E se perdermos nossa Alma?
Culto de Ação de Graças! (Lucas 12.16-21) Boa leitura!
Querida Comunidade! Quando meu sogro ainda era vivo, levei meus meninos para ver sua lavoura de trigo e centeio. Na semana seguinte iniciaria a colheita. Quem conhece esses cereais sabe que o centeio cresce em torno de 20 centímetros a mais do que o trigo. Num dado momento o meu filho mais novo perguntou: - Pai! Como é que o trigo sabe quando deve parar de crescer? Eu não lembro da minha resposta, mas confesso que esta pergunta ficou martelando a minha cabeça. Não só o grão de trigo, mas também as flores; as árvores; os animais e o corpo humano sabem a hora de parar de crescer.
Essa ideia de crescer sem parar foi plantada na nossa cabeça. Tudo o que fazemos precisa crescer indefinidamente. O PIB (Produto Interno Bruto), a Economia Mundial e tudo aquilo que colhemos deve ser sempre maior; sempre mais a cada ano que passa. O solo onde semeamos os grãos precisa ter mais área; a vaca precisa dar mais leite; o porco precisa engordar mais; as galinhas precisam por mais ovos. O nosso negócio precisa dar mais, muito mais lucro.
Perceberam? Não temos o mesmo pensamento do colono citado na Bíblia. Quando ele terminou de construir o seu novo celeiro, ele disse à sua alma: - Alma, agora descansa, come, bebe e “deixa a vida te levar!” Ninguém de nós tem mais tempo. Quando construímos um novo celeiro, já iniciamos a construção de outro maior. Sim, porque tudo precisa crescer, evoluir, desenvolver, encorpar...
Ouvem-se sempre mais vozes se perguntado se esse jeito de comportar-se não é errado. Há quem já não acredite que todo progresso experimentado serve para melhorar a vida dos nossos filhos. Outro dia ouvi alguém dizendo que tudo aquilo que fica melhor e mais bonito, no fundo, bem no fundo, não nos faz mais felizes. Onde é que esse progresso maravilhoso nos trouxe? Hoje temos tudo que necessitamos para viver e algumas pessoas dizem não ter mais tempo para louvar, agradecer, calar diante de Deus.
No final da história bíblica que lemos a pouco está escrito que, ao cabo de tudo, é a alma do agricultor que vai se dar mal. Jesus nos pergunta: - Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?...
Como é que o trigo sabe que deve parar de crescer? Quem realmente nos diz que temos de parar de crescer? O nosso “negócio”, aqui e agora, é, sempre, mais e mais; algo mais grandioso; mais vistoso.
Gente querida! O Culto de Ação de Graças não é o único dia em que podemos agradecer por tudo que foi cultivado e cresceu. Ação de Graças também é um dia para refletirmos se nós, com o nosso jeito de ser; com o nosso jeito de fazermos as coisas, não estamos destruindo o nosso mundo e a nossa alma. Pensem nisso!

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05.07.2015

Hoje, no Culto das 9h, trabalhei o tema do "Sim" e do "Não"! Compartilho com vocês! Abraços!

Já mentiram hoje?
Querida Comunidade! A verdade sempre esteve nos lábios no dia de ontem? É quase certo que vocês vão responder que sim. Desculpem, mas vocês estão mentindo. De acordo com estudos, todas as pessoas mentem cerca de 200 vezes por dia.
Mesmo que, na vida cotidiana, nos esforcemos para sermos pessoas honestas, sempre escorregamos numa ou noutra mentirinha. Quantas vezes você já desejou um bom dia para a moça que trabalha na caixa do supermercado, mesmo que, secretamente, no íntimo do seu coração, você entende que ela é incompetente para o cargo que ocupa? Uma das mentiras mais comuns que sai da nossa boca acontece quando nos perguntam se estamos bem. A nossa resposta é “bem”, porque sabemos que a pessoa que fez esta pergunta já a espera.
Além disso, aqui e ali, trabalhamos com o conceito da verdade de modo negligente. Se, por exemplo, o nosso cônjuge nos pergunta por que ainda não esvaziamos o lixo, dizemos: “Eu esqueci!” De repente, não foi um simples esquecimento, mas o fato de que não estávamos a fim de cumprir a tarefa naquela hora.
Em Mateus 5.37, Jesus diz aos seus discípulos: “A palavra de vocês deve ser “sim” ou “não”. O que passar disso tem sua origem no mal.” Com esta palavra Jesus se contrapõe ao juramento. Jesus entende que não há necessidade de se usar muitas palavras para convencer alguém daquilo que é verdade. Isso já começa na infância. Nós prometemos solenemente à nossa mãe e ao nosso pai que limparemos o quarto; juramos que não fomos nós que quebramos o vidro da janela do vizinho. E depois? Ora, em seguida fica claro que nós mentimos.
Jesus nos aconselha a não usarmos muitas palavras para fazer com que as outras pessoas acreditem no que estamos falando. Ele no pede para dizermos a verdade de forma clara. Quem se habitua a dizer a verdade, não precisa usar muitas palavras. Tente fazer isso. As pessoas que fazem parte dos nossos círculos de amizade, logo perceberão que podem confiar em nós; que somos pessoas confiáveis. Só a honestidade é que consegue forjar bons relacionamentos.
Sempre temos que dizer a verdade? Essa pergunta é complicada. Dizer na cara de uma amiga que o seu novo penteado não cai bem pode ofendê-la, adoentá-la e até complicar a relação de amizade. Claro, também há situações em que deveríamos dizer a verdade, mesmo sabendo que feriremos outras pessoas. Nessas horas, a nossa motivação deverá estar alicerçada no amor.
Ser uma pessoa honesta não significa que podemos jogar na cara da outra tudo aquilo que não gostamos nela. Como pessoas honestas nós também não deveríamos simplesmente falar de conteúdos que ouvimos da boca de outras pessoas. Quem age assim distorce a verdade. Jesus nunca se esquivou de dizer a verdade, mesmo se ela era desconfortável. Para Ele, a verdade e o amor eram inseparáveis. Sonhamos uma postura assim para a nossa vida?
O mesmo vale para as tais “mentiras brancas”... Para que dizer uma mentira assim? Para nos proteger? Para protegermos a pessoa com a qual dialogamos? Superemos o nosso orgulho e digamos: “Eu não vou bem, mas obrigado por perguntar!” Recentemente eu fiz algo semelhante. Meu colega ficou surpreso, mas, no final das contas, percebemos que a honestidade é libertadora. Ousemos viver assim: Dizendo “sim” e “não” de forma honesta e amorosa. Amém!· 

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04.07.2015 
O Diálogo sobre o Caminho até o Pai ou a Despedida!
O ato de despedir-se é tão comum e, ao mesmo tempo, tão difícil de ser feito. Em João 14.1-10a o tema é a “despedida”. Jesus despede-se de Seus discípulos. Ele sabia que iria morrer e deixou isso bem claro aos Seus queridos. Essa informação, no entanto, não fez com que Sua morte fosse mais fácil de ser absorvida pelos doze.
Todas; todos nós temos certeza que a morte nos espera numa das “esquinas da vida”. A única dúvida que carregamos no peito é quando e onde teremos que dizer adeus às nossas queridas; aos nossos queridos. Quem porventura souber desse detalhe, precisará de muita força para despedir-se dos seus.
“Não fiquem aflitas; aflitos! Não permitam que os seus corações se perturbem!” Quando Jesus diz aos Seus discípulos que vai deixá-los, Ele sabe que os deixa confusos na estrada. Sim, aqueles homens ficaram confusos porque tinham vivido uma história tão bonita que não podia terminar tão cedo. Com a morte do seu Mestre a incerteza veio fazer casa nos seus corações. O que seria deles agora? O 
apóstolo Tomé consegue expressar o sentimento de todos os colegas: - Senhor, como vamos saber o caminho?
A resposta de Jesus a esta pergunta não perdeu sua importância em 2015. Jesus diz: - Nossas vidas não cairão na escuridão e no desconhecido. Nossas vidas podem fluir do amor de Deus que acontece entre nós. Ao ouvir isso, Filipe pede a Jesus: - Senhor mostra-nos o Pai! Mostra-nos, Senhor, onde podemos encontrar esse Deus que nos chamou para a vida. Mostra-nos onde podemos tocar esse Deus que deve ser a nossa esperança. Mostra-nos o Deus ao qual nos cabe dedicar a nossa vida!
Gente querida! O único conforto que Jesus pode nos dar num momento de despedida é Ele mesmo. Esta é a fé que a Igreja tem desde o princípio. Esse é o caminho. O amor de Deus, a Sua confiabilidade e a Sua lealdade se tornam visíveis n'Aquele que nos doou a Sua vida na cruz. Por isso, a morte não nos põe mais medo!
Jesus caminhou o caminho da morte antes de nós. Porque Ele fez isso? Ora, para pavimentá-lo para nós. Foi desse jeito que Jesus já nos preparou um quarto; uma morada no Seu Reino de Paz, Amor, Justiça e Perdão junto do Pai. Despedir-se duma querida e dum querido continua difícil, no entanto, a partir da esperança que vive em nós, esta despedida tem um novo sentido; um novo significado. Se aqui e agora a separação é a nossa realidade, lá na frente está uma nova Comunidade; uma nova meta para a nossa vida; a esperança. Amém!

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INVEJA!
Pediram-me que abrisse pensamentos sobre o tema "inveja". Abaixo compartilho a prédica que apresentei no Culto do domingo, dia 28 de junho. Boa leitura!
OS TRABALHADORES NA VINHA (Mateus 20.1-16)
A Parábola dos “Trabalhadores na Vinha” foi contada por Jesus. Mateus só acresceu a última frase: “Os primeiros serão os últimos?” Ainda volto a esse assunto...
Na época de Jesus os colonos médios e fortes sempre trabalhavam com diaristas. Esse tipo de trabalhador era mais barato que os escravos. Por quê? Ora, se acontecesse algum acidente de trabalho, esse não era problema para o empregador. O salário era minguado. Quem trabalhava um dia, recebia apenas um denário (uma moeda de prata). Hoje, numa padaria, poderia se comprar de dez a doze pãezinhos, nada mais.
Vamos lá! O proprietário chegou à praça às 6h da manhã, com o objetivo de contratar homens para trabalharem na sua vinha. Que coisa! Ele voltou mais algumas vezes a esse lugar com o mesmo intuito: Uma primeira vez às 9h. Uma segunda às 12h, uma terceira às 15h e uma última às 17h. Parece que o empregador não tinha muito tato: - “Por que é que vocês ficam aí parados, o dia inteiro aí sem trabalhar?” O pessoal dá uma resposta simples: - “É que ninguém nos contratou!” Porque será que eles não foram contratados? Homens desqualificados? Idosos; doentes ou fracos? Teriam eles se levantado tarde da cama? Não importa: eles eram os últimos!
Puxa! Ainda havia trabalho às cinco da tarde? Será que ia chover e as uvas precisavam ser colhidas com urgência? Não se sabe! Pensando bem, quase não valia mais a pena contratar esse povo. Começa que iriam gastar um tempão se locomovendo até a vinha. E, uma vez lá, logo seria noite. Esse empregador impressiona, pois seu jeito de administrar não muito convencional – certo?
O fato é que o pessoal contratado trabalhou até o anoitecer. Aí veio a hora de fazer o pagamento. Se vocês fossem os empregadores, como é que iriam pagar estes diaristas? Penso que o nosso conceito de justiça seja iguais aos daqueles diaristas. Quem trabalha mais, recebe mais. Quem trabalhar após o calor do meio-dia deve receber menos e quem só aparece para trabalhar um pouco antes da noite, deve receber o mínimo. Certo?
O fato é que as coisas aconteceram de forma diferente naquele dia. De repente, surge um gerente com a incumbência de pagar os salários de forma que todos fiquem sabendo quem ganhou o quê e quanto. Para aqueles diaristas algo está errado! Sim, porque o pagamento pelas horas trabalhadas não rolou como de costume. Que é isso? Os últimos recebem o mesmo salário (uma moeda de prata) que a turma que deu duro desde manhã. Ah não! E começa o bate-boca: - “Senhor, estes últimos trabalharam apenas uma hora, e tu os igualas a nós, que suportamos o peso e o calor do dia.”
Quem de nós não ficaria com raiva numa situação assim? O proprietário, no entanto, fica firme e não abre mão da sua promessa. Ele simplesmente paga o que prometeu: - “Amigo, eu não sou injusto. Nós acordamos o serviço em um denário. Ponto final! Fica frio!”
Então, qual é o problema? O problema é a inveja, esse sofrimento que acontece dentro do peito de uma pessoa, quando ela percebe a felicidade das otras. A inveja é um sofrimento terrível, porque se tem que mantê-lo escondido no peito. Nós nos envergonhamos de ter inveja. Quem de nós tem a grandeza de se alegrar por aquilo que os outros recebem e que nós gostaríamos de receber? Sim, a inveja é um sofrimento solitário.
A inveja nos rói por dentro e, assim, vamos ficando verdes de ódio. A inveja é um “Monstro Horrendo”. Ela machuca as pessoas e chega a distorcer os rostos através da dor que provoca. E isso, não porque algo vai mal consigo mesmo, mas porque algo vai bem com os outros.
Foi isso que aconteceu com os trabalhadores que precisaram trabalhar mais que os outros. Vocês conhecem o sentimento de invejar alguma coisa? Vocês conhecem o amargor e a solidão de não poder repartir com ninguém a respeito desse sentimento? Imagino que sim!
Por que os primeiros são os últimos? Ora, porque os primeiros ficam roídos pela inveja. Os primeiros não sofrem porque algo lhes vai mal, mas porque algo de bom acontece com os outros. O que gerou o problema da inveja foi a comparação. Os primeiros se tornam os últimos por causa da sua infelicidade!
Esta história nos diz respeito. A Parábola que refletimos é um retrato de ti e de mim. O sentimento dos primeiros trabalhadores também é verdade em nós quando percebemos que os outros se dão melhor, mesmo fazendo menos que nós fazemos. Quando nós ganhamos a nossa moeda de prata (denário) quase de graça, aí está tudo bem. Assim somos nós. A história fala sobre a vida assim como ela é, sem nenhum adorno.
Nesta Parábola Jesus fala do nosso mundo, mas também fala do mundo Dele. Se os empregadores sempre pagassem pelos serviços dos seus empregados dessa forma, não demoraria muito e ninguém mais trabalharia para eles. Quer dizer, a atitude do empregador sai da rotina e, por isso, desestabiliza os diaristas. Notem que o proprietário da Vinha é Deus; que a vinha é o mundo e que os trabalhadores são as pessoas que habitam este chão; que o dia de trabalho é a vida e o fim dela é o pôr do sol, é o momento da nossa morte. Será que seremos remuneradas; remunerados no fim da nossa vida?
Deus não faz pagamentos. Quem estiver diante de Deus na hora do pôr do sol, será levado em conta, cada um na mesma medida. É suficiente estar lá. É suficiente ter dito: - “Sim, eu vou trabalhar na Tua vinha.” Tudo o resto é graça. Para o Senhor não importa o quanto se trabalha. O Senhor é livre para dar o quanto quiser a qualquer uma; a qualquer um que Lhe agrade. Deus é Deus e sua graça não pode ser medida. É Ele quem decide se algo é justo ou não. Esse é o Seu jeito de ser; de atuar. A Parábola não fala de injustiça.
Alegremo-nos com as tantas coisas boas que acontecem na nossa vida. Alegremo-nos com os presentes que Deus nos alcança e isso, independente das coisas que Ele dá para as outras pessoas. Lá onde os últimos serão os primeiros e os primeiros os últimos; lá onde tudo é presenteado, seja de manhã, à tarde ou à noitinha, lá há felicidade genuína. Até que esta realidade aconteça, vivamos em fé, não com base naquilo que podemos ver e constatar. Amém!

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Suicídio ou o vencimento da Depressão?
Estou pastor. Circulo por aí e observo as pessoas. Com algumas delas até entabulo diálogos. Nunca me esquecerei da pessoa do sr. Lélio Starosky Medina. Nosso encontro foi casual, numa cerimônia de Bodas de Prata. Sentados com outras pessoas em torno de uma mesa, tentamos entabular uma conversa que não fluía por causa do volume da música tocada pela banda. O tempo passou e, enquanto nos despedíamos, ele sinalizou que gostaria de conversar. Marcamos um horário no meu gabinete para a semana seguinte. No caminho de casa relembrei a fisionomia daquele homem que jantava ao meu lado. Seus olhos eram tristes e seus ombros caídos.
Na quarta-feira, no horário marcado, ele bateu à minha porta. Sentamo-nos e ele logo foi abrindo o seu coração. Disse estar desesperado. Compartilhou que o seu sofrimento era muito grande. Deixou claro que sua vida era sem sentido e que, por isso, a vontade de se suicidar não o abandonava. Que já tinha caminhado várias vezes sobre a ponte de ferro da nossa cidade com o intuito de acabar com a depressão que o oprimia durante anos.
Os pensamentos fervilhavam na minha cabeça. Eu já tinha lido em algum lugar que, à vezes, o suicídio é a única saída digna de uma pessoa. Que esta atitude drástica pode ser um último grito; um último pedido de ajuda para a diminuição da dor que está sendo experimentada. Que o humor depressivo pode se originar da perda de um posto de trabalho; da doença ou da morte de uma pessoa querida; do fracasso de um relacionamento, ou mesmo razões menores. Que, nestas horas, as pessoas depressivas mergulham em vales emocionais profundos. O fato é que ali, diante de mim, estava um homem bem sucedido, mas, ao mesmo tempo, muito doente.
As suas palavras mexiam comigo, enquanto falava da sua profissão, dos seus amigos e da sua família. Era uma pessoa extremamente sensível que precisara aprender a usar os cotovelos para sobreviver no mercado de trabalho. Percebia as injustiças que seus chefes articulavam, mas não tinha forças para se colocar na conversa e remar contra a correnteza. Seus filhos adolescentes iam e vinham, sem olhar dentro dos seus olhos. Sua esposa estava interessadíssima na sua carreira profissional. Para reagir a isso, ele caminhava a esmo pelas ruas da cidade com pensamentos fixos e repetitivos num ideal inalcançável. As pessoas que passavam por ele se assemelhavam às árvores que crescem nas calçadas. Sim, ali estava uma pessoa que experimentava o isolamento, a desesperança, a falta de perspectivas, a tensão e a incapacidade de se aproximar dos seus pares. Para que seguir vivendo? – perguntava ele.
Nosso diálogo se estendeu por quase uma hora. Perguntei se podia orar e, depois, convidei-o para outro encontro na semana seguinte. Ele aceitou a minha sugestão e nos despedimos. Sim, eu precisava me preparar para ser pastor daquela ovelha enferma. Nos dias subsequentes, li sobre o “vale dos ossos secos” em Ezequiel 37. Dei-me conta que uma pessoa depressiva necessita ser muito amada. Entendi que o amor a ser doado à mesma não pode ser entendido como “objeto”, mas como “ação”. Descobri que o sr. Lélio não tinha depressão, mas que a depressão era a sua dona. Com estas informações no peito, fui fazer uma visita à sua esposa. No contato descobri que o meu novo amigo expressava constantemente sentimentos de desesperança. Que ele se recolhia sempre mais para dentro de si. Que ele dava mostras constantes de não querer participar de nenhum programa social. Que, vez ou outra, dirigia seu carro em alta velocidade. Que, aqui e ali, estava presenteando seus bens. Que, volta e meia, tomava bebidas alcoólicas em demasia. Que, sempre de novo, se identificava com pessoas que tinham desistido de viver. Sim, ali, ao nosso lado, no nosso convívio, estava um homem que precisava de ajuda.
Fui para casa. Sentei-me à escrivaninha e coloquei uma música calma a tocar no computador. Aquele velho ditado que diz “quem quer tirar sua vida, não fala desse assunto com ninguém” era conversa fiada. Aquele homem precisava de ajuda engajada. Ele precisava ser internado num hospital especializado. A noite estava acontecendo na sua vida e, de repente, os três dias que antecediam o nosso próximo encontro podiam ser demasiados. Aquela grande melancolia e aquele estado de desesperança podiam tomar posse dos impulsos centrais dele. Isso mesmo! De repente, ele poderia não ver mais nenhuma solução para a desesperança que experimentava e, em consequência, o desejo de pôr fim a sua própria vida seria maior do que toda a esperança de cura.
Aquele homem com o qual eu conversara estava experimentando uma pressão psicológica; uma carga demasiada sobre os ombros e a falta de perspectivas era tão grande e tão desesperadora que ele ainda só via uma “solução”: acabar com sua vida! Resolvi ligar no seu telefone celular para anteciparmos o nosso encontro. Chamei uma, duas, três vezes, mas não fui atendido...

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A Corrupção!
Depois de uma gripe prostrante; depois do Mensalão; depois do Petrolão e depois do Fifão, confesso que não resisti. Eis aqui uma pequena visão de como a Bíblia vê a corrupção.
Certa vez o filósofo, escritor e matemático, Georg Christoph Lichtenberg escreveu que “estranhava o fato das pessoas exalarem felicidade enquanto lutavam por sua fé, mas não demonstrarem a mínima vontade de viver de acordo com as suas máximas. Hummm...
A corrupção é uma doença que ataca todas as nações, sejam elas pequenas ou grandes; pobres ou ricas. Vaí daí que toda a humanidade deveria combatê-la com toda a energia disponível. A corrupção, esse vírus que sempre existiu, é o mais duro de ser combatido.
A palavra “corrupção” vem do Latim: “corruptus”. Antigamente esta palavra era usada como sinônimo de “pecado”. Na verdade, a luta contra essa “doença global”, que ataca o corpo da sociedade, é uma das tarefas mais importantes das Igrejas, e isso em cada país.
Em Êxodo 23.8 se lê: “Não aceite dinheiro para torcer a justiça, pois esse dinheiro faz com que as pessoas fiquem cegas e não vejam o que é direito, prejudicando assim a causa daqueles que são inocentes.” Aqui, no antigo Livro da Lei de Israel, se lê este recado que resume o Mandamento de Deus. Aqui neste verso bíblico se pede que os denunciantes; que as testemunhas e que os juízes não sejam corruptos. Na jurisprudência se faz distinção entre o que é “presente” e o que é “suborno” (sachod). Está proibida a corrupção passiva e também a ativa.
No Antigo Testamento a palavra hebraica mais importante para “corrupção é “sochad”. Existem outras como “baetza” (lucro indevido) e “kopaer”. Se quer que denunciantes, testemunhas e juízes não caiam nesta tentação. Quando se quebra a verdade acontece a corrupção (Êxodo 18,21). Ela, a corrupção, é como um ferimento grave e purulento na relação da mulher e do homem com Deus. Aos olhos do profeta “sochad” significa a quebra do bem maior da comunidade e também o afastamento de Deus.
O profeta Samuel, no seu discurso de despedida, deixou claro que não tocou a mão em dinheiro corrupto. (1. Samuel 12.3) Já seus filhos não agiram assim e se deixaram corromper (1. Samuel 8.3). Vontade de lucrar mais e mais é a mãe da corrupção. O profeta Isaías (Isaías 56.9-12) chama a atenção das lideranças comunitárias que elas só têm interesse de “buscar os seus interesses escusos”. Deus põe a mão na moleira do povo de Israel por causa da sua culpa quando o assunto é lucrar, lucrar, lucrar... (Isaías 57.17). Eis aqui a escada da corrupção: Ela começa nas pessoas mais poderosas, envolve as mais medianas e, por fim, infecciona todo o povo.
Pelo fato do povo de Israel ter reconhecido o mal que a corrupção pode causar, foi que os seus líderes alertaram os povos vizinhos. Sim, Israel os chama a ajudar no enfrentamento desses novos desafios que se mostram. Essa importante informação já precisa acontecer na educação das crianças. Os sábios israelenses aprenderam dos egípcios que a “corrupção dos juízes “espezinha” os pobres. Tais atitudes implodem a sociedade. Por isso, leia-se Provérbios 29.12: “Quando um governador dá atenção a mentiras, todos os seus auxiliares acabam se tornando maus.” O justo juiz, por outro lado, é abençoado (Provérbios 29.14).
As mais importantes virtudes comunitárias são generosidade, tolerância e humildade. (Provérbios 25.21) Onde estes valores são vividos dentro da sociedade, morre a corrupção. O “corrupto” passa a ser escanteado (Provérbios 11.30). Na Lei do Antigo Testamento (Thora) está escrito que “um homem justo é o exemplo para os jovens” (Provérbios 12.1). Quem quiser encontrar o caminho reto na vida, precisa ter olhos de águia e uma consciência clara e crítica.
A corrupção sempre acontece entre duas ou mais pessoas. Em termos éticos daria para se dizer que a corrupção é um pecado social. Sigilo, fraude e engano é sua marca registrada. No geral, as pessoas corruptas têm muito poder. Poder para influenciar as decisões; poder para inventar novas leis; poder para legalizar suas ações corruptas. Esta é a forma mais antiga e mais avançada da justificação. Não “justificação somente pela graça”, mas pelo Seu próprio poder!
Os sinais da corrupção são iguais em todo o mundo. Ela existe nos setores abertos e privados; em países pobre e ricos. Ela inclui suborno, extorsão, influência indevida, nepotismo, fraude e fundos escusos para os processos de certos membros do governo que precisam de ajuda financeira. O Antigo Conselho dos Anciãos de Israel foi um símbolo bíblico de resistência contra a corrupção. Também havia um e outro ancião corrupto. (Isaías 1.21-26). Em Jeremias 22.13-16 observamos o resultado disso. Corrupção é roubo. O “rei”, na concepção de Deus, pratica a justiça (Salmo 15.5).
A causa da corrupção é o “desejo” (hamad) (Êxodo 20.17). Tanto o desejo sexual como o desejo ganancioso material têm a mesma raiz. As pessoas corruptas sempre têm consigo uma coleção de armadilhas prontas para o uso (Jeremias 5.26). Os corruptos fazem seus negócios no escuro. Eles meditam o mal nos seus leitos. Na sua luxúria eles saqueiam os campos e as casas. Eles também praticam a violência contra o homem e sua casa; contra os proprietários e suas posses (Miquéias 2.1-2; 3.1-4). Os corruptos corrompem o que bom (Gênesis 1.31). Idéias obtusas comandam suas vidas.
A corrupção é uma ação contagiosa que afeta o habitat dos povos. Uma vez que o coração humano está caído, a criação tende a cair também. A pessoa sem Deus está contaminada pelo pecado e daí que ela só se alimenta do pão da impiedade; que ela só mata sua sede com o vinho da violência (Provérbios 4.17). As consequências da corrupção são sentidas até na cadeia alimentar: “Eles vão comer o pão em luto e beber a água com horror... As cidades habitadas serão devastadas, e a terra se tornará em desolação" (Ezequiel 12.19-20).
Resumindo: A corrupção é o pior pecado que pode existir. Levemos em conta o texto de Êxodo 23.8 “Não aceite dinheiro para torcer a justiça, pois esse dinheiro faz com que as pessoas fiquem cegas e não vejam o que é direito, prejudicando assim a causa daqueles que são inocentes.”

Renato Luiz Becker
01 de junho de 2015

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Pentecostes - “O que será que isso quer dizer?”
No quinquagésimo dia da Páscoa os seguidores de Jesus estavam reunidos, esperando o cumprimento da promessa. “Quando o Espírito Santo descer sobre vocês, vocês receberão poder e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até nos lugares mais distantes da terra.” (Atos 1.8)
No dia de Pentecostes os judeus comemoravam a Festa da Colheita (Êxodo 23.14-17). A palavra pentecostes é grega e quer dizer “qüinquagésimo (dia)”, pois o dia de Pentecostes era comemorado cinqüenta dias depois da Páscoa. Sete semanas depois de terem colhido os primeiros feixes de trigo. Por isso, esse dia também foi denominado de Festa das Semanas (Êxodo 34.22; Levítico 23.15-21). E, posteriormente, esse dia também passou a ser o dia, no qual os israelitas recordavam entrega das tábuas da Lei por Deus a Moises no Monte Sinai.
Por isso no dia de Pentecostes havia muitas pessoas em Jerusalém. E de repente o ambiente, no qual os seguidores de Jesus estão reunidos é tomado por um vento muito forte e “viram umas coisas parecidas com chamas, que se espalharam como línguas de fogo.
É dessa forma que a presença do Espírito Santo se torna audível e visível para os seguidores de Jesus. Não se trata de um fenômeno interior, um processo dentro da psique, mas da intervenção de Deus. O sopro do Espírito vindo do céu soava como de um vento muito forte. Ele renovou totalmente a atmosfera, criou um novo clima no ambiente, deu fôlego aos seguidores de Jesus. E as “chamas, que se espalharam como línguas de fogo”, irradiaram, no tempo e espaço, a energia divina, que transforma e renova a vida, dá coragem e capacidade para testemunhar.  
O vento e as chamas, as línguas de fogo, são sinais da presença e da atuação de Deus que alcança todas as pessoas. De maneira que os seguidores de Jesus passam a falar “das grandes coisas que Deus tem feito”. Daquilo que Deus fez por nós por meio de Jesus Cristo.
A pregação é simples. Ela não tem qualquer apelo, nem insistência para uma decisão. Os discípulos não falam de si, de seus pensamentos, descobertas, circunstâncias do coração e seus sentimentos. Pedro expõe a seus ouvintes as promessas da Escritura e seu cumprimento. Ele aponta para as palavras que Deus disse pelo profeta Joel e as relaciona com os fatos que estão ocorrendo.
Pois, uns perguntavam: “O que será que isso quer dizer?” E outros zombavam, dizendo: ”Esse pessoal está bêbado!”
São as palavras da Escritura que lançam luz sobre os fatos. Os fatos cumprem as palavras da Escritura, tornando-as uma realidade atual aqui e agora.
Hoje vocês estão participando daquilo que Deus está realizando. Vocês estão vivenciando o começo de um novo tempo. E o que está em jogo nesses dias é a salvação do ser humano.
E as pessoas começam a se ajuntar para ouvir o que está sendo anunciado. O evangelho cria a unanimidade cordial entre pessoas que antes eram completamente estranhas entre si.
O Espírito de Deus nos une. Ele cria unidade e comunhão de verdade. Ele é o Espírito de amor, de paz, de justiça.
E o verdadeiro milagre de Pentecostes é que “cada um podia entender na sua própria língua o que os seguidores de Jesus estavam dizendo.” (v. 6) Não eram os discípulos que falavam idiomas distintos, mas cada ouvinte é que escutava o que era dito na sua língua.
Não nos cabe esperar por um “novo Pentecostes”, mas devemos dar espaço ao Espírito que está presente desde o dia de Pentecostes. O Espírito vive e atua na igreja e faz com a palavra de Deus seja anunciada para nós pessoas.
A proclamação do evangelho revela a condição do ser humano e conduz à redenção. Pois “todos os que pedirem a ajuda do Senhor serão salvos.”
O Espírito Santo abre os nossos olhos para o mundo de Deus e nos conduz na fé em Jesus Cristo, nos capacita com dons e talentos, nos dá uma energia e entusiasmo pela vida, pela vida em comunhão, em comunidade.
Essa história continua e nos envolve pessoalmente em seu desenrolar, requisitando nossa oração, nossa contribuição e nosso empenho pessoal.
Por isso, alegrem-se neste culto de Pentecostes, pois o Espírito Santo que recebemos como o primeiro presente de Deus também age em nossas vidas, fez nos ouvir  das grandes coisas que Deus tem feito”. Daquilo que Deus fez por nós por meio de Jesus Cristo. Por isso, somos comunidade e testemunhamos a Jesus, o Senhor que traz vida e salvação para todas as pessoas.
Portanto, se você pedir a ajuda Jesus, ele dará a você a salvação. Então, você viverá em comunhão, na alegria da salvação. E você estará tomado pela energia divina, que transforma e renova a vida, que dá coragem e capacidade para testemunhar o que Deus tem feito. Amém.
Pastor Mauri Sclösser
24.05.2015

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PAZ FÍSICA E ESPIRITUAL:

Essa foi a minha prédica no nosso Culto de Pentecostes!
Paz física e Espiritual! (João 14.16)
O mundo, esse grupo de pessoas que vivem como se Deus não existisse, não tem a capacidade de reconhecer o Espírito Santo. Nós só vemos as “coisas” que estamos capacitados a ver. Um astrônomo vê mais “detalhes” no céu do que uma pessoa comum. Um botânico vê mais “belezas” no nosso jardim do que nós mesmos. Um médico vê mais “informações” no perfil dos “indivíduos” do que tu ou eu. Um artista vê mais “nuances” numa pintura do que um observador leigo. Um músico ouve mais “notas musicais” numa sinfonia do que ouvintes comuns.
Quer dizer: As nossas “visões” sempre dependem das nossas experiências. Uma pessoa que eliminou Deus de sua vida, nunca disporá de um momento para ouvir Deus falar. Por quê? Ora porque ela vê nisso perda de tempo. Só quem espera em silêncio, animado em oração, é que recebe o Espírito Santo que nunca derruba as portas do coração de ninguém para entrar.
Deus – Pai, Filho e Espírito Santo
Deus, no passado, deu-se a nós com tudo o que É e com tudo o que tem; doou-nos o céu e a terra; colocou-nos todas as criaturas celestes a serviço. É lamentável, mas essa graça se perdeu quando da queda de Adão e Eva.
Jesus - há mais ou menos dois mil anos - acabou repetindo esse gesto de se presentear a nós, com todas as Suas obras; com todos os Seus sofrimentos; com toda a Sua sabedoria e com toda a Sua justiça. Por que Ele fez isso? Porque queria nos reaproximar de Deus; por que queria que re-experimentássemos uma vida marcada pela justiça; por que almejava que reconhecêssemos as obras do Seu Pai; por que tencionava nos promover um reencontro com Deus.
Para que este valioso presente não passasse despercebido, Deus enviou o Consolador, o Espírito Santo! Isso mesmo! Ele veio até nós com o intuito de se doar tal como o Pai e o Filho já tinham se doado; para nos ensinar a reconhecermos as bênçãos celestes; para nos auxiliar a tomarmos posse, a retermos, a utilizarmos, a repassarmos os presentes de Deus para os outros.
Que essa informação não passe batida: Nem todos os acontecimentos; nem todos os movimentos e nem todo o entusiasmo precisam, necessariamente, vir do Espírito Santo. Às vezes o Espírito de Deus se mostra tempestuoso como um furacão, mas noutros momentos Ele pode se apresentar à nossa mente como se fosse o doce cheiro do capim roçado no quintal da nossa casa num dia de verão. Quando isso acontecer, Ele, o Espírito Santo, estará buscando o “habite-se” em nós; estará nos lembrando dos ensinos de Deus. Quando a vida estiver acontecendo, em meio à sua dinâmica, ousemos fazer pausa; primar pela sobriedade; continuar na caminhada; conviver com a paz...
Conclusão
Na vida, sempre de novo, somos chamados a refletir, mas todas as nossas reflexões precisam passar pelo “crivo” de Jesus. Nesses momentos o Espírito Santo nos protege da arrogância e de pensamentos equivocados; mantêm-nos no bom caminho, na boa conduta. Quando somos instados a fazer algo, logo vêm à nossa mente àquela frase que Jesus disse nos Evangelhos; aquele versículo do salmo lido; aquelas palavras de alguém que tanto admiramos; os ensinos que recebemos durante a nossa juventude. Sim, em momentos de “perigo” estas coisas passam pela nossa mente sem que as tenhamos buscado.
Esta é a obra do Espírito Santo: Proporcionar-nos a paz, a paz que nenhuma experiência de vida pode tirar; a paz que nenhuma dor, perigo ou sofrimento pode diminuir; a paz que é independente das circunstâncias exteriores. Sim! Jesus rogou ao Pai e Ele nos deu um Auxiliador que não se afasta do nosso lado; que nos oportuniza forças para enfrentarmos a vida; que colore nossa vida desbotada; que nos mostra o que fazer; que nos faz capazes de enfrentar as “dificuldades” de cabeça erguida.

24.05.2015

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Convite para a Libertação!
Quem de nós já não recebeu um convite? Aqui e ali, somos convidados para uma festa. Nós aceitamos alguns destes convites, já outros não. Também é assim que convidamos pessoas para nossos eventos e muitos dos nossos convidados não aceitam o nosso convite. Isso é normal.
Os convites comprometem tanto os anfitriões como os hóspedes. Quem convida precisa prestar atenção se as pessoas convidadas têm algo em comum ou se, de repente, elas podem se sentir marginalizadas. Como hóspedes procuramos mostrar o que temos de melhor nas festas. É por isso que, antes de nos envolvermos com as outras pessoas convidadas, damos uma última olhadinha no espelho. Será que tudo está certo? Será que podemos nos deixar ver assim como estamos? Normalmente levamos um presente bem empacotado para a pessoa que nos convida.
O convite que Jesus nos faz é bem diferente dos convites que estamos acostumados a receber. Nele não está escrito: "Vinde a mim todas as pessoas que estejam com sua auto-estima em dia; todas as pessoas que sabem falar bem e têm algo a dizer." Ele também não convida somente pessoas ricas em conhecimento, inteligência de bens materiais e sucesso.
Pelo contrário! No convite de Jesus se lê que Ele convida todas as pessoas que estão sobrecarregadas; todas as pessoas que gemem por causa dos pesos que precisam carregar; todas as pessoas não resolvidas consigo mesmas e com outras. Quem é que vai aceitar um convite desses? Aceitá-lo seria admitir que não se está de bem com a vida. Aí vêm reações do tipo: "Não, obrigado! Esse evento não tem nada a ver comigo! Eu sou uma pessoa que ajuda as outras a lidar e a resolver os seus problemas pendentes." Mas então, o que fazer com este convite de Jesus?
Jesus foca a sua atenção nas pessoas que experimentam o medo, o fracasso, aqueles aspectos da vida que não se deixam empacotar com papel bonito. No momento em que somos capazes de perceber esta "página" da nossa vida interior, daí sim estamos prontos a aceitá-lo e, neste momento, ele nos será uma libertação. Diante de Jesus nós não precisamos nos enfeitar. Para nos apresentarmos diante de Jesus não necessitamos nos deixar empacotar ou esconder numa linda “embalagem”. Diante Dele podemos nos apresentar como somos, com a "indumentária" que não gostamos em nós mesmos.
É verdade! O convite que Jesus faz é incomum. Bem-vindas não são exatamente as pessoas sábias e dignas aos seus próprios olhos, mas aquelas que ainda estão no caminho “inacabado”. Vocês podem suspirar, mas mesmo assim serão recebidas e recebidos de braços abertos. Isto dá força para viver. Vale a pena aceitar este convite novo a cada dia!
Pastor Renato Luiz Becker
04.05.15

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PÁSCOA - Risus paschalis
Sou um sujeito observador. Andei por aí e sempre de novo me chamou atenção o fato de que a alegria transforma o nosso rosto. No passado a cristandade exercitava o “Risus paschalis”, a gargalhada pascal. Isso mesmo! O sacerdote suscitava o riso das pessoas presentes ao Culto com piadas e encenações para que a Comunidade, embebida em alegria, festejasse a vitória de Jesus Cristo sobre os “obstáculos” que a separava de Deus.
Hoje é do senso comum que as pessoas sorridentes adoecem menos. O ato de rir mantém em alta os hormônios que espantam os quadros de estresse e depressão; melhoram o estado emocional do sujeito. Essa nova postura acaba influenciando o quadro imunológico do indivíduo. É assim que as emoções positivas recarregam o organismo da pessoa. Já as negativas a levam a adoecer, ou até pioram os seus quadros doentios.
Li de um palhaço famoso que sempre trabalhou em picadeiros com o objetivo de fazer as pessoas gargalharem, experimentarem felicidade. Numa certa noite, sem mais nem menos, foi visitado por uma depressão profunda. Logo que amanheceu o tal palhaço não perdeu tempo na busca de ajuda profissional. O psiquiatra, depois de examiná-lo, disse-lhe: “Olha meu amigo, você precisa rir mais. Há um circo aqui na nossa cidade, visite-o. O palhaço é muito bom. Grimaldi é seu nome – já ouviu falar?” O homem, cabisbaixo, respondeu: “Eu sou o tal palhaço.”
Acho a história deste palhaço impressionante. Ela me faz defender o sorriso como um “investimento”. Ousem sorrir! Estimulem o riso! Procurem entender as piadas que são contadas e riam! Façam cócegas em si mesmos! Sim! Sorriam! Estamos festejando a Páscoa! Alegrem-se! Jesus ressuscitou! Ele venceu a morte...
Pastor Renato Luiz Becker
19.04.2015
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O Galo triste!
Eu quero lhes contar uma história. Ela é muito conhecida. De repente alguém de vocês vai dizer. “Tá bom! Essa aí eu já conheço faz um tempão!” Para que isso não aconteça, vou contá-la de um outro jeito, mas sem me afastar do conteúdo bíblico de Mateus 26.69-28.15...
Vocês, alguma vez, já viram um galo triste? Acredito que não. Eu também nunca vi. Mas, conta-se que, há muito tempo atrás, havia um galo que era forte e muito bonito. Certo dia esse galo amanheceu triste. Não havia ninguém nas redondezas que conseguisse consolá-lo.
Vocês conseguem imaginar a razão da sua tristeza? É que esse galo, do qual lhes conto esta história, não tinha conseguido pregar no sono. Levantou-se e começou a caminhar sem fazer barulho, de lá para cá e de cá para lá, no galinheiro. Sua esposa e seus seis pintinhos dormiam felizes no poleiro. Ele estava muito ansiado e não podia mais ficar ali. Assim, esgueirou-se para o pátio. Lá ao ar livre havia um movimento muito intenso de pessoas. Interessante – pensou ele – essa gente também não dorme. O galo da nossa história sentou num galho, perto da fogueira que as pessoas tinham feito no meio do pátio. De repente vieram muitos soldados. Entre eles havia um homem muito educado que estava sendo agredido. Deve ser um novo prisioneiro – pensou. Ó galo sentiu dó dele.
Assim como os soldados chegaram ao pátio, assim também eles logo partiram com seu prisioneiro para dentro do casarão. Não demorou muito chegou um homem perto do portão de ferro. Ele parecia estar um tanto receoso com tudo que via. Não, ele estava com medo, mas mesmo assim, juntando todas as suas forças, ele se esgueirou para perto da fogueira. Dava de ver que ele fazia de tudo para parecer à vontade ali naquele lugar. Ninguém das pessoas que se encontravam naquele círculo deveria perceber qualquer sinal de medo em seu rosto. Se percebessem, ele também seria preso, tal como aquele outro o foi.
Esse homem medroso se chamava Pedro. Ele era um dos discípulos de Jesus e sentou-se perto da fogueira para aquecer suas mãos. De repente uma escrava chegou perto dele e perguntou: - Vem cá! Tu também não estavas junto do tal de Jesus que os soldados prenderam agora mesmo? Pedro sentiu um suor frio correndo pela espinha e disse: - Absolutamente, não! Passou um certo tempo, uma outra pessoa o viu e disse para todo mundo ali presente: - Esse homem andava junto como o prisioneiro! Pedro sentia cada vez mais medo e, por isso, mentiu novamente.
Passaram-se mais uns trinta minutos e algumas pessoas o cercaram para dizer-lhe: - Sim, tu és um dos que andavam com o sujeito que foi preso. Nós percebemos isso no teu jeito de falar. O Pedro entrou em pânico. Naquelas alturas ele não sabia se ficava ali ou se fugia. O que é que ele deveria fazer naquela hora? O que aconteceria se o prendessem? Pedro estava com medo. Os soldados também iriam bater nele e zombar dele, tal como tinham feito com seu Mestre Jesus. Foi daí que Pedro decidiu continuar sua mentira: - Que é isso gente! Não pertenço àquele grupo não. Aliás, nem conheço aquele homem.
O galo que assistia aquela cena do lugar onde estava sentado se entristeceu mais ainda com as palavras de Pedro. Ele já tinha ouvido falar de Jesus. Tinham-lhe dito que Ele era o Filho de Deus. Se os galos conseguissem chorar, ele certamente tinha chorado naquele momento. A questão é que os galos são orgulhosos, fortes e bonitos. Eles não foram criados para serem chorosos. Assim, para colocar para fora toda a sua tristeza, contraiu os músculos e cantou o mais alto que podia para dentro daquela noite escura. Ele fez isso três vezes. Foi neste momento que Pedro se lembrou de Jesus que tinha dito: - Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. Pedro deixou aquele lugar e chorou amargamente porque se sentia muito fraco na fé...


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Falhas e Fracassos no Discipulado!
Mateus 26.31-35
31 - E Jesus disse aos discípulos: — Esta noite todos vocês vão fugir e me abandonar, pois as Escrituras Sagradas dizem: “Matarei o pastor, e as ovelhas serão espalhadas.” 32 - Mas, depois que eu ressuscitar, irei adiante de vocês para a Galiléia. 33 - Então Pedro disse a Jesus: — Eu nunca abandonarei o senhor, mesmo que todos o abandonem. 34 Mas Jesus lhe disse: - Eu afirmo a você que isto é verdade: nesta mesma noite, antes que o galo cante, você dirá três vezes que não me conhece. 35 - Pedro respondeu: — Eu nunca vou dizer que não o conheço, mesmo que eu tenha de morrer com o senhor! E todos os outros discípulos disseram a mesma coisa.
O discípulo Pedro é um líder nato, uma pessoa que simplesmente segue em frente. Onde outros recuam um passo, ele dá dois para frente. Agindo dessa forma, ele influi na vida de muita gente. Tais pessoas são tão importantes!... Sem elas, muitas coisas simplesmente não acontecem. As falhas só são percebidas naquelas e naqueles que dão a cara para bater. Pois Pedro bota o pé na estrada e se dá mal. Agora, com algumas poucas falas, tudo aquilo que ele sustentou no passado com seu jeito de ser, caiu por terra. Sim, ele nega Jesus e ao negá-Lo, revela sua fraqueza; deixa cair por terra todos os seus sonhos construídos ao lado do Mestre. Pedro sente muita vergonha e se percebe um covarde. Nessa hora, morre o velho Pedro. Mas atenção! A nossa falha humana não é o fim da linha para Deus. Na Quinta-feira Santa os discípulos fizeram promessas vazias para Jesus, mas, Ele mesmo, depois da Páscoa, promove-lhes a abundância da salvação divina. O que Ele fez? Ora, Ele chama um novo Pedro. Este novo Pedro vai se mostrar uma nova criatura no livro de Atos. Ele, agora, não bate mais a sua cabeça na parede, mas escuta, avalia e considera seus sonhos. O líder nato 
passa a ser uma pessoa chamada que ouve a voz do seu Senhor!

A mensagem libertadora do Evangelho é simples: “Tu és infinitamente amado por Deus. Nada pode te afastar do Seu amor, nem mesmo as tuas falhas e nem tampouco os teus fracassos. Este jeito de ser de Deus para conosco é irrevogável (Romanos 8.38) Deus nos usa da forma como somos. Quando uma pessoa experimenta o próprio fracasso na carne, daí é que ela consegue entender melhor a falha as pessoas que caminham ao seu lado. Deus precisa de ti no Seu Reino.” Este Evangelho nos ajuda a reconhecermos as nossas próprias fraturas, as nossas próprias lesões e as nossas próprias cicatrizes, sem que precisemos nos afundar de vergonha no chão. Perceber o próprio fracasso e admitir erros sempre é doloroso. No entanto, o “sim” irrevogável de Deus para conosco, torna esta tarefa de olharmos para o que é especialmente desagradável mais fácil. Só quando nos sabemos carregados, quando experimentamos um resto de confiança na nossa vida, é que podemos, verdadeiramente, encarar os fracassos e as falhas da nossa vida.

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Cativa-me!
Às vezes me paro a pensar: Nós, aqui na nossa Comunidade, ainda somos um tanto estranhos; estranhas umas para as outras. Há casos em que se é colega de trabalho, companheira e companheiro dos tempos da juventude e até, de repente, amiga ou amigo. Mas o que é mesmo uma amiga, um amigo? O que é mesmo a amizade? Aqui eu quero retomar uma pequena historinha do livro “O Pequeno Príncipe” de Saint-Exupéry.
Enquanto caminhava pelo mundo o pequeno príncipe encontrou uma raposa. Eles começaram a dialogar:

“... A raposa calou-se e observou muito tempo o príncipe: – Por favor, cativa-me! disse ela.”

“... - Eu até gostaria – disse o principezinho – mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.”

“... - A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!”

“... - Que é preciso fazer? – perguntou o pequeno príncipe.”

“... - É preciso ser paciente – respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas cada dia, te sentarás um pouco mais perto...”

Será que existe uma definição melhor de amizade do que esta dada por Saint-Exupéry? Se alguém nos perguntar como conseguir uma amiga ou um amigo, penso que esta seja a melhor resposta que possamos dar. Nós temos que ser pacientes e nos dirigir à outra pessoa de forma vagarosa e cuidadosa. É preciso tempo e paciência para se alcançar um objetivo assim. Nada de assediá-la na rua, na calçada ou no Facebook a toda hora.
No decorrer da conversa a raposa diz ao Pequeno Príncipe: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” Com esta palavra a raposa fala o que mais importa numa amizade. Em primeiro lugar, que ela conta com aquela parceria para a vida toda e, em segundo, que ele assumiu responsabilidade para com sua nova amiga. Estamos dispostas a viver nossas amizades dentro deste nível?
Um convite para amigar-se dentro destes parâmetros lê-se na Bíblia. Jesus diz em João 15.12-15: “O meu mandamento é este: amem uns aos outros como eu amo vocês. Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles. Vocês são meus amigos se fazem o que eu mando. Eu não chamo mais vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que o seu patrão faz; mas chamo vocês de amigos, pois tenho dito a vocês tudo o que ouvi do meu Pai.”
Pois aí está Alguém que quer ser nosso Amigo. Ele tem paciência e tempo para me acompanhar. Ele oferece uma amizade para a eternidade. Ele espera por nós. Trata-se de um amigo de verdade!

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Segure minhas Mãos!
Há um hino, uma melodia alemã da qual destaco o primeiro verso: “So nimm denn meine Hände und führe mich bis an mein selig Ende und ewiglich. Ich mag allein nicht gehen, nicht einen Schritt: wo du wirst gehn und stehen, da nimm mich mit.“
No Português, esta estrofe é traduzida assim: “Por, Tua mão me guia, meu Salvador agora e eternamente, por Teu amor! Não quero andar no escuro sem tua luz: Eu quero andar Contigo, Senhor Jesus!“
Trata-se de um pedido feito a alguma pessoa ou a Deus? Muitas pessoas que se encontram no limiar da morte dão a entender este desejo de que alguém pegue sua mão; de que alguém segure sua mão. Muitas e muitos de nós realizam este desejo daquelas e daqueles que vivem o fim dos seus dias. Quase sempre é assim que quando não conseguimos mais conversar com uma pessoa, seguramos sua mão com força, conforme sugere a canção.
Nessas horas seguramos as mãos que, durante uma vida toda, estiveram em ação. Mão que, quando éramos crianças, segurou as nossas para bem nos conduzir por caminhos escuros. Mão que nos acarinhou, mas que, de repente, também nos puxou a orelha. Mão que segurou outra mão na hora da Bênção Matrimonial. Mão que trabalhou para nos colocar a comida no prato; que nos mostrou o mundo e depois o explicou com gestos; que num momento nos abençoou e noutro nos dispensou. Mão que, no final das contas, se mostrou fraca para segurar uma xícara de chá ou até uma colher de sopa. Pois é essa mão que, agora, se torna o nosso assunto aqui neste lugar. Agora, somos nós as mulheres, os homens, as filhas, os filhos, as mães, os pais, as irmãs, os irmãos, as netas, os netos, as amigas e os amigos que de repente fazem o que se canta no hino.
De repente vem a hora largar a mão desta pessoa. Não é mais possível segurá-la. É preciso frouxar os músculos e largar a mesma. “Pega minha mão e me conduz até o ponto final da minha jornada e mais tarde também“ – diz o verso em alemão! O fato é que ninguém consegue segurar e guiar a mão de outra pessoa para dentro da eternidade. Diante do Portal da Morte nós precisamos largar a mão de quem se despede. No entanto, nós podemos delegar esse serviço para Outra Pessoa. Num hospital, muitas vezes, é assim que uma pessoa cansada precisa deixar seu lugar de cuidado vago. Nessa hora outra pessoa precisa assumir a atenção para com o paciente. Repassem sua tarefa para Deus! Digam para Deus que vocês não conseguem mais fazê-lo.
Essa confiança de que Deus pega na nossa mão, mesmo que olhemos para dentro da sepultura aberta onde o caixão será cimentado; onde o corpo corruptível será guardado no espaço de Deus, é real. Largar, mesmo sabendo que a pessoa está segurado é confortante. Todas, todos vamos falecer. As nossos mãos, um dia, ficarão inertes. Deus nos segurará mesmo assim. Amém!

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Encontros!
O Knyga Boek e eu somos amigos desde infância. Estudamos juntos no Colégio Mauá lá pelos idos de 1966. Esses dias eu fui tomar um café no Bublitz, na nossa Rua Rua Dr. Pedro Zimmermann. Surpresa! O “Kiga”, como o chamávamos estava ali, sentado à mesa, comendo um pão de queijo com cheirinho de Minas Gerais. Fui logo quebrando sua solidão:
- Grande Kiga!
O meu amigo me olhou de lado, reformatou seus pensamentos e logo se levantou para me dar um abraço. Tinham-se passado quarenta e cinco anos. Nossos cabelos tinham embranquecido; nossos cérebros tinham evoluído, mas a nossa amizade se mostrava igual à dos anos sessenta.
- Muitas vezes lembrei-me de ti amigão. Outro dia descobri no Google que estás pastor. Não tinha me dado conta que pastoreavas uma Igreja aqui em Itoupava Central Blumenau. É da nossa IECLB? Ih rapaz! Acho que vais gostar de saber: Sou presbítero lá na nossa cidade.
- Uaauuu... Veja como são as coisas. Presbítero da Igreja do nosso querido pastor Werner... Que bom ouvir isso Kiga. Fale-me mais de você...
- Hoje sou representante comercial. Estou quase me aposentando. Vim até esta cidade industriaria para comprar material hidráulico e com isso abastecer a minha loja. Meus filhos já tomam conta da mesma lá em Santa Cruz do Sul. Casei com a Nilce. Lembra dela?
- Mas claro que sim. Era aquela menina moreninha que sentava bem na frente do “seu Bender”, o dono daquela DKW cinza.
- Isso mesmo! Mas e tu Renato? Como vai a vida por aqui?
- Amigo velho! Às vezes carrego a impressão que não vou mais conseguir respirar no meio desta “correnteza”.
- Tá todo mundo correndo Renato. Uns têm prazer em fazer o que fazem; outros dão “duro” porque precisam do emprego para sustentar suas vidas; muitos dão de si porque querem ajudar a construir uma sociedade mais justa. Já tu e eu fazemos as coisas que fazemos sempre pensando em estar servindo ao nosso Criador. Te confesso que agora, dizendo o que eu disse, fiquei com saudades do saudoso pastor Rempel.
- É! O pastor Benno Rempel era um pastor legal. Rapaz! Ele me ajudou muito. Sabias que o filho dele, o Carlos, é ligado aos esportes na cidade de Santa Maria. Jogava vôlei como ninguém...
- Claro que eu lembro. Mas Renato, você sabe isso melhor do que eu: A Bíblia diz que “o nosso trabalho nunca é vão”.
- Sei disso Kiga... Mas se a gente olha em volta, logo percebe que são muitas as pessoas que se queixam de que todo o seu esforço sempre acaba dando em nada. Vai daí estas mesmas pessoas se sentem inúteis e entram em depressão.
- Isso também acontece dentro da Igreja... Olha! Eu já experimentei desânimo lá na Comunidade da nossa terrinha. Às vezes esta falta de vontade se mostra como uma verdadeira “assassina” da minha disposição; da minha esperança; da minha alegria. Nestas horas eu perco a vontade de me engajar nos projetos de vida que se mostram do meu lado. Sério! Muitas vezes fico com vontade de “jogar a toalha” porque nada dá certo e ou porque me sinto “sugado” pelos que esperam algo de mim.
- Oh Kiga! Foi você mesmo que lembrou a palavra do apóstolo Paulo: “No Senhor o nosso trabalho não é vão!” (1 Coríntios 15.58). Se o teu falar; o teu pensar e o teu agir estiverem focados em Deus, então Deus te orienta; te dá forças; te dá resistência.
- Eu sei Renato. Deus não me deu “espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.” (2 Timóteo 1.7 ) e é por isso que posso “fincar o pé”. É ruim esse sentimento que sempre temos que estar produzindo para sermos aceitos pelos outros. Também podemos louvar a Deus com nosso recolhimento.
- Certo Kiga! Mesmo que as nossas atividades sejam cansativas e sem graça; difíceis de serem avaliadas como “produtivas” e aparentemente sem sentido, “no Senhor, nada é em vão”. A bênção de Deus está lá onde se faz as coisas no Seu santo Nome, seja no comércio; seja na indústria; seja na Igreja.
- Pastor Renato! Agora preciso ir. Quando visitares tua mãe, dá um grito e vem lá na nossa casa. Prometo que vou te assar uma boa costela para comemorarmos; festarmos a nossa vida.
Abraçamo-nos longamente. Entrei no carro da Paróquia e fui pra casa. Eu guiei, mas meus pensamentos estavam condensados no fato de que o que vale mesmo são os relacionamentos.

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ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA PARÓQUIA EVANGÉLICA DE ITOUPAVA CENTRAL - Blumenau (SC): Meu Relatório (Mar 2014 – Fev 2015)
Queridas Lideranças Paroquiais! Foi por vocação que eu me tornei pastor. Neste “trabalho”, tal como ontem, hoje também continuo me dedicando a espalhar a Boa Nova de Jesus Cristo. Mais do que isso, como sempre fiz, continuo acompanhando pessoas nas suas caminhadas de fé. É para me desincumbir desta tarefa que, na medida do possível, tento garimpar novas formas e novos jeitos de atuação. Moro num lugar agradável. Sinto-me apoiado no Projeto Cristão desenvolvido e, constantemente, agradeço a Deus por me dar saúde; abençoar-me com o convívio de pessoas que, dia a dia, assumem mais e mais o discipulado em suas vidas. Um calendário como o nosso só é viável quando irmãs e irmãos, de todas as idades, somam seus dons e talentos na articulação dos programas oferecidos. Jesus Cristo é o centro da nossa fé e é Nele que, em submissão e resistência, orientamos o nosso ser e fazer comunitário.
Entendo que cada uma e que cada um de vocês tem ciência de tudo o que aconteceu na nossa Paróquia entre os meses de março de 2014 e fevereiro de 2015. Nesse particular o Calendário distribuído nos ajuda em termos informativos. Entremeio a todas estas programações fixas que desenvolvi, aconteceram dezenas de visitas e dezenas de encontros avulsos que sempre só visaram a articulação do crescimento da nossa Paróquia. Na IECLB me vejo como o piloto de um avião. Esse aqui de Itoupava Central é um dos grandes e só voa se tudo o que concorre para um bom voo estiver checado. No meio desta história eu preciso, em primeiro lugar, tentar embarcar as pessoas que se abrem para a Proposta Cristã nos cargos de liderança. Em segundo, no lugar destas pessoas que se mostram fechadas ao novo, cabe-me incentivar mais pessoas abertas a ocuparem as poltronas que lhe são devidas. Em terceiro lugar, preciso decidir junto com todas estas pessoas que se abriram ao novo, a “rota” a ser seguida no meio destes morros blumenauenses. Por fim, enquanto 90% das poltronas não estiverem ocupadas pelas ditas pessoas, não posso ter outra prioridade, a não ser encontrá-las e, depois disso, usar, no mínimo, 30% do meu tempo para capacitar, promover e avaliar estas referidas pessoas. Como fazer isso? Visitando... Rindo e chorando junto... Sentindo o Contexto vivido... Ouvindo e medindo os Sonhos... Projetando Momentos Novos... Exercitando a Resiliência... Criando e me esmerando... Meio que por aí!
Se continuo tendo sonhos? Claro que sim! Sonho com uma Comunidade que saiba ler a Bíblia de forma contextualizada; que seja tocada pelos quatro Ministérios (Missionário; Catequético; Diaconal e Pastoral) e que aja a partir do seu chamado; que não esteja engessada no passado e que, ao mesmo tempo, esteja aberta para os novos conceitos que levam a uma Pastoral Urbana... Onde estão estes Ministérios? Eles se mostram nas habilidades; nos talentos; nos dons de cada uma e de cada um de vocês que aqui está. Como despertá-los? Articulando o trabalho com crianças, mas nunca me esquecendo dos jovens. Indo ao encontro das senhoras de todas as idades, mas sempre me lembrando dos seus noivos; dos seus maridos; dos seus filhos; das suas noras e dos seus genros; dos seus pais; dos seus avôs; dos seus bisavôs... Escrevendo prédicas; meditações; textos outros mais e mais compreensíveis... Criando Liturgias que toquem as pessoas no sentido de lembrá-las que o nosso objetivo é servir, servir, servir...
Para concluir: Pôxa! Como foi bacana te encontrar de novo, nessa Assembleia que se dá de novo, vocês não sabem como eu acho bom... (Zeca Pagodinho)


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A Oração ajuda!
Oi P. Renato! É verdade que todas as pessoas que experimentam dificuldades rezam, sejam elas religiosas ou não? (Klaus Dürk – pelo Facebook)
Caro Klaus! Todas as pessoas reconhecem, lá no fundo do seu coração, a existência de um “Ser Superior”. O problema é que algumas delas sentem medo desse “poder que vem do alto”. Vai daí, elas fazem de tudo para se proteger desse Grande Desconhecido no qual não conseguem confiar. Ora, esse comportamento faz com que acreditem num destino impessoal, num sistema abstrato. É por isso que, geralmente, essas pessoas recorrem aos poderes que lhes parecem mais próximos como fantasmas, anjos ou espíritos que possam protegê-las.
Jesus nos ensina a orar. Ele diz “peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês”. (Mateus 7.7) Note Klaus que o diálogo com Deus é simples e direto. O problema é que as pessoas não sabem como Deus se mostra. Posso te garantir que no momento em que elas descobrem o Seu lado amoroso, daí então elas mudam o seu jeito de orar. Se nós, “mesmo sendo pessoas más, sabemos dar coisas boas aos nossos filhos, imaginemos o quanto mais nosso Pai, que está no céu, pode dar as coisas boas que pedirmos!”. (Mateus 7.11)
O nosso Deus, Todo-Poderoso, que criou tudo, é o “Pai nosso”. Quem conhece Deus dessa forma não se sente mais obrigado a orar. A pessoa que tem ideia do “rosto de Deus” faz da oração a expressão de uma relação pessoal. Aqui ainda compartilho o texto de João 1.12 contigo: “Alguns creram nele e o receberam. A estas, a estes Ele deu o direito de se tornarem Suas filhas, Seus filhos. (João 1.12). Podes crer! A oração ajuda! Dê lembranças à Zuleica. Abraços!
P. Renato Luiz Becker

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Vai uma Taça de Vinho?
Querida Comunidade! A nossa vida nem sempre é festiva. O fato é que Jesus foi a uma festa com o intuito de alcançar pessoas. Quem não gosta de participar de um evento festivo bem planejado para rir; de alimentar-se bem; beber bom vinho? Claro! Algo sempre pode dar errado na organização de uma festividade pensada para ser “redondinha”. Pois acabamos de ouvir que na Festa de Caná houve um probleminha que quase estragou a alegria planejada pelos festeiros.
Quem lê o texto de João 2.1-11 percebe que a tal festa foi bem planejada. Os barris de vinho estavam cheios. A alegria estava no ar. O povo celebrava a vida. Ora, estas experiências também são verdade entre nós. Sim porque os nossos sonhos vão se tornando realidade; as nossas esperanças vão sendo alcançadas; os nossos planos vão acontecendo... Pensem, por exemplo, no seu casamento; no nascimento da sua filha, do seu filho, da sua neta do seu neto; na promoção experimentada... Sim, isso tudo são pontos altos de um projeto de vida, a Festa da Vida acontecendo do seu lado.
Ai, ai, ai - o vinho acabou. Gente! Nas bodas de Caná não só acontece o milagre da transformação da água em vinho, mas também a constatação de que, diante de uma necessidade, há que se ter uma iniciativa. Maria, a mãe de Jesus, percebeu o problema e agiu; fez o que pode fazer. Ela se dirigiu aos garçons e lhes pediu que seguissem fielmente as instruções de Jesus. Jesus, por sua vez, animou os referidos garçons a transportarem água. Para as convidadas e os convidados, aquilo não fazia sentido. Já os ditos garçons cumpriram o mandado de Jesus; se engajaram no serviço sugerido, mesmo duvidando de tudo o que faziam.
Se o vinho está para a alegria da vida, então, quando ele se acaba, significa que essa alegria vivida começará a minguar. Se uma pessoa está estressada de tanto trabalhar e não vê mais sentido na sua obra, então tudo fica complicado. Quando o luto e o medo se instalam nos nossos corações, isso significa que o “vinho” acabou e que é preciso transportar “água”. Que bom quando, nessas horas, alguém percebe o problema e, ao mesmo tempo, explicita uma saída. Não importa se esta pessoa correr os riscos que a Maria correu ao dar sua sugestão.
Pois bem! Dada a sugestão, é preciso que apareça alguém que enxergue além do horizonte; alguém que anime as pessoas próximas a “carregar água”; a encher os jarros até a boca. É só então que o vinho novo pode acontecer. Que coisa! Agora não é mais necessário carregar a tal da água. As pessoas para as quais um mais um sempre é dois pressionam o noivo para saber como isso foi possível e de onde veio essa nova bebida: - Porque você nos serviu primeiro o vinho de segunda qualidade?
Notem que com o advento do vinho novo a festa não seguiu mais seu ritmo normal. A nossa vida também não segue da mesma maneira depois que experimentamos a graça de Deus. Quando alguém é arrancado do nosso convívio, não é nada fácil dar passos em frente, como se nada tivesse acontecido. Muitas coisas se modificam com o tempo do luto; com o tempo de carregar água. De repente, acontecem novos relacionamentos; antigos relacionamentos são retomados; outros podados. De repente, no momento novo, pode acontecer a comunhão com outras pessoas da Comunidade que “carregaram água”.
Enfim o vinho servido é outro e tem sabor melhor. Ali onde a festa tinha tudo para acabar, foi ali que ela recomeçou com toda intensidade. Não só porque Jesus, Aquele que transforma o ruim em bem, estava ali, mas porque no lugar havia pessoas que se engajaram; que não se resignaram; que reconheceram o problema e se mostraram abertas para o novo.
Mesmo que não se conseguiu responder satisfatoriamente como tudo aconteceu e de onde veio o novo vinho, a festa teve continuidade e continuou sendo festa até o fim. O tempo de “carregar água” foi aguentado e só pôde ser aguentado porque sempre existem pessoas que, nas horas difíceis, ajudam; colocam-se ao lado com seus dons e talentos, com suas potencialidades. Quando isso acontece numa Comunidade, daí então as pessoas passam a experimentar novamente o sabor de pertencer ao Corpo de Cristo; à Igreja.
Gente querida! Nós somos “carregadores de água” e sempre estamos fazendo “horas extras”. Não abdiquem dessa função de servir. Mesmo que o tempo se mostre desértico, a nossa vida acontece debaixo do sinal da Festa da Vida; da Festa Eterna.
Aqui e ali é importante segurar este ou aquele pensamento. Façam o que Jesus lhes pede... Se perceberem alguma falta, expressem suas opiniões de forma aberta e transparente, sempre com o objetivo de eliminar a falta percebida e, depois disso, “carreguem água”, doem-se. A sobrevivência da Comunidade depende desse carregamento de água. Assim, carreguemos água! Continuemos carregando água para continuarmos saboreando o vinho novo! Amém!

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Acabe sua Sede – é sem Açúcar e sem Cafeína!
42.1 - Assim como o corço deseja as águas do ribeirão, assim também eu quero estar na tua presença, ó Deus! 42.2 - Eu tenho sede de ti, o Deus vivo! Quando poderei ir adorar na tua presença? 42.3 - Choro dia e noite, e as lágrimas são o meu alimento. Os meus inimigos estão sempre me perguntando: “Onde está o seu Deus?”
Será que uma pessoa que vive na modernidade sente saudade de Deus? Saudades de casa, isso todo mundo sabe o que é. Muitas e muitos de nós deixaram sua família; sua cidade natal para morar ou trabalhar noutros espaços. Quantas e quantas vezes vocês já se lembraram da cidade onde passaram a infância ou a adolescência?
Não é assim que, de manhã, logo que o despertador nos acorda, temos vontade de virar na cama e continuar dormindo? Não é assim que, quando tomamos nosso café matinal, engolindo tudo com pressa? Nesse caso, onde é que está a nossa sede, a nossa fome por Deus? Quando nos doamos por completo para cumprir nossos compromissos diários, sobra um tempinho para um encontro com Deus? Dedicamos alguns minutos diários da nossa vida para retirar da Bíblia alguns subsídios para a alma? Essas palavras não soam um tanto estranhas para vocês?
Imagino que para muitas pessoas não seja normal ouvir uma oração de lamento como essa que foi formulada por Davi: - Deus! Eu Te procuro. A minha alma tem sede de Ti. Todo o meu corpo clama por Ti. Quero ver como és poderoso e glorioso. (Salmo 63.2-3). Mesmo que de vez em quando arrumemos um tempinho para Deus, será que, neste momento, não esteja faltando algumas doses desta saudade da qual estamos falando?
Se, como pessoas cristãs, lemos a Bíblia com menos ou mais vontade; se, depois disso, fechamos a mesma, cruzamos as mãos e declinamos alguns dos nossos 27 probleminhas do dia a dia; se no final das contas não nos preocupamos como Deus vai entender tudo isso, então me pergunto: - Será que todo esse comportamento teve a ver com comunicação; com diálogo com Deus?
Davi tinha necessidade de estar perto de Deus. Nós, pessoas modernas, também desejamos um contato mais estreito com o Deus vivo que nos ajuda diariamente. O problema é que este desejo nem sempre está claro na nossa cabeça. Que tal dialogarmos com Deus sobre este problema? Um dia desses Deus vai nos dar a graça de podermos vê-Lo faze a face. Nesse dia a nossa sede será saciada. Com certeza!

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Um Saco de Vermes!
Todas as pessoas pecam e dependem da graça de Deus. O chargista que ofende um grande segmento da população com o seus desenhos ateus peca da mesma forma que o médico que, deliberadamente, entorta uma prótese para poder cobrar duas do paciente; que as autoridades civis que fazem vistas grossas para o desmatamento na Amazônia; que o pai que machuca sua filha ou seu filho com conceitos dúbios... O problema da religião não é a “fé apaixonada”, mas o “método acrítico”, esse estranho “cavalo” que encilham para “viajarem” pela vida. Um grande número de ministras e ministros religiosos divulgam suas “certezas” em forma de “monólogo”, jamais de “diálogo” ou “debate” de ideias. Agindo assim, vivem o circuito repetitivo do monólogo da pregação; acreditam que "vale tudo" para difundir a "verdade única" que lhes tocou e lhes transformou para sempre! O estilo fanático usa e abusa do discurso monológico delirante, declarações, comunicados, que jamais se voltam para escuta ou o diálogo, exercício esse que faria emergir a verdade - não a “certeza”. Foram pessoas marcadas por tais discursos que fizeram justiça com as próprias mãos, que tentaram fazer com que “pecadores” pagassem “pecados” aqui no chão. Ora, o poder de reter ou perdoar pecados é coisa de Deus. É por essa e por outras que neste momento, como Lutero, também me coloco como um "saco de vermes" ou ainda, como “Charlie” - sempre carente da graça de Deus!

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Quem é minha mãe? (Marcos 3.34)
Que coisa! Jesus não dá a devida atenção aos seus parentes de primeiro grau e prioriza uma "nova família". Ele aponta para os Seus discípulos e diz: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos?” Em Mateus 10.2-4 essa nova família é citada nominalmente, mas não há nenhuma fotografia dos referidos membros. Ali estavam Simão, chamado de Pedro, a Rocha. O problema é que ele, numa certa noite, vacilou ao invés de sustentar posição. Ao seu lado André, colega de pescaria. Na roda estavam os irmãos Tiago e João que, certa vez, Jesus, bem humorado, os apelidou de "Filhos do Trovão" (Marcos 3.17) porque sempre se mostravam um tanto exaltados. Lá estavam Filipe, Bartolomeu e também Tomé, um sujeito conhecido pela sua falta de fé (João 20.24-29), pessimismo e mau humor. Mateus também faz parte da roda. Ele foi um ex-cobrador de impostos que, antigamente, fazia “bons negócios” com o exército romano que ocupava aquelas terras santas. Ao seu lado, Simão, o Zelote, um sujeito que era membro de um grupo clandestino que combatia romanos. Ali também estava o "sombrio" Judas que viria a trair Jesus. Um grupo explosivo – com certeza. Qual o segredo da sua coalizão? Jesus Cristo que os encontrou e que, sem alarde, os convidou um a um para serem discípulos. Foi isso que mudou suas vidas. Eles se tornaram uma Comunidade.
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O nosso Bairro faz parte desse Pacote! (Lucas 2.41-52)
Jesus nasceu, cresceu e se tornou um menino com doze anos de idade. Certo dia, Maria e José começaram a procurá-Lo no meio da multidão. É claro que aquilo não era um jogo de “esconde-esconde” como esse que se brinca com amigas e amigos. Pergunta daqui, pergunta dali, não é que encontraram o garoto cercado por escribas (pessoas muito estudadas) que lhe aplicavam um teste de conhecimentos. Pois o garoto se saiu bem na dita verificação. Ele mostrou ser um profundo conhecedor da Palavra de Deus. Sim, Ele sabia o que a Escritura Sagrada queria transmitir; Ele já desconfiava que o objetivo do Seu nascimento era glorificar a Deus, salvando as pessoas através de Sua vida; Ele já tinha clareza do que era necessário para cumpri aquela tarefa: amor e misericórdia.
Que coisa! Aquele garoto conseguia destrinchar os pensamentos complicados que se misturam na Bíblia. Aquele pré-adolescente tem o firme propósito de libertar todas as pessoas da escravidão do pecado. Sabe-se que, mais tarde, Ele até foi capaz de curar pessoas doentes do espírito e do corpo. Ah! Ele também sabia mexer com “fogo”. Houve um dia em que falou para muita gente num momento que foi denominado de Sermão da Montanha. Naquela oportunidade Ele acendeu a chama da fé em muitos corações. Essa chama continua se espalhando no meio dos povos; continua aquecendo o peito e coração de milhões de pessoas como tu e eu.
Jesus veio ser o nosso Guia. Sua tarefa? Conduzir-nos para dentro do Reino de Deus. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (João 14.6). Notem que Ele começou a colocar Sua proposta em ação no seio da própria família. Ele tinha clareza que, num primeiro momento, precisava mostrar esse caminho à Sua mãe e ao seu padrasto. O casal pergunta: “Por que você fez isso com a gente?” (Lucas 2.48) Você sempre se comportou tão bem e agora, aqui nesta festa, nos apronta uma destas! Qual é a Tua? O fato é que Jesus não convence apenas Maria e José do Seu chamado. Ele, com Sua morte e ressurreição, também convence os Seus irmãos que, em última análise, também não eram muito entusiasmados com Ele. Sabe-se que mais tarde esses Seus irmãos fizeram parte do círculo próximo aos discípulos.
Se nós fizermos a opção de segui-Lo, aprenderemos o caminho que leva ao Reino de Deus e, junto, também nos transformaremos em guias de outras pessoas. Quando isso acontecer, não serão apenas as nossas mães e os nossos pais; as nossas irmãs e os nossos irmãos; as nossas filhas e os nossos filhos; as nossas netas e os nossos netos; as nossas vizinhas e os nossos vizinhos; as nossas amigas e os nossos amigos; os nossos colegas e parentes que esperarão pela indicação da boa caminhada. Na verdade, assumiremos a responsabilidade de repartir essa Boa Nova com todo o mundo: “Fazei discípulos de todas as nações – diz a Bíblia – e eis que eu estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” (Mateus 28.19-20) Ei pessoal! Vocês se deram conta da expressão “todas as nações”? O nosso Bairro faz parte desse pacote!


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A PAZ DE DEUS
Introdução
A paz é um desejo que perpassa os séculos. Em todos os tempos se buscou a paz e hoje, dezembro de 2014, ela continua sendo buscada. Aqui e ali se tem a sensação que finalmente a paz chegou para ficar! Enganamo-nos... Frustramo-nos... Decepcionamo-nos... Parece mentira, mas a humanidade continua na busca pela paz verdadeira e duradoura. Alguém sabe dizer onde está a paz; quando ela vem; onde encontrá-la? No passado ouviram-se anjos louvando a Deus com as palavras: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem Ele quer bem.” Houve até quem fez uma pequena melodia com estas palavras do evangelista Lucas 2.14...
O que é paz?
Paz é a harmonia, é a comunhão que experimentamos uns com os outros e com a natureza, sempre ao lado de Deus. Adão e Eva chegaram a experimentar desta paz. De lá para cá as pessoas “desaprenderam o caminho que leva à paz; passaram a desrespeitar Deus” (Romanos 3.17-18) e isso é trágico. Nos últimos tempos, antes da segunda vinda de Jesus Cristo, esse desejo por paz vai ser muito forte nas pessoas.
Tu e eu, desde o nosso nascimento, estamos contaminados pelo pecado original, pelo não querer que Deus seja Deus em nossa vida. Pecado é inimizade, é rebelião contra Deus. Esta rebelião está escondida nos “cantinhos” da nossa vida. Deus não espera que alimentemos essa rebeldia contra Ele e, assim, afundemos na desgraça. Não! Deus não quer que o mundo pereça envolto no caos das brigas e das disputas. Ele sonha com a paz na terra. Eis a razão porque Deus enviou Seu Filho encarnado até nós. Já observaram o presépio? A pequena criança junto da Maria e do José torna-se nossa esperança. Ela vem plantar luz, dar um novo visual, uma nova perspectiva ao mundo. A noite já não é mais escura e nós, filhas e filhos de Deus, temos bem menos possibilidades de tropeçar.
Deus promoveu a paz quando veio pobre ao mundo para se contextualizar conosco. Calemos nosso espírito, oremos e agradeçamos a Deus porque o Seu amor nunca tem fim. Mas espera um pouco: Já temos esta paz de Deus nos nossos corações? Tu e eu, nós somos chamados a vivermos a paz de Deus. Pessoas que carregam a paz de Deus em si tornam-se pacificadoras nas suas cercanias; refletem a paz a partir de suas vidas (Salmo 95.6-7).
Conclusão
Toda evangelização e missão são “braços” que continuam fazendo a Paz de Deus acontecer dentro da Comunidade. Testemunhemos com novo ânimo, com nova coragem da Boa Nova de Jesus, pois “Ele é nossa paz.” (Efésios 2.14a). O profeta Isaías já deixou bem claro que com a Segunda Vinda de Jesus Cristo, em força e santidade, “A terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” (Isaías 11.9) O resultado disso? “As nações converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.” (Isaías 2.4)
Na nova Criação a Palavra de Deus estará presente. Quem quiser participar desta paz eterna não pode deixar de aceitar, já agora, a paz que Deus oferece. A porta do nosso coração está aberta para Ti, Senhor Jesus! Vem e faz morada em nós. Torna verdade em nós a visão deste presépio. Amém!
Pastor Renato Luiz Becker
24.12.2014

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Deus se fez gente!
Jesus vem ao nosso encontro... Silenciemos diante do Menino Jesus. Ele, como nós, também nasceu de mulher; também vivenciou os mesmos prazeres e dificuldades que vivenciamos, apesar de ser Filho de Deus. A luz do Filho de Deus encarnado brilhou para os reis magos; guiou-os para irem ver a Criança e prestar-Lhe Culto. Pois é esta mesma luz que brilha sobre nós... (Apagar as luzes do templo e só deixar as velas queimando) É sob o seu brilho que eu quero ler o texto de Gálatas 4.4-7 que nos auxiliará nesta reflexão. Ouçamos o que ele escreve à Comunidade dos Gálatas com os “ouvidos” do coração: 4.4 - Mas, quando chegou o tempo certo, Deus enviou o seu próprio Filho, que veio como filho de mãe humana e viveu debaixo da lei 4.5 - para libertar os que estavam debaixo da lei, a fim de que nós pudéssemos nos tornar filhos de Deus. 4.6 - E, para mostrar que vocês são seus filhos, Deus enviou o Espírito do seu Filho ao nosso coração, o Espírito que exclama: “Pai, meu Pai.” 4.7 - Assim vocês não são mais escravos; vocês são filhos. E, já que são filhos, Deus lhes dará tudo o que ele tem para dar aos seus filhos.
O texto que acabamos de ler nos faz entender que o Presente que nos foi alcançado por Deus pode ser sentido; vivido. As Palavras do apóstolo Paulo ainda ecoam em nossos corações... Pessoalmente carrego o sentimento de não ser mais a mesma pessoa diante da força que brota desta Criança. Estou me sentindo fraco; carente de ajuda. É assim que quando abrimos o nosso coração à Palavra de Deus, acabamos tocados pela verdade de que Deus nos quer como filhas e filhos que Nele confiam; que esperam tudo Dele; que experimentam da Sua segurança; que O amam como se ama uma mãe, uma avó, um pai, e um avô.
Nasceu um “novo tempo”. Deus veio em nossa direção quando se fez homem na pessoa de Jesus de Nazaré. Este ato trouxe e ainda traz consequências na nossa relação com Deus. Gente! Nós fazemos parte do Projeto de Amor de Deus. Somos filhas e filhos de Deus com o direito de herdarmos o Seu Reino, tal como o Menino da Mangedoura herdou. Sinto-me um tanto tímido em dizer isso, mas sem dúvida é um grande presente, esse que Deus nos dá, nesta noite de Natal. Jesus, nosso irmão, nos mostra que a vida pode ser bem sucedida. Como irmãs e irmãos que somos, temos o compromisso mútuo de trazermos a Glória de Deus à face da terra, a partir da nossa ação; do nosso testemunho; do nosso engajamento; do reflexo da luz de Deus que brilha em nós.
É Véspera de Natal! Imagino que dentro e fora deste templo ainda se chorem lágrimas de solidão; de desamparo; de tristeza e de dor. Gente querida! Ainda não chegou o momento do próprio Deus enxugar todas as lágrimas – conforme a promessa. Deus está do nosso lado. Ele nos aceita como somos. Seu amor não está sujeito a condições, pois é absoluto. Nós sempre podemos voltar a Ele, mesmo que tenhamos nos afastado da Sua proposta. Claro! Jesus Cristo é o Maior Presente que podemos imaginar e creio que nos cabe valorizá-lo.
Onde podemos encontrar esse Deus? Aqui entre nós! Deus está entre os entristecidos e cansados; os que sentem medo e desprezo; os que estão sob pressão; os que não sabem mais como dar mais um passo. Deus nos indica o caminho do amor e hoje, especialmente hoje, nesta Noite de Natal, esse caminho nos leva à libertação de todos os constrangimentos e opressões. Deus nos mostra esse caminho que nos dá forças para vivermos uma vida marcada pela liberdade; para ousarmos na busca de uma vida digna; para experimentarmos um “Feliz Natal”.


Somos filhas e filhos de Deus. Essa é a nossa herança. Não estamos mais sujeitos aos regulamentos e às restrições que o mundo usa para escravizar. Somos livres para presentearmos do nosso tempo; das nossas esperanças; das nossas alegrias e de nós mesmos àquelas e àqueles que caminham conosco. É pautados nesta proposta de vida que queremos olhar para o Menino Jesus. Nele está a perspectiva da Vida Eterna. Deixemos nos levar por este momento e, a partir Dele, olhemos com liberdade para o Menino Jesus que nos planta a “Boa Nova do Natal” nos corações.

Pastor Renato Luiz Becker
22.12.2014



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Oração para o 4º Domingo de Advento!
Vem Senhor Jesus! Acorda-nos para a vida. Promove-nos satisfação em meio a todos os nossos afazeres. Ensina-nos a separar o que é importante daquilo que não é tanto. Esse aprendizado nos oportunizará uma alegria mais natural. Seja bem-Vindo Deus! Vem Senhor Jesus! Liberta-nos dos pensamentos que machucam o nosso peito. Faz brilhar a Tua luz de esperança dentro da escuridão promovida pelas doenças e pela morte. Nos momentos de luto, permite que nos aconcheguemos no Teu calor eterno. Seja bem-Vindo Deus! Vem Senhor Jesus! Vem a todas as pessoas que sonham com alegria na vida. Aqui e ali nos perguntamos: - Como posso me alegrar se não tenho onde dormir? - Como posso me encher de júbilo se não tenho um emprego para garimpar o pão de cada dia? - Quem nos dará o amor sem o qual não conseguimos sobreviver? – O que é que nós ainda vamos ter que passar? Querido Deus! Querido Jesus! Querido Espírito Santo! Responde todas estas perguntas com a Tua vinda. Sim, seja bem-Vindo Senhor Jesus Cristo. Amém!

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O Cântico de Maria!
O Cântico de Louvor proferido pela Maria (Lucas 1.39-56) é o hino das pessoas que entenderam a Proposta de Jesus Cristo. Podem crer! Jesus Cristo entra na nossa vida do jeito que Ele bem entende e acabou a história. Quando Jesus nos escolhe para sermos Suas discípulas ou Seus discípulos, daí então não há questionamentos a serem feitos. O fato é que quando Deus desce a este mundo, Ele opta pelas pessoas quebradas... Você se encaixa neste perfil?
Lutero sublinha que a Maria reconhece a ação poderosa de Deus em sua vida e isso, mesmo que ela seja uma mulher simples; uma mulher da qual não se espera quase nada; uma mulher pobre que estava sendo perseguida. O longo caminho junto de Jesus ainda iria conduzi-la para uma profundeza bem maior na compreensão destas questões.
Jesus vem quebrar o poder do Diabo que tenta ficar nos algemando no pecado e nos prendendo nos braços da morte. Jesus vem conduzir o Seu povo para a liberdade e faz isso porque Seu Pai não permite que caiamos no buraco. Mesmo nas maiores profundezas Ele nos segura na mão; se mostra conosco.
Sim! Deus jogou o Seu único Filho Jesus Cristo no fundo de um “mar de miséria” para, com isso, nos mostrar a Sua visão; o Seu trabalho; a Sua ajuda; o Seu jeito de ser; o Seu conselho e a Sua vontade.
No Magnificat da Maria se anuncia, com alegria e “santo orgulho”, que o nosso poderoso Deus leva a causa das pessoas pobres e marginalizadas em grande conta. O poder impetuoso e revolucionário desta canção aponta com muita clareza para a libertação redentora que a mensagem cristã oportuniza.
Quando a Palavra de Deus se mostra, daí então as pessoas fechadas vão ouvi-la; daí então as pessoas cegas para toda e qualquer esperança vão ver a Luz de Deus; daí então as pessoas que só conhecem sofrimento, vão se alegrar... Você se permitiu o toque de Deus com esta Palavra? Fez muito bem. Abraços! 
Pastor Renato Luiz Becker
18.12.2014

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O aprendizado do Agradecimento!
Paulo nos dá muitos conselhos no texto de 1 Tessalonicenses 5.16-25... Destaco o conselho do verso 18: “Sejam agradecidas; sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês por estarem unidos com Cristo Jesus.”
Outro dia eu fui ao hospital visitar um amigo motociclista. Ele tinha se acidentado recentemente numa das ruas de Joinville. Seu pé direito estava muito machucado e na boca faltavam dois dentes. A pergunta que se fazia era se a perna desse nosso amigo seria ou não amputada. Num dado momento uma das pessoas que também estava visitando o acidentado se saiu assim: Nós, sempre, em qualquer circunstância, precisamos ser gratos a Deus.
Será que nós podemos ser gratos a Deus quando estamos deitados numa cama de hospital e não sabemos como a nossa vida ainda vai se desenrolar no futuro? Nosso amigo se mostrava agradecido por ainda estar vivendo. Ele se mostrava grato pelo fato da sua coluna estar intacta e que a sua cabeça não carregava nenhum arranhão. Agora, mostrar-se agradecido pelo motivo do acidente ter acontecido?
Quando eu reflito sobre esta pergunta, aí me vem à mente os versículos bíblicos que mais aprecio: “Por isso nunca ficamos desanimados. Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia. E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento. Porque nós não prestamos atenção nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem. Pois o que pode ser visto dura apenas um pouco, mas o que não pode ser visto dura para sempre.” (2 Coríntios 4.16-18)
Paulo estava convicto “que o sofrimento que experimentamos durante a nossa vida não pode ser comparado, de modo nenhum, com a glória que nos será revelada no futuro”. (Romanos 8.18) Na vida nós precisamos aguentar muitos reveses. Coisa boa! Deus está do nosso lado e nos carrega com todos os nossos sofrimentos pelos vales escuros que se apresentam. O objetivo de Deus é levar-nos com Ele para o novo Céu e a nova Terra que já está sendo organizada para morarmos e termos comunhão. A alegria e a graça que lá nos esperam são muito maiores do que somos capazes de imaginar neste momento de Culto.
Nosso amigo hospitalizado se relaciona com Deus. A sua perna foi amputada quatro dias depois da nossa visita. Ele crê que um dia poderá correr com as duas pernas ao encontro do abraço de Deus. Ele também crê que Paulo está certo quando escreve que “todas as coisas trabalham juntas para o bem daquelas e daqueles que amam a Deus, daquelas e daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano”. (Romanos 8.28)
Pastor Renato Luiz Becker
14.12.2014

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Fraqueza? O que é isso?
2 Samuel 2.1-10
Foi Ana, a mãe do profeta Samuel, que disse: “Os arcos dos soldados fortes estão quebrados, mas os soldados fracos se tornam fortes.” Ela já tinha experimentado na própria carne que os limites de uma pessoa não são problemas para Deus. Foi a dor da sua esterilidade que a levou a Deus. Foi Ele quem tirou dela essa depressão profunda pelo fato de não poder experimentar a maternidade. Como Deus fez isso? Ora, presenteando-lhe Samuel. Ela criou o menino durante três anos e, logo depois, levou-o ao templo para que, lá, ele tivesse a oportunidade de se aproximar do Criador com todo o seu ser. No seu louvor a Deus, Ana não se fixa no seu momento individual, mas sublinha a intervenção milagrosa que Deus articula em favor do seu povo e do mundo.
Hoje ainda é assim que Deus muda a face do mundo a partir das pessoas fracas que esperam tudo Dele. Querem alguns exemplos de pessoas marcadas pelo advento? Ana e Samuel, Maria e José, Paulo fizeram a diferença nos contextos em que viveram. Todos nós somos chamadas e chamados a vivermos da promessa de Deus: “O meu poder se mostra mais forte quando você está fraco.” (2 Coríntios 12.9)
Tenho um amigo que festejou seus cinquenta anos com uma grande festa. A família, os amigos e a “colegada” se alegraram junto dele que se mostrava um vencedor. Ele mesmo se beliscava para comprovar que aquilo não era um sonho. Porque esta alegria? Ora, o Adamastor tinha nascido com um problema no coração. Aos 16 anos ele precisou fazer uma operação onde balançou entre a vida e a morte. Um pouco antes deste momento cirúrgico ele se dobrou diante de Deus e entregou a sua vida a Jesus Cristo. Seu testemunho é que “mesmo fraco, se sentia forte”. Esse sentimento passou a acompanhá-lo para o resto da vida.
Aos 36 anos o meu colega teve o seu momento mais complicado. A firma onde ele trabalhava despediu-o alegando que sua liderança era fraca naquele setor. Naquela oportunidade ele se sentiu o mais fraco dos fracos. Novamente buscou forças Naquele que sempre se mostrava ao seu lado – o ressurreto Jesus Cristo. Veio então a ideia de se tornar um profissional autônomo; recomeçar a sua vida. Hoje, um empreendedor de sucesso, Adamastor é sabedor de onde buscou toda a energia para dar esta virada. “O poder de Deus se mostra nas pessoas fracas. Felicidades!
Pastor Renato Luiz Becker
11.12.2014


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Focando Jesus!
O evangelista nos dá uma pitada de informação a respeito dos últimos tempos do mundo em que vivemos. Ele afirma que os elementos do cosmos e que os fundamentos da terra vão implodir; que esta perspectiva vai se mostrar no horizonte como uma nuvem escura que vem rolando, em meio à ventania; que essa cena vai gerar medo em nós. Sim, as Palavras de Jesus são chocantes quando Ele se refere ao fim dos tempos. A gente gostaria mesmo é de poder fechar os olhos para não ver nada disso que está sendo prometido acontecer.
Mas todas estas dificuldades são o sinal de um novo mundo que está para vir. Jesus compara as mesmas com a dor que uma mulher sente quando está dando a luz a uma criança. Há dores, medos e dificuldades que serão bem difíceis de serem suportadas, mas sempre é assim que, depois do nascimento da menina ou do menino, não é a morte que se mostra e sim a nova vida. No final de tudo surge a perspectiva Jesus Cristo. É para Ele que devemos orar; centrar todo o foco da nossa atenção. Sim, o fim do mundo é a nossa salvação.
Quem faz carteira de motorista, cedo se confronta com a necessidade de ultrapassar os bi-trens, aqueles caminhões com 34 pneus que rodam pelas nossas estradas. Tem gente que até anda devagar para não ultrapassá-los; que treme de medo diante de uma situação destas. Ora, quando se ultrapassa um “gigante" desse tamanho não se pode fixar o olhar no múltiplo rodado ou na enorme carroceria que se agiganta do lado direito. Quem faz isso sente medo, fica inseguro no volante. É preciso olhar para frente; focar um objetivo no horizonte da estrada e, logo, o grande caminhão ficará para trás com seu ronco e seu deslocamento de ar exagerado. Quem age assim, dirige tranquilo.
Lembrem-se: Jesus ultrapassou o "comboio" da morte. Quem levantar a sua cabeça com fé e focar seus olhos Nele ficará tranquilo, mesmo que os problemas pareçam enormes ali, bem ao lado. Que Deus nos dê tranquilidade neste tempo de Advento; neste tempo de preparação para festejarmos o aniversário de Jesus Cristo; neste tempo de decisões com vistas à vida nova que Deus nos quer presentear. Amém!
Pastor Renato Luiz Becker
09.12.2014

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Minhas roupas como tapete?
(No 1º Domingo de Advento vou fazer uma pregação sobre Mateus 21.1-9... Ela será mais ou menos assim:)
21.1 - Quando Jesus e os discípulos estavam chegando a Jerusalém, pararam no povoado de Betfagé, que fica perto do monte das Oliveiras. Dali Jesus enviou dois discípulos na frente, 21.2 - com a seguinte ordem: — Vão até o povoado que fica ali adiante e, logo que vocês entrarem lá, encontrarão uma jumenta presa e um jumentinho com ela. Desamarrem os dois e os tragam aqui. 21.3 - Se alguém falar alguma coisa, digam que o Mestre precisa deles. Assim deixarão vocês trazerem logo os animais. 21.4 - Isso aconteceu para se cumprir o que o profeta tinha dito: 21.5 - “Digam ao povo de Jerusalém: Agora o seu rei está chegando. Ele é humilde e está montado num jumento e num jumentinho, filho de jumenta.” 21.6 - Então os discípulos foram e fizeram o que Jesus havia mandado. 21.7 - Levaram a jumenta e o jumentinho, jogaram as suas capas sobre eles, e Jesus montou. 21.8 - Da grande multidão que ia com eles, alguns estendiam as suas capas no chão, e outros espalhavam no chão ramos que tinham cortado das árvores. 21.9 - Tanto os que iam na frente como os que vinham atrás começaram a gritar: — Hosana ao Filho de Davi! Que Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor! Hosana a Deus nas alturas do céu!
Normalmente não estendemos as nossas roupas pessoais na rua para que outros pisem em cima. Isso nós já aprendemos quando éramos criancinhas. Que coisa! Uma multidão de pessoas fez exatamente isto: Colocou suas vestes sobre o pó da estrada para que elas servissem de tapete.
Atenção! Elas não fizeram isso por si mesmas, mas para que alguém cavalgasse sobre elas! Vamos combinar que ali, naquele bolo de gente, ninguém estava muito preocupado com o seu guarda-roupa, mesmo que as ditas vestimentas fossem fora de moda. Também não havia nenhuma garantia de que aquelas peças de roupa ficariam novamente limpas.
Ei pessoal! O que faz algumas pessoas arrancarem a roupa de seus corpos para fazê-las de tapete para outra? Pergunto de uma forma diferente: O que motiva as pessoas a investir todo o seu dinheiro numa única proposta? O que é que move as pessoas a darem tudo de si por algum projeto?
É! Se as pessoas não se sentirem animadas a fazer algo dessa natureza, não tem jeito. Compromisso e pressão até podem ajudar um pouco, mas isso também não garante nenhum sorriso no rosto; nenhum hino de louvor. Foi isso que aconteceu naquele dia. As pessoas jogavam suas roupas na rua e gritavam: - Louvado seja Deus nas alturas! (9)
Aquelas pessoas devem ter sentido na carne que ali naquele lugar; naquele momento, acontecia um fato grandioso. Jesus era este fato! Ninguém se perguntava se podia ou não jogar o seu casaco para Jesus na rua – as pessoas simplesmente jogavam suas capas. E por que não? Afinal, Aquele era Jesus, era o Salvador prometido – ora bolas!
Porque é que temos tanta dificuldade para largar as nossas coisas? Porque é que não jogamos tudo aquilo que carregamos conosco aos pés de Jesus? Às vezes nos seguramos tanto na nossa conta bancária; no nosso jeito de pensar; nos nossos planos; nos nossos medos e não estamos dispostos a colocá-los no colo de Jesus.
O ato de largar algo pode ser uma bênção. Este ato nos liberta para sermos pessoas mais livres e mais leves. O que é que você gostaria de largar neste momento? O que é que você gostaria de, aqui e agora, largar aos pés de Jesus Cristo? Vocês se sentem amarradas, amarrados em alguma coisa? Bem amarradas?... Bem amarrados?...
Imagino que naquele dia nem todas as pessoas arrancaram suas vestimentas para depositar na estrada. Certamente também havia naquele grupo algumas pessoas realistas que não queriam recolher seus abrigos sujos e rasgados da rua. Estou certo que naquela multidão também havia pessoas que só queriam observar a passagem de Jesus por um determinado tempo, às vezes por um booooommmm tempo.
A decisão é nossa! Doamos para Deus ou nos abraçamos aos tesouros conquistados? Confiamos na Sua promessa ou na nossa sabedoria própria? Gente querida! Deus quer abençoar grandemente os nossos bens e, junto, nem passa pela Sua cabeça nos deixar a sós, de mãos vazias, nuas, nus pelo caminho. Amém!
Pastor Renato Luiz Becker
29/11/2014
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Oração para o 1º Domingo de Advento!
Senhor! Tu vens até nós. Tu vens iluminar os nossos caminhos escuros e isso facilita a nossa caminhada pela vida. Tu retiras de nós a ilusão de que o mundo em que vivemos é são e, junto, plantas no nosso consciente que somos nós que podemos mudar todos os rumos do mesmo. Em vista disso, pedimos por todas as pessoas que Te procuram. Dá que elas possam Te encontrar. Permite também que todas as pessoas que Te encontrarem, continuem Te procurando de uma forma renovada. Também Te pedimos por todas as pessoas que sentem fome. Dá que elas possam se satisfazer de água e pão. Ajuda-as a abrirem suas mãos, depois de encontrarem sua satisfação. Nós Te pedimos pelas pessoas doentes. Dá que elas experimentem a proximidade das suas queridas e dos seus queridos e, com isso, o consolo que procuram. Dá que, uma vez experimentada essa bênção, possam ser agradecidas pela vida a elas presenteada. Nós Te pedimos por todas as pessoas que, neste momento, passam por necessidades e tristezas. Dá que, uma vez vencedoras, possam se juntar na luta por mais justiça. Nós Te pedimos que nos ajudes a sermos responsáveis, uns pelos outros, luzeiros nesteEi você aí: santifique-se!
Muita gente me pergunta o porquê da nossa Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil não cultuar santos. Respondo a esta pessoas que não cultuamos santos pelo fato de entendermos que toda pessoa cristã é santa. Explico melhor me apoiando na palavra de Paulo. Em 1 Tessalonicenses 4.7 está escrito: “...porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.”
Deus nos chamou para que nos santifiquemos. Como santificar-se? Ora uma pessoa que opta pela santificação proposta por Jesus Cristo precisa dar quatro passos.
Num primeiro momento, ela deve procurar uma Igreja Cristã e ali crescer na fé; aprender a amar como Jesus amou; ter comunhão com as irmãs e os irmãos; ensaiar uma vida nova articulando-se em novidade de vida.
Feito isso, cabe-lhe pedir perdão a Deus pelos seus pecados. Dizer a Deus dos seus deslizes tal como se diz para uma amiga ou um amigo que se machucou o pé.
Os outros dois passos é Deus quem dá por nós. O terceiro diz respeito ao novo corpo que Deus nos presenteia quando da nossa morte e o quarto é a vivência eterna ao lado do Pai do Céu na Cidade Santa!
Fico estupefato quando percebo pessoas desdenhando deste recado de Deus que diz respeito à santificação. Santifique-se. Agir assim é testemunhar de Deus em todos os cantos e recantos do mundo. Digo de novo: busque uma Igreja Cristã; peça perdão pelos seus pecados e a morte será uma ponte para a vida nova ao lado de Deus. É simples assim a santificação! mundo em que vivemos... Amém!
Pastor Renato Luiz Becker
28.11.2014

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Ei você aí: santifique-se!
Muita gente me pergunta o porquê da nossa Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil não cultuar santos. Respondo a esta pessoas que não cultuamos santos pelo fato de entendermos que toda pessoa cristã é santa. Explico melhor me apoiando na palavra de Paulo. Em 1 Tessalonicenses 4.7 está escrito: “...porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.”
Deus nos chamou para que nos santifiquemos. Como santificar-se? Ora uma pessoa que opta pela santificação proposta por Jesus Cristo precisa dar quatro passos.
Num primeiro momento, ela deve procurar uma Igreja Cristã e ali crescer na fé; aprender a amar como Jesus amou; ter comunhão com as irmãs e os irmãos; ensaiar uma vida nova articulando-se em novidade de vida.
Feito isso, cabe-lhe pedir perdão a Deus pelos seus pecados. Dizer a Deus dos seus deslizes tal como se diz para uma amiga ou um amigo que se machucou o pé.
Os outros dois passos é Deus quem dá por nós. O terceiro diz respeito ao novo corpo que Deus nos presenteia quando da nossa morte e o quarto é a vivência eterna ao lado do Pai do Céu na Cidade Santa!
Fico estupefato quando percebo pessoas desdenhando deste recado de Deus que diz respeito à santificação. Santifique-se. Agir assim é testemunhar de Deus em todos os cantos e recantos do mundo. Digo de novo: busque uma Igreja Cristã; peça perdão pelos seus pecados e a morte será uma ponte para a vida nova ao lado de Deus. É simples assim a santificação!
Pastor Renato Luiz Becker
21/11/2014
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Lutar, lutar e lutar! (Apocalipse 12.13-18)
O texto de Apocalipse assusta, mas parece que o tal do "Dragão" continua fazendo estragos, enquanto usa armas perigosas do tipo inocência; indiferença e indecisão para matar a Comunidade Cristã. Leiam e reajam. Abraços!
12.13 - Quando o dragão viu que tinha sido jogado sobre a terra, começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino. 12.14 - Porém a mulher recebeu as duas asas de uma grande águia para poder voar para o seulugar no deserto, onde ela será sustentada durante três anos e meio, livre do ataque do dragão. 12.15 - Então o dragão lançou água da sua boca, como se fosse um rio, atrás da mulher, para que ela fosse arrastada pelas águas. 12.16 - Mas a terra ajudou a mulher, pois a própria terra abriu a boca e engoliu a água que tinha saído da boca do dragão. 12.17 - O dragão ficou furioso com a mulher e foi combater contra o resto dos descendentes dela, isto é, aqueles que obedecem aos mandamentos de Deus e são fiéis à verdade revelada por Jesus. 12.18 - E o dragão ficou de pé na praia.
Nó céu tudo está resolvido. Lá tudo está bem e se sabe que Deus é mais poderoso do que todas as forças do mal. Aqui no chão, no entanto, a discussão continua solta e parece que absolutamente nada está acertado. O Dragão, símbolo do poder contrário a Deus, não tem mais força no céu. Já aqui na terra ele "apronta" por demais da conta. Sim, ele luta com todos os meios. Ele persegue as Comunidades comprometidas com Jesus Cristo até ver o seu sangue jorrando de dentro dos seus corações. O autor do livro desafia as pessoas cristãs perseguidas a aguentarem o tranco. Ele anima estas pessoas a resistirem; a se agarrarem em Deus e nos Seus Mandamentos; a não abrir mão do Evangelho e do seu Senhor! Ora, as discussões em torno da fé cristã sempre acontecerão e isto até o último dia. O apóstolo Paulo nos sugere que combatamos o "bom combate" diariamente, em prol da vida que Deus nos pensou. (1 Timóteo 6.12)
Gosto muito da figura do anjo Miguel que domina o Dragão com seu pé e sua mão direita. A imagem dele nos quer lembrar que, como cristãs e cristãos, estamos engajadas e engajados numa luta permanente. Nosso poder? Nós não temos poder! Se dependermos das nossas forças, estamos "fritos em pouca banha". Gente! É Deus quem luta por nós. Muitas vezes esse Dragão passa despercebido na nossa Comunidade. Ele está aí do nosso lado e volta e meia precisamos discutir com ele até de forma educada e cristã. Não nos enganemos! O poder do mal se mistura em muitas das atitudes e decisões que tomamos, quer a nível pessoal ou comunitário. Muitas vezes a nossa inocência, a nossa indiferença e a nossa indecisão são as suas armas mais afiadas. Fiquemos espertas e espertos... Amém!
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Que tal Vinho Novo?
João 2.1-11
Olá amigas e amigos! É do senso comum que a nossa vida nem sempre é festiva. No entanto, é interessante notar que Jesus se deu a conhecer às pessoas que queria alcançar justamente numa festa. Quem não gosta de participar de um congraçamento bem planejado onde se tem a oportunidade de rir; de alimentar-se bem; de beber bom vinho? O problema é que, aqui e ali, algo pode dar errado na organização de uma festividade pensada para ser “redondinha”. Pois bem, essa constatação já nos aproxima da Festa de Caná, onde um pequeno problema quase estragou toda a alegria planejada pelos festeiros que pensaram as Bodas de Caná.
Essa referida festa teve seus momentos distintos. Quem lê o texto de João 2.1-11 percebe que ela foi bem planejada e que tudo corria conforme o combinado. Os barris de vinho estavam cheios. A alegria estava no ar. O povo celebrava a vida. Ora, estas experiências também são verdade na nossa história pessoal. Sim porque os nossos sonhos vão se tornando realidade; as nossas esperanças vão sendo alcançadas; os nossos planos vão acontecendo... Pensem, por exemplo, no seu casamento; no nascimento da sua filha, do seu filho, da sua neta do seu neto; na promoção experimentada... Sim, isso tudo são pontos altos de um projeto de vida, a Festa da Vida acontecendo do seu lado.
Ai, ai, ai - o vinho acabou. Gente! Nas bodas de Caná não só acontece o milagre da transformação da água em vinho, mas também a constatação de que, diante de uma necessidade, há que se ter uma iniciativa. Maria, a mãe de Jesus, percebeu o problema e agiu; fez o que pode fazer. Ela se dirigiu aos garçons e lhes pediu que seguissem fielmente as instruções de Jesus. Jesus, por sua vez, animou os referidos garçons a transportarem água. Para as convidadas e os convidados aquilo não fazia sentido. Já os ditos garçons cumpriram o mandado de Jesus; se engajaram no serviço sugerido, mesmo duvidando de tudo o que faziam.
Se o vinho está para a alegria da vida, então, quando ele se acaba, significa que essa alegria vivida começará a minguar. Se uma pessoa está estressada de tanto trabalhar e não vê mais sentido na sua obra, então tudo fica complicado. Quando o luto e o medo se instalam nos nossos corações, isso significa que o “vinho” acabou e que é preciso transportar “água”. Que bom quando, nessas horas, alguém percebe o problema e, ao mesmo tempo, explicita uma saída. Não importa se esta pessoa correr os riscos que a Maria correu ao dar sua sugestão.
Pois bem! Dada a sugestão, é preciso que apareça alguém que enxergue além do horizonte; alguém que anime as pessoas próximas a “carregar água”; a encher os jarros até a boca. É só então que o vinho novo pode acontecer. Que coisa! Agora não é mais necessário carregar a tal da água. As pessoas para as quais um mais um sempre é dois pressionam o noivo para saber como isso foi possível e de onde veio essa nova bebida: - Porque você nos serviu primeiro o vinho de segunda qualidade?
Notem que com o advento do vinho novo a festa não seguiu mais seu ritmo normal. A nossa vida também não segue da mesma maneira depois que experimentamos a graça de Deus. Quando alguém é arrancado do nosso convívio, não é nada fácil dar passos em frente, como se nada tivesse acontecido. Muitas coisas se modificam com o tempo do luto; com o tempo de carregar água. De repente, acontecem novos relacionamentos; antigos relacionamentos são retomados; outros podados. De repente, no momento novo, pode acontecer a comunhão com outras pessoas da Comunidade que “carregaram água”.
Enfim o vinho servido é outro e tem sabor melhor. Ali onde a festa tinha tudo para acabar, foi ali que ela recomeçou com toda intensidade. Não só porque Jesus, Aquele que transforma o ruim em bem, estava ali, mas porque ali havia pessoas que se engajaram; que não se resignaram; que reconheceram o problema e que se mostraram abertas para o novo. Mesmo que não se conseguiu responder satisfatoriamente como tudo aconteceu e de onde veio o novo vinho, a festa teve continuidade e continuou sendo festa até o fim. O tempo de “carregar água” foi aguentado e pôde ser aguentado porque sempre existem pessoas que, nas horas difíceis, ajudam; colocam-se ao lado com seus dons e talentos, com suas potencialidades. Quando isso acontece numa Comunidade, daí então as pessoas passam a experimentar novamente o sabor de pertencer ao Corpo de Cristo; à Igreja.
Gente querida! Nós somos “carregadores de água” e sempre estamos fazendo “horas extras”. Não abdiquem dessa função de servir. Mesmo que o tempo se mostre desértico, a nossa vida acontece debaixo do sinal da Festa da Vida; da Festa Eterna. Aqui e ali é importante segurar este ou aquele pensamento. Façam o que Jesus lhes pede... Se perceberem alguma falta, expressem suas opiniões de forma aberta e transparente, sempre com o objetivo de eliminar a falta percebida e, depois disso, “carreguem água”, doem-se. A sobrevivência da Comunidade depende desse carregamento de água. Assim, carreguemos água! Continuemos carregando água para continuarmos saboreando o vinho novo! Amém!
P. Renato Luiz Becker
12.10.2014

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As duas Árvores da minha Infância
Romanos 15.1

Vivi os primeiros anos da minha vida numa pequena cidade do Rio Grande do Sul chamada Tenente Portela. Do pátio da minha casa, sempre me deliciei com a visão de duas grandes árvores que cresciam uma ao lado da outra. Elas viviam como se fossem uma irmã e um irmão. À direita estava o irmão, com seu caule grosso e seus galhos robustos, repletos de folhas. À direita crescia a irmã. Ela era uma árvore que aparentava fraqueza, pois seus galhos eram um tanto irregulares. Sim, ela parecia ser uma árvore menos imponente. Certa vez aconteceu uma tempestade muito forte. Da janela do meu quarto eu vi as minhas duas amigas lutando contra a ventania. Num dado momento o vento apertou a irmã meio que para dentro do irmão a ponto das duas parecerem uma só. Faltou pouco para a irmã derrubar seu irmão no chão. O irmão precisou se calçar bem firmemente com suas raízes no solo para dar apoio à sua companheira.
Refleti durante todos meus últimos 55 anos sobre aquela visão. De repente, posso dizer isso de outro jeito. A irmã, mais fraca e menos atraente, tinha as suas forças ocultas. Ela crescia na frente do irmão e sempre era a primeira a aguentar o tranco quando ventava pra valer. É que diante dela não havia nenhuma outra árvore para diminuir a força do vento; para ajudar nas horas difíceis quando das intempéries. E assim, sob a sua proteção, o irmão podia crescer com imponência, prosperar, ser forte e bonito.
Na vida cotidiana e na vida comunitária nós sempre de novo encontramos pessoas mais fracas e pessoas mais fortes. Ora, o mundo é um lugar onde se dá e se recebe e Deus se alegra quando percebe os nossos esforços visíveis e também os nossos esforços ocultos. Nós podemos nos dar apoio mútuo, especialmente nos tempos tempestuosos da vida. Nós também podemos apoiar-nos mutuamente através das nossas orações; incentivar-nos para o enfrentamento dos problemas e dificuldades que a vida propõe. Nós podemos repassar a nossa fé em Cristo para as nossas filhas e filhos; para todas as pessoas que caminham perto de nós. É através das nossas doações que muitas pessoas podem ser ajudadas em outros lugares desse nosso Brasil. Às vezes, nós até podemos ser uma ajuda às outras pessoas sem percebermos que estamos sendo.
Minhas duas árvores permaneceram em pé depois daquela tempestade. Lembro que os seus galhos se tocavam logo depois da crise. Parecia que as duas árvores se alegravam com a primavera e com os pássaros que logo viriam fazer seus ninhos ou até porque podiam curtir a presença uma da outra, ali naquele chão vermelho.
Gente querida! Podemos ser gratas; gratos pelas pessoas que nos dão apoio, que nos dão suporte e segurança em tempos de dificuldade. Todos os dias nós temos a oportunidade de cuidar de nossas companheiras e nossos companheiros; de abrir os nossos olhos e perceber quem necessita de apoio. Amém!
Pastor Renato Luiz Becker
18 de Setembro de 2014
Culto de Louvor


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Pensar o Melhor

Querida Comunidade! A harmonia que sempre se cantara em prosa e verso na Antiga Comunidade de Jerusalém não era mais a mesma. É que havia certa tensão entre as irmãs e os irmãos que falavam o aramaico e o pessoal que falava a língua grega. Quase sempre é a assim que as diferenças linguísticas e culturais promovem divisões numa Comunidade Cristã. Experimentei isso na Alemanha.
No texto que acabamos de ler (Atos 6.1-7) chama a atenção que as viúvas de judeus cristãos não estavam sendo amparadas a contento. Ora, geralmente é assim que as pessoas que vêm de outras realidades para o seio da Comunidade são, num primeiro momento, colocadas à margem da mesma. É ruim isso! Temos este comportamento? Medimos as pessoas que se encontram no nosso meio com duas medidas? Se a resposta a estas perguntas forem sim, então certamente já há focos de descontentamento aqui e ali. Abram os olhos!
Gente! É importante que não sentemos na poltrona da queixa. Pessoas comprometidas com a proposta da Igreja; irmãs e irmãos que ouviram o chamado de Deus para servir no Seu Reino, sempre vão tentar dar tudo de si para resolver os problemas que surgem. Notem que o apóstolo não podia mais aguentar as cargas que pesavam sobre os seus ombros no trabalho da Comunidade. O pessoal percebeu o fato e foi em seu socorro. O que aconteceu? Surgiu um novo campo de trabalho. Foi essa a fórmula que a Comunidade encontrou para continuar seu ritmo ascendente. Sim, o que estava sendo complicador entre a membresia da Comunidade foi resolvido e a confiança mútua cresceu entre eles.
Palavras Claras
Quais os prejuízos que os resmungos podem propiciar à Comunidade? Ora, o resmungo delimita a vida comunitária de forma sutil. Ele diminui o ritmo e a auto-entrega das pessoas que se doam pela mesma. Isso é normal, porque ninguém trabalha com alegria num lugar onde em todo canto há olhares velados e encharcados de negatividade. A Comunidade quer seguir adiante, mas as queixas são como uma espécie de freio de mão que impedem o seu progresso. Os dons das pessoas que querem servir ficam como que amarrados a uma estaca. Desse jeito quase ninguém sente prazer em dar de si, porque os simples olhares são críticos e puxam a pessoa para a inércia.
Promover diálogo tem a ver com ouvir a reclamação da outra pessoa; dar espaço para que a pessoa insatisfeita explicite as suas dores. A atitude de compreender o que está sendo dito pela outra pessoa sempre deve estar carimbada pelo selo do amor. Tentar entender tudo da melhor forma possível – é isso que Deus espera de nós. Para tal é preciso que se abra espaço para o diálogo; permitir que as correntes de insatisfações venham à luz e que, as mesmas, depois de explicitadas, sejam levadas a sério. Todos os pontos de vista devem ser tratados para então, em conjunto, se buscar um denominador comum.
Precisamos correr o risco de machucar nossos corações nesta história: Se uma nova ideia brotar deste diálogo, compartilhe-se. Agora, se existir alguma raiz de vaidade e isso gerar o silêncio, então que se entregue esta questão a Deus em oração. Amém!
Pastor Renato Luiz Becker
13 de setembro de 2014.


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Cadê o Ferrão?
“Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?" (1 Coríntios 15.55
A tristeza veio visitar vocês? O que é a vida? Nada? Tudo o que temos é emprestado. A riqueza, o dinheiro tudo é um empréstimo. No dia da nossa partida, deixamos todos os nossos bens aqui neste lugar. Sim, todos os bens da terra ficam na nossa mão apenas por um determinado tempo. Se pensarmos a longo prazo, logo perceberemos que eles não têm grande valia. A morte nos promove a maior derrota. Como lidar com esse fato? Ora, ninguém nunca aprendeu isso bem ao certo!
Todas; todos nós precisamos do apoio de outras; de outros indivíduos. Eu sou a favor da ideia que as pessoas adoentadas devem saber da verdade para poder se preparar para morrer. Claro que nesse processo devemos ir podando a amargura dessa morte que assola. Como fazer isso?
Eu sei que leva muito tempo até que uma pessoa entenda a sua morte não como inimiga, mas como amiga; como irmã; como redentora. No momento da sua morte muitas pessoas são atormentadas por tormentos nunca antes experimentados. A verdade é que ninguém quer levar a morte a sério. Isso é assim porque a pessoa não quer se separar dos seus bens; daquelas e daqueles que ama. Largar tudo o que foi acumulado não é fácil. Nessa hora há muitas lutas internas acontecendo na pessoa, pois ela tem que lidar com sua culpa, reconciliar-se com a história de sua vida, com Deus e com as pessoas.
Quem caminha por esse caminho vai experimentar o momento em que o jornal não é mais interessante. Nessa hora a pessoa prefere orar, conversar com Deus. Ela passa a encarar a decadência da morte não como um fim, mas como uma transformação. No momento em que o nosso albergue terreno começa a se desintegrar, um lar no céu já começa a ser preparado para nós. Para a cristandade a morte não é um nocaute, mas um caminho que leva para a luz.
Nós não devemos desviar o nosso olhar da morte. A pessoa que está morrendo vive uma profunda crise. Chega o momento em que ela acaba entendendo este processo; que ela chaveia a porta do que é passageiro e abre a porta que leva à eternidade. O Senhor não permite que ninguém resvale da Sua mão. Ele não se esquece da aliança eterna que firmou conosco. Quem entrega suas culpas para serem carregadas pelo Cordeiro de Deus; quem entrega ao Senhor a sua impotência, passa a experimentar uma nova perspectiva, mesmo experimentando a morte. A comunhão com Deus é uma fonte de força que torna perceptível a imortalidade.
Deus quer presentear-Se para ti e para mim. É por isso que podemos abdicar de tudo o que nos cerca. O ato de morrer significa libertarmos as nossas mãos para podermos abraçar o nosso Criador. Já experimentaremos a felicidade aqui e agora quando nos dermos conta das bênçãos que Deus derrama sobre as nossas cabeças. O nosso amor por Jesus Cristo nos liberta de todo o medo da morte.
Gente querida! A morte e a ressurreição estão conectadas. Quem crê em Cristo já experimenta em vida a ressurreição. Ao morrer, as pessoas cristãs sempre geram consolo em quem fica. Reflitamos sobre a morte. Experimentemos segurança em Deus. O caminho da cruz nos aproxima de Deus. Façamos da nossa vida um crescendo no amor que desemboca na eternidade.
Agora eu me pergunto, eu lhes pergunto: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? "(1 Coríntios 15.55)

Pastor Renato Luiz Becker
25.07.2014

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Ação de Graças – Os Frutos da Vida

“Outro dia prestei atenção numa senhora que, com muito cuidado, arranjava flores num cesto. Nele também vi nozes, castanhas, maçãs, uma garrafa de vinho tinto seco e um cheiroso pão de centeio. Ela, a passos lentos, se dirigiu à pequena igreja do vilarejo onde morava para depositar aquela obra de arte; aquele maravilhoso presente sobre o altar da capela. Os raios do sol passavam os vitrais da igrejinha e iluminavam aquela mulher; davam destaque ao conteúdo coloridos que carregado, balançava numa das suas mãos”.

É inverno. A colheita já aconteceu e é hora de se fazer uma pausa; de se agradecer; de se comemorar.  Notem que não são apenas os frutos do campo e do jardim que essa mulher espalhou sobre o altarzinho. Ali ela também expôs os frutos de sua vida; os frutos dos anos vividos e lutados até aquele momento; algumas flores coloridas e alguns botões que até aquele momento tinham sido incapazes de se desenvolver; nozes duras e um pouco de capim que se acoplou nos ramos orvalhados; um pedaço do pão cheiroso por causa do amasso em tempos de dificuldade; o vinho que lembrava os tantos momentos festivos vividos; as pequenas e as grandes frutas oriundas de muita garra e muito esforço.

É tempo de inverno. De se alegrar-se com a colheita. De fazer-se uma pausa e de agradecer-se porque tudo na vida é um presente. Agora, sobre o altar se encontram várias frutas; nozes duras; lindas maçãs, mas algumas amassadas; uma roseira com espinhos, etc. Os participantes do Culto escolhem uma dessas frutas para si e, logo em seguida, repõem a mesma fruta numa bandeja de prata que está sobre uma mesa especial. Fazem isso em silêncio.

Oração: Querido Deus! Eu, com minhas próprias mãos, trago a Ti os frutos daquilo que faço. Coloco-os ao pé da Tua cruz, sobre o altar. Aceite a minha oferta. Tudo o que eu possuo, eu recebi da Tua mão e, agora, eu coloco de volta. Obrigado, por aquilo que pôde crescer; que pôde florescer; que pôde ser fértil. É consolador saber que em cada um destes frutos se escondem sementes que dormem para um novo crescimento; para um novo florescimento em algum lugar e em algum momento de fecundidade. Ó Deus! Conclui àquilo que eu comecei com minhas tímidas mãos. Dá que todo esse trabalho se converta no sucesso da floração. Só nas Tuas mãos há perspectivas. Cuide de tudo! Amém!

P. Renato Luiz Becker
                                                                                                                                                 Julho/2014

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O Cuidado de Deus

Quanto mais a pessoa assume responsabilidades na vida, tanto mais ela precisa enfrentar ventos contrários para sobreviver. Mulheres e homens que não fogem dos seus compromissos tem que resistir às pressões do dia a dia, tanto as visíveis como as dissimuladas. Isso nem sempre é fácil. O autor do Salmo 31 viveu momentos de grande crise por causa de tais pressões. Pois parece que a vida não mudou. Ousem ler o Salmo 31 e comprovem o que estou escrevendo...

Entendo que quase todas; todos nós temos os nossos objetivos, os nossos alvos. Não é simples alcançá-los. Sempre há que ralar um bocado. É nestas horas que muita gente se pergunta: - Porque é que me desgasto tanto? - Porque é que sempre de novo dôo todas as minhas forças para a concretização deste ou daquele projeto para, no final das contas, ser pisado pelas pessoas que pensam diferente de mim? A decepção leva o salmista ao quase desespero. No verso 11 ele escreve: - Zombam, caçoam, atravessam a rua quando me vêem. O bom é que ele vence esta crise porque, conforme o verso cinco, permite que Deus guie seus passos.

A verdade é que não existe nenhuma segurança contra a malícia. Só a proximidade de Deus pode nos proteger e libertar deste mal. É por isso que, no final do Salmo 31 se lê: - Tende bom ânimo! Sim, animemo-nos porque Deus se oferece para ser a nossa rocha; o castelo forte para o qual podemos nos dirigir em busca de segurança (verso 2).

Nunca esqueça de lembrar diante de Deus o nome das pessoas que carregam responsabilidades sobre seus ombros. Seria bom se elas não cedessem às pressões de fora. Tenho um amigo que assumiu a responsabilidade de ser presidente de uma das Comunidades da qual eu era pastor. Num certo dia surgiu a fofoca de que ele estava administrando o dinheiro da mesma de forma incorreta. Algumas pessoas que eram contrárias a esse meu amigo aproveitaram a deixa para espezinhá-lo. Disseram aos quatro ventos que sentiam muito, mas que não podiam fazer nada para ajudá-lo.

Todo esse falatório deixou meu amigo um tanto inseguro. A decisão mais fácil seria cair fora de tudo aquilo. Foi nessa hora que o pessoal do Conselho Fiscal se colocou ao seu lado. Fizeram isso porque sabiam da transparência das contas comunitárias. Hoje esse meu amigo está engajado em muitos outros projetos que promovem mais vida a partir da sua fé cristã. Venha você também trabalhar no Projeto do Amor de Deus, a partir da nossa Comunidade. É Deus quem te convida. É Deus quem cuida de nós, tal como cuidou do salmista!


Pastor Renato Luiz Becker
02 de março de 2014



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Jesus encheu Suas Fraldas!


Lembro dos meus dois meninos ainda crianças. Eu fazia gato e sapato com eles. Jogava bola, brincava na areia, levava eles para comer sorvete e também aos Cultos que eu celebrava. Uma coisa eu quase nunca fiz: trocar suas fraldas. Alguns de vocês se lembram. Elas eram de pano. Tinha que fazer um monte de dobras . Hoje tudo parece ser mais fácil com o advento das descartáveis.

Quando a Maria trouxe Jesus ao mundo ela o enrolou em fraldas – assim diz o evangelista Lucas. Tudo normal, mas notem que esta ação tem um grande simbolismo. 

O fato de que Jesus usou fraldas mostra que ele foi gente como a gente é e “funcionava” como as crianças recém-nascidas dos nossos dias funcionam. Ele também “molhava”, “enchia” suas fraldas diariamente. Ele era gente como nós, Emanuel - Deus conosco, conforme Mateus 1.23.

Não só isso. O fato de Jesus usar fraldas também mostra que Ele se rebaixou demais para estar conosco. O apóstolo Paulo chega a escrever que Jesus tinha a natureza de Deus, mas que Ele não tentou ficar igual a Deus no nosso meio (Filipenses 2.6); que Ele veio e tocou a Sua vida junto a nós na forma de natureza pecaminosa (Romanos 8.3). O evangelista João escreve que Ele abdicou da glória celeste para estar do nosso lado (João 17.5). Gente querida! Jesus veio do trono de Deus vestir fraldas aqui no chão onde tu e eu pisamos.  

Por outro lado esta atitude também mostra que o Filho de Deus se contextualizou por completo com o nosso jeito de viver. Ele experimentou tudo o que nós experimentamos. Problemas, tentações, tristezas e, por último até as nossas culpas e pecados.  Vamos e convenhamos! Isso é muito pior que fraldas cheias.

O que sempre de novo me impressiona é que com isso Ele nos libertou; limpou-nos de todos os nossos pecados. Por causa deste feito, nós podemos novamente usar fraldas limpinhas. Coisa boa deve ser uma fralda limpinha! A gente vê isso no rosto das criancinhas que fazem esta experiência.

Coisa boa poder experimentar o perdão completo onde nada fica retido (1 João 1.9). Coisa boa poder viver essa nova vida e não precisar mais de nenhuma limpeza por causa de pecados; de desvios.  

Reflitamos sobre esta questão. Agradeçamos a Jesus Cristo não só neste Culto de Natal, mas todos os domingos. De acordo com a Bíblia o domingo é um dia para louvarmos a Deus pelo perdão que Ele nos alcançou com sua morte na cruz; para festejarmos a Sua ressurreição e, por tabela, a nossa também. Que Deus nos abençoe! Amém!


Oração: Jesus Cristo, Senhor e Deus! Nós estamos aqui e jubilamos com os anjos e, tal como os pastores, também nos encontramos estupefatos. Da mesma forma que os reis magos, nós também não conseguimos tirar nosso olhar da Tua luz. Querido irmão Jesus Cristo! Nós nos alegramos de coração com o Teu nascimento. Amém!



Renato Luiz Becker  

   Pastor da Paróquia Evangélica de Itoupava Central.  


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Quando a Morte se avizinha!

Querida Comunidade! Me impressiona a sinceridade de Asafe, o salmista que escreveu o Salmo 73. Ele expõe seus desafios e suas necessidades espirituais quando pergunta: Vale à pena crer; segurar-se; fundamentar a vida pessoal na pessoa de Deus? Porque o autor do Salmo 73 se faz tão transparente? Ora, porque percebe que, muitas vezes, algumas pessoas sem compromisso com Deus se dão melhor do que outras que se pautam Nele.

Como dizer que a vida vale à pena, se nossa fé não é capaz de nos proteger nas dificuldades que enfrentamos? Como não dizer que tudo foi em vão se, no final das contas, Deus não consegue nos proteger do sofrimento e da morte? São estes pensamentos que maltratam o salmista até que, de repente, ele descobre: “Nem tudo o que brilha é ouro.”

O sucesso das pessoas descomprometidas com Deus está construído sobre terreno podre. Estas pessoas que não querem nada com Deus acabam levando um susto quando se aproximam da divisa entre a vida e a morte. Naquele dia elas perceberão que não tem nada do que se orgulhar do seu passado; elas descobrem tardiamente que sua vida é simples pó e que, pasmem, serão consumidas pela sra. Majestade Dona Morte.

Sim, a morte é poderosa. Para o nosso Criador não há diferença entre ricos e pobres; entre pessoas renomadas e não renomadas; entre gente bem ou mal situada. São estes os detalhes que o salmista nos faz ver com precisão. A morte marca o fim de tudo aquilo que as mãos humanas conseguiram construir. Quando maior o pódio que se construiu aqui nesse chão, tanto maior a queda. Tudo aquilo que se constrói alicerçado sob falsas bases tem fim amargo com a aproximação da morte.

Mas então, qual é o nosso futuro? O que é que fica quando tudo se esvai? Asafe responde esta pergunta com toda sinceridade: Deus é quem fica! “Quanto a mim, bom é estar junto a Deus!” (Salmo 73.28) Eu pergunto: Há quem ainda se atreva, durante toda a sua história, a confiar em Deus enquanto as decepções insistem em dar o tom? De onde vêm as forças para uma empreitada destas? A Biologia e a Psicologia não conseguem nos ajudar nestas respostas.

A vida é graça, é presente de Deus - nada mais do que isso. Os nossos altos e baixos não são pagas pelos nossos méritos ou deméritos. Nada disso! Se alguma coisa fica é Deus e Sua graça, não nós. O que fica não são nossas obras, nossos méritos, nossas falhas, mas só o grande amor de Deus. Maior e mais importante que o amor de Deus não pode acontecer na vida de uma pessoa do que isso que o salmista afirma no Salmo 73.28.

É por isso que batizamos com água (símbolo do afogamento do Velho Adão que quer viver como se Deus não existisse); que marcamos a pessoa batizada com o sinal da cruz enquanto dizemos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (uma espécie de “selo” contra os ataques das forças do mal); que o fazemos na presença de testemunhas cristãs.


É por isso que proporcionamos o momento da Profissão de Fé. Que acolhemos como irmãs e irmãos quem confessa a Bíblia como única fonte e diretriz da sua fé; quem nega tudo o que produz a morte em nosso meio; quem crê em Jesus Cristo como único Senhor e Salvador; quem confessa sua fé a partir da IECLB e coloca os seus dons à serviço do Reino de Deus, a partir da Comunidade. Amém!


P. Renato Luiz Becker

Comunidade Evangélica de Itoupava Central

CULTO DO 25° DOMINGO APÓS PENTECOSTES

Itoupava Central – 10 de novembro de 2013 – 09h



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DIA DE FINADOS:


Este final de semana eu celebrei três Cultos em Cemitérios. Calculo que fui ouvido por umas 600 pessoas. O tema? Vida! Em vista do que vi e ouvi, escrevi este texto que compartilho. Abraços!


Quando a Morte se avizinha!



Impressiona a sinceridade de Asafe, o salmista que escreve o Salmo 73. Ele expõe seus desafios e suas necessidades espirituais para os leitores quando pergunta: Vale a pena crer em Deus? Vale a pena segurar-se permanentemente em Deus? Vale a pena fundamentar a vida pessoal na pessoa de Deus? Porque ele explicita tais questões? Ora, porque percebe que, muitas vezes, pessoas sem compromisso com Deus se dão melhor do que àquelas que se pautam Nele. Asafe entende que essa postura de levar Deus em tão grande conta pode ser um risco. 



Como dizer que a vida vale a pena se nossa fé não é capaz de nos proteger nas dificuldades que enfrentamos? Como não dizer que tudo foi em vão se, no final das contas, Deus não consegue nos proteger do sofrimento e da morte? São estes pensamentos que maltratam o salmista até que, de repente, ele descobre: “Nem tudo o que brilha é ouro.” O sucesso das pessoas descomprometidas com Deus está construído sobre areia movediça. Estas pessoas acabam levando um susto quando se aproximam da divisa entre a vida e a morte. Naquele dia elas perceberão que não tem nada do que se orgulhar do que passou, porque sua vida é simples pó e porque serão consumidas majestade Dona Morte. 



Sim, a morte é poderosa. Para o nosso Criador não há diferença entre ricos e pobres; entre pessoas renomadas e não renomadas; entre gente bem ou mal situada. São estes os detalhes que o salmista nos faz ver com precisão. A morte marca o fim de tudo aquilo que as mãos humanas conseguiram construir. Quando maior o pódio que se construiu aqui nesse chão, tanto maior a queda. Tudo aquilo que se constrói alicerçado sob falsas bases tem fim amargo com a aproximação da morte. 



Mas então, qual é o nosso futuro? O que é que fica quando tudo se esvai? Asafe responde esta pergunta com toda sinceridade: Deus é quem fica! “Quanto a mim, bom é estar junto a Deus!” (Salmo 73.28) É arriscado dizer-se uma frase como esta. É possível crer-se durante toda a vida na alegria em meio à desgraça. Há quem se atreva, durante toda a sua história, a confiar em Deus enquanto as decepções insistem em dar o tom? De onde vêm as forças para uma empreitada destas? Para uma boa resposta a estas perguntas a Biologia e a Psicologia não conseguem nos ajudar. 



É graça, é presente de Deus. Nada mais do que isso. Não caiamos na arapuca que o salmista do Salmo 73 caiu. Os nossos altos e baixos são pagas pelos nós méritos ou deméritos. Nada disso! Se alguma coisa fica isto é Deus e Sua graça, não nós. O que ficam não são nossas obras, nossos méritos, nossas falhas, nossas aberrações, mas só o grande amor de Deus. Maior e mais importante que o amor de Deus não pode acontecer na vida de uma pessoa do que isso que o salmista afirma no Salmo 73.28. Amém!


P. Renato Luiz Becker
Comunidade Evangélica de Itoupava Central
Sínodo Vale do Itajaí (SC)
Telefone: 047 3337 2473
E-mail: renato.luiz.becker@gmail.com
Blog: renatobecker.blogspot.com






VAMOS PESCAR?

INTRODUÇÃO
Como já perceberam, sou pastor. E, como vocês, tenho amigas e amigos. Outro dia ouvi da boca de um deles: – Tu és um pescador e, como tal, deves te ajustar ao teu “emprego”. Se algum peixe morde a isca de dia, deves pescá-lo de dia. Se outro morde a isca à noite, deves pescá-lo de noite. Que bonita “lagoa”, esta nossa Itoupava Central. Vocês sabiam que 95% dos pescadores não sabem nadar? Ouçam esta Palavra de Mateus 4.19: Vinde após mim e eu vos farei pescadores de mulheres; de homens

O CHAMADO
Jesus nos carrega em seus pensamentos. Seu coração se aquece quando nos observa. É assim que Ele desenvolve um Projeto de Amor para cada uma; para cada um de nós. Ele nos sonha como pessoas ativas e ativos no Seu Reino. O verso bíblico que acabamos de ler testemunha que Pedro, André, João e Tiago não titubearam. Disseram um claro “sim” e isso, imediatamente após o personalizado convite. Quer dizer, temos que dar pelo menos um passo, para fazermos a vontade de Deus. Dizer: - Sim, eu topo!
As pessoas que se decidem pela caminhada cristã, passam a experimentar do Espírito de Deus (Mateus 6.24); a crescer na fé; a ensinar como Jesus ensinou (Mateus 28.20). Deus interage neste processo, enquanto nos qualifica para alcançarmos outras pessoas, a partir do nosso testemunho. Sim, Deus nos usa para atingir corações que caminham neste espaço da cidade onde nos encontramos. Não é maravilhoso constatar que todos somos pastoras, pastores, pescadoras, pescadores de mulheres e mulheres para o Reino de Paz, de Amor e de Perdão que Jesus veio implantar entre nós? 

CONCLUSÃO
As pessoas que, a convite de Deus, testemunham da salvação são como os pescadores no mar. Dependentes e confiantes, perseverantes, inteligentes e vigilantes, laboriosos, abnegados e ousados. Ou seja, não temem aventurar-se em mar perigoso. Foi assim que os discípulos obtiveram êxito. Reagiram ao chamado de Jesus e, depois disso, nunca mais estiveram sós. Você não sabe nadar? E daí? Deus não te deixa afogar...
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P. Renato Luiz Becker
Comunidade Evangélica de Itoupava Central
Sínodo Vale do Itajaí (SC)
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Biografias Borradas!

Introdução

Desculpe! Não entendo nada do que você fala! É assim que reagimos quando alguém nos diz alguma coisa em meio aos ruídos do dia-a-dia. Houve um momento em que Jesus conversou com uma mulher, perto de um poço, e esta mulher também não entendia quase nada do que Ele lhe falava: Ouçam o texto de João 4.16-26:

16 - Vá chamar o seu marido e volte aqui! - ordenou Jesus. 17 - Eu não tenho marido! - respondeu a mulher. Então Jesus disse: - Você está certa ao dizer que não tem marido, 18 - pois já teve cinco, e este que você tem agora não é, de fato, seu marido. Sim, você falou a verdade. 19 - A mulher respondeu: - Agora eu sei que o senhor é um profeta! 20 - Os nossos antepassados adoravam a Deus neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde devemos adorá-lo. 21 - Jesus disse: - Mulher, creia no que eu digo: chegará o tempo em que ninguém vai adorar a Deus nem neste monte nem em Jerusalém. 22 - Vocês, samaritanos, não sabem o que adoram, mas nós sabemos o que adoramos porque a salvação vem dos judeus. 23 - Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem. 24 - Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade. 25 - A mulher respondeu: - Eu sei que o Messias, chamado Cristo, tem de vir. E, quando ele vier, vai explicar tudo para nós. 26 - Então Jesus afirmou: - Pois eu, que estou falando com você, sou o Messias.

Jesus faz Desvios

A Mulher Samaritana dialoga com Jesus, mas não sabe que Ele é o Filho de Deus. Jesus tenta lhe esclarecer que é o Prometido de Deus, mas aquela senhora não entende quase nada daquilo que sai de Sua boca. Ela até tem uma pequena ideia do assunto que Aquele Homem aborda. Num dado momento Jesus se mostra como sendo o Cristo, o Abençoado de Deus, àquela mulher que pertencia a uma casta menor do Judaísmo. Sim, Jesus se coloca como o Filho de Deus para aquela Mulher que já tinha tido cinco maridos e que, naquele exato momento, não vivia em situação regular com o sexto. Porque é que Jesus se apresenta para uma pessoa à margem da sociedade? Porque é que Jesus se desvia de tantas outras pessoas que são certinhas e se dá a conhecer para alguém não se encaixa neste perfil?

A resposta é simples! Jesus leva a Boa Mensagem de Deus que se resume em mais vida para as pessoas que Lhe são receptivas; para as pessoas que se mostram dispostas a se envolver com Ele. Quem são estas pessoas das quais Jesus se aproxima? São as pessoas que tem sua biografia borrada; seu coração quebrado e sua alma ferida. São as mulheres e os homens que não tem mais nada a perder. Só essa gente é que lucra com a proposta do amor ao próximo que Jesus vem trazer. Este povo que vive nas beiradas da vida não faz mais parte do mundo certinho e é justamente esta situação que os faz ser receptivos à novidade de vida que lhes é plantada nos corações. Essa realidade parece ser mais difícil de acontece com as pessoas satisfeitas e estabelecidas no seu dia-a-dia.

Conclusão

O fato de Jesus voltar-se para as pessoas que caminham pelos corredores laterais da vida irrita esse pessoal mais arraigado nos seus costumes. Notem que Jesus costuma se desviar dessa gente para ir ao encontro das pessoas pobres; doentes e socialmente fracas. Agindo assim Ele quer deixar claro para todas; para todos que o Seu amor é sem fronteiras; que o Seu amor pode ultrapassar todo e qualquer cercado e que este amor “pode mudar a face do mundo”. Nós também, muitas vezes, não entendemos nada da mensagem que Dele ouvimos. Jesus, entretanto, se desvia das nossas falhas e dos nossos medos para se aproximar de nós; mergulhar nos nossos pensamentos; aproximar-se dos nossos corações; inserir-se no nosso entendimento. Você entendeu esta prédica?

P. Renato Luiz Becker
Itoupava Central – Blumenau (SC)
Dia 04 de agosto de 2013



O Dinheiro rege mesmo o Mundo?

Introdução

No Antigo Testamento existe a regra do dízimo que se deve dar a Deus. O dízimo é um sinal evidente de que as pessoas que querem segurar tudo para si acabam perdendo o que tem. Ora, Deus nos sonha como senhoras; como senhores do dinheiro, nunca como filhas e filhos que vivem sob o senhorio do dinheiro! Para crescermos neste conceito, proponho a leitura de 1 Timóteo 6.6-11a...

6 - É claro que a religião é uma fonte de muita riqueza, mas só para a pessoa que se contenta com o que tem. 7 - O que foi que trouxemos para o mundo? Nada! E o que é que vamos levar do mundo? Nada! 8 - Portanto, se temos comida e roupas, fiquemos contentes com isso. 9 - Porém os que querem ficar ricos caem em pecado, ao serem tentados, e ficam presos na armadilha de muitos desejos tolos, que fazem mal e levam as pessoas a se afundarem na desgraça e na destruição. 10 - Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos. 11 - Mas você, homem de Deus, fuja de tudo isso.

O Amor ao Dinheiro

Há muitos ditados sobre o tema “dinheiro”. Conheço três deles: - Toda pessoa tem seu preço! - O dinheiro compra tudo! - O dinheiro não traz felicidade, mas acalma!  

Esses dias eu andei me perguntando: - Quando é que uma pessoa se torna rica? - Quando ela tem R$ 150.000,00 depositados na sua Conta Bancária? – Quando ela é dona de R$ 1.000.000,00 e mora numa bonita casa?...  

Quem se envolve com este tema, logo começa a brincar com a ilusão de que a pessoa rica tem tudo o que precisa para viver. Se isso de fato fosse assim, todas as pessoas ricas deveriam ser muito felizes; muito satisfeitas. Seguindo o mesmo raciocínio, todas as pessoas pobres deveriam ser extremamente insatisfeitas; extremamente infelizes.

Não é isso o que se percebe, nem com as pessoas ricas e nem tampouco com as pessoas pobres. Gente querida! Isso já é um sinal evidente que o dinheiro não é tudo na vida. O fato é que o problema do dinheiro está no sentimento que ele desenvolve no ser da pessoa. É assim que quem tem dinheiro quer mais dinheiro. A pessoa que alcança um bom montante na sua conta bancária não se acalma, mas fica inquieta; preocupada. Quer dizer, o problema não está no dinheiro em si, mas naquilo que ele faz acontecer no coração das pessoas. 

Conclusão

O sentido de suficiência proposto por Paulo (7-8) não se alcança a partir de uma luta renhida, mas a partir de uma relação com Deus que nos promove a perspectiva de novos valores. Assim, uma sociedade que só conhece o valor do dinheiro é uma sociedade empobrecida. É uma sociedade que só se apoia num ponto e, esse, de um modo geral, parece ser o problema da sociedade brasileira. Observem que é com este tipo de pessoas que tratamos, a partir da Comunidade Evangélica de Itoupava Central. Deus sonha em alargar o pensamento das Suas filhas e dos Seus filhos, quando lhes retira do coração o “amor ao dinheiro”; quando lhes mostra os valores da fé, do amor, da misericórdia, da amizade, da esperança...  

Oração

Jesus, nós nos deixamos envolver facilmente pelo brilho que o dinheiro produz. Permite-nos a descoberta de como é limitada e pobre a pessoa que só conhece o dinheiro. Dá que possamos descobrir a riqueza que Tu nos presenteias. Amém!


P. Renato Luiz Becker
Dia 31 de julho de 2013
   Itoupava Central – Blumenau (SC) 



É na Rotina que se esconde a Surpresa!

Introdução

Muitas; muitos de nós vivemos dentro de uma rotina. Levar às crianças para a escola; fazer pequenos trabalhos em volta da casa; organizar as refeições; ir ao trabalho todas as manhãs; trabalhar no comércio, na indústria ou no escritório. Isso tudo pode ser um tanto tedioso.

A rotina, entretanto, nem sempre é prejudicial. É como andar de automóvel. A gente não precisa pensar em ligar a chave do carro; em engatar a primeira marcha; em virar a direção para a direita ou para a esquerda.  Quem sabe dirigir até pode curtir a paisagem e ainda ouvir o noticiário no rádio do carro. Isso também acontece quando vamos dando conta dos nossos recados no dia-a-dia. Aí sempre ainda sobra tempo para se fazer outras coisinhas, como por exemplo: Prestar atenção nas nossas filhas e nossos filhos quando eles falam sobre os acontecimentos vividos na escola ou nas notícias que estão movendo o mundo em que vivemos.

De repente acontece alguma coisa que não esperávamos, como o fato que aconteceu para o lavrador que arava a terra do seu patrão. Aqui eu convido vocês a ouvirem o texto de Mateus 13.44-46.

44 - O Reino do Céu é como um tesouro escondido num campo, que certo homem acha e esconde de novo. Fica tão feliz, que vende tudo o que tem, e depois volta, e compra o campo. 45 - O Reino do Céu é também como um comerciante que anda procurando pérolas finas. 46 Quando encontra uma pérola que é mesmo de grande valor, ele vai, vende tudo o que tem e compra a pérola.

Que surpresa!

Arar a terra, essa era a rotina do homem da parábola que acabamos de ouvir. Ele entendia muito bem deste riscado. Ôpa! A pá do arado trancou! Os bois param de fazer força e o tal lavrador larga o arado para ver o que aconteceu. Surpresa! Não é uma raiz ou uma pedra, mas uma caixa que o impede de continuar lavrando. Ele abre a dita caixa e percebe que ela está cheia de prata (ouro?). Ele explode alegria. Essa caixa vai mudar a sua vida. Agora a sua vida tem um novo sentido. Tudo aquilo que antes lhe era caro, aquele homem pode passar nos trocos para comprar o lote de terra que lhe permitirá a vida que sempre sonhou.

É mais ou menos isso que pode nos acontecer se, no meio dos nossos afazeres diários, nos encontrarmos com a pessoa de Jesus Cristo. A gente não espera por esse encontro, mas daí, do nada, o céu pode se abrir para nós: Alguém nos falar uma palavra clara que entendemos como nunca antes tínhamos entendido; nós podemos tomar uma decisão que sempre queríamos ter tomado, mas não tínhamos coragem de tomá-la; nós podemos nos encontrar com alguém que nos animou a investir na nossa vida; nós podemos perceber uma luz que vem clarear aquele tal canto escuro da nossa vida e nós, finalmente, percebemos aquela verdade que, simplesmente, vai resolver o velho problema com o qual nos debatíamos.

Conclusão

Sim, vale a pena viver os nossos dias com os olhos e os ouvidos abertos, mesmo que a rotina nos atrapalhe; incomode-nos. Sabe lá, hoje, nesta semana que se inicia, Deus não queira nos fazer uma grande surpresa. Amém!


P. Renato Luz Becker
Dia 24 de julho de 2013
Itoupava Central



Mordomia Cristã – Os nossos Tesouros

Introdução

Mordomia Cristã é a administração responsável dos recursos do Reino de Deus que foram confiados a uma pessoa ou a um grupo com reflexos no dia-a-dia. Em Gênesis 39.1-4 fica evidente que um  mordomo serve.

Tesouros!

O que é um tesouro? É uma porção de dinheiro, de objetos e bens materiais. O que fazemos com o tesouro que nos é confiado? É de responsabilidade pessoal o uso correto dos tesouros! Vejamos a postura de Jesus Cristo em relação aos tesouros que adquirimos na terra. Para surpresa de muitos, Jesus Cristo falou acerca do dinheiro com maior frequência do que sobre qualquer outro assunto, com exceção do Reino de Deus.

Em Marcos 12.41 que Jesus observava as pessoas que lançavam seu dinheiro no gazofilácio. Ou seja, Jesus se propôs a ver o que as pessoas davam e a discernir com que espírito elas davam. Dá para se dizer que três conversões são necessárias na vida de uma pessoa: a conversão do coração, a da mente e a da bolsa (dinheiro). Martin Lutero
O lado bom do Dinheiro!

O dinheiro pode ser usado como bênção. O dinheiro bem usado  reflete o nosso relacionamento com Deus (ofertas, dízimo...). Em Mateus 6.3-4 Jesus nos ensina em relação à oferta: “Tu, porém, ao dares a oferta, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua oferta fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”

Com relação às ofertas, em Mateus 5.23-24 Jesus dá uma recomendação bem concreta aos que estão brigados: Antes de ofertar precisamos passar pelo processo da reconciliação.

Já em relação ao dízimo, é interessante observar que para Abraão, o Pai da Fé, o dízimo é uma decisão que expressa gratidão. Em Gênesis 14.20b se lê: “E de tudo lhe deu Abrão o dízimo.”
É interessante que Jacó, neto de Abraão, tem a mesma atitude de gratidão. “... e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo.” (Gênesis 28.22b) Notem que os dois fatos se deram antes da instituição da Lei dada por Deus a Moisés.

Jesus fala do lado bom do Dinheiro

Em Lucas 10.25-36 conhecemos a história do Bom Samaritano. Ele usou generosamente o seu dinheiro em benefício de uma pessoa desconhecida. No verso 35 se lê: “No dia seguinte, tirou dois denários os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa faltar a mais, eu te indenizarei quando voltar”.

Jesus permitiu que mulheres de posse ajudassem a sustentar seu ministério. Em Lucas 8.1-3 se percebe mulheres prestando assistência a Jesus com seus bens.
O lado ruim do Dinheiro!

Jesus chama as riquezas de “mâmon”. Para Jesus “mâmon” é deus (Mateus 6.34). É deus com letra minúscula. Mas como tantos outros “deuses” este também exerce uma força muito grande sobre as pessoas. É um poder que busca dominar-nos. Assim, para Jesus, dinheiros, tesouros e riquezas são, por assim dizer, um deus que precisa ser vencido. Muitas pessoas mostram verdadeira devoção ao dinheiro.

Nossos corações apenas têm lugar para uma devoção toda abrangente, e somente podemos agarrar-nos a um Senhor (Jesus). Dietrich Bonhoeffer

O que precisamos reconhecer é o poder sedutor de “mâmon”. O dinheiro, a riqueza e o tesouro tem poder. Quem não descobrir essa verdade, corre sérios riscos!

Jesus fala do lado ruim do Dinheiro!

Quando Jesus fala das riquezas, Ele quer que as pessoas voltem as costas ao deus “mâmon”, a fim de adorar ao Deus único e verdadeiro.

O jovem rico perguntou a Jesus o que fazer para ganhar a vida eterna e recebeu uma dura resposta. Em Mateus 19.21 está escrito: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu...”.

Para aquele jovem a riqueza era um deus e exigia devoção completa. A Bíblia finaliza esse assunto registrando: “Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades”. (Mateus 19.22). Para aquele jovem o dinheiro se tornara um ídolo que tudo exigia e, por isso, tinha de ser totalmente rejeitado.

A força do Tesouro (Dinheiro)...

Por trás do dinheiro estão potestades espirituais invisíveis, poderes sedutores e falsos. Foi esse o fato que o apóstolo Paulo viu quando observou que (“o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. (1 Timóteo 6.10).

O apóstolo Paulo falou acerca da mesma coisa que Jesus abordou em suas muitas declarações acerca do dinheiro, a saber, que ele é um deus e que procura sujeitar-nos. Paulo sugere que o amante do dinheiro fará qualquer coisa para obtê-lo. O amor ao dinheiro exige devoção total.

O que fazer com nossos Tesouros?

Honra ao SENHOR com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda... Provérbios 3.9 Em 2 Coríntios 9.7 Paulo recomenda: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria”.

Como palavra final, retenhamos o que Jesus disse em Mateus 6.21: “porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”.

- Para pensar: a) Temos ofertado com o coração? b) Temos adorado o deus “mâmon”? c) O dinheiro mexe conosco? d) Há o que compartilhar sobre o assunto: vitórias, derrotas...?


P. Renato Luiz Becker 




Mas que Presente!

Introdução

A semana que passou foi dedicada ao Dia Mundial do Meio Ambiente. Muitos de vocês devem ter percebido que andou faltando em muitos bairros de Blumenau. Ironia do destino? A água é um elemento básico no mundo. Dela dependem as pessoas, os animais, toda a Criação. Nós, aqui no sul do Brasil, ainda não temos problemas neste sentido. É só abrir a torneira e a água já jorra sempre clara e fresquinha.  

Nós não só usamos essa água para beber e cozinhar. Também tomamos banho com ela; lavamos a louça e a roupa com ela; esfregamos o chão, limpamos o carro e também o banheiro com ela. Passa pela nossa cabeça que uma em cada seis pessoas não tem acesso à água potável no mundo; que muitas pessoas precisam caminhar quilômetros até chegar a um recipiente, onde podem coletá-la para levá-la para casa?

Distância de Deus

Pior que a falta da água pura é a distância que muitas pessoas se encontram de Deus, o Criador. A humanidade tem se afastado mais e mais de Deus. Poucos ainda perguntam sobre a sua origem e a maioria das mulheres e dos homens já se deixa persuadir de que são um produto do acaso e de que não tem outro propósito na vida do que procriar a fim de preservar a espécie. Tal crença pode secar a alma. Daí que não é à toa que muitas pessoas se apegam aos bens materiais; que muita gente procure a sua sorte aqui e agora e não pense mais no futuro.

O profeta Isaías pergunta ao povo de seu tempo: "Por que vocês gastam o dinheiro que vocês suaram para ganhar com o “pão” que não mata a fome? Ouçam a Mim e façam o que Eu lhes digo; daí então vocês experimentarão a saciedade. Ouçam-me! Aceitem as minhas instruções e vocês viverão! (Isaías 55.2-3)

E nós hoje? Quantas vezes nos damos por satisfeitos com as ofertas superficiais que nos são oferecidas? Gente querida! Estas “pequenas ofertas” não podem nos manter vivos em longo prazo. É por isso que o nosso Criador nos oferece outra Proposta de Vida. Ele mesmo veio até nós como homem para satisfazer nossa fome de verdadeira realização. Ele disse: “Aquele que crê em Mim nunca terá sede e aquele que crê em Mim já tem a vida eterna" (João 6.35 e 47)

Conclusão

Esta oferta é um presente valioso e diz respeito a todas as mulheres e a todos os homens. Nós não precisamos pagar por isso, porque Jesus já o pagou por nós. A graça de Deus não é barata. Ela é mais preciosa do que a água e, mesmo assim, é gratuita!

P. Renato Luiz Becker


09 de junho de 2013.

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E Viva o Amor!

Introdução

Diz-se que a cristandade já festejava o Dia dos Namorados o quarto século; que esta data festiva tenha se originado a partir da pessoa do Monge Valentim, Bispo da cidade italiana de Terni, no século 3. Naquela época vigorava um Decreto Imperial que proibia a celebração de matrimônios na Igreja. Valentim ignorava a tal da Lei e, inclusive, presenteava os casais recém-casados com flores que ele mesmo colhia no seu jardim. De acordo com a lenda, o Imperador mandou executá-lo no dia 14 de fevereiro de 268 por causa de essa sua desobediência, e por não abdicar da sua fé cristã. Foi só depois de cem anos da sua execução que o Dia de São Valentim, o nosso Dia dos Namorados, passou a ser celebrado no Império Romano. Esta história não tem como ser comprovada, mas é contada adiante de geração em geração.

Festejar o Amor
No Salmo 13.5 o salmista dá um testemunho: “Eu confio no Teu amor. O meu coração ficará alegre, pois Tu me salvarás.” Já em Lucas 6.19-20 se lê: “Todos queriam tocar em Jesus porque dele saía um poder que curava. Jesus olhou para os seus discípulos e disse: Felizes são vocês, os pobres, pois o Reino de Deus é de vocês.”
Jesus, nos Seus discursos, sempre promovia o “amor”. Daí que as pessoas sempre O procuravam com o intuito de tocá-lo em busca do poder que gerava a cura. Sim, Jesus sempre se colocava como um Ajudador; como um Curador; como um Salvador que tinha vindo para fortalecer Suas irmãs e Seus irmãos a partir do “amor”.
O “amor”, este foi o maior legado que Jesus nos promoveu. Amar ao próximo; curá-lo; ajudá-lo; exaltá-lo e santificá-lo – essa sempre foi a Sua máxima. Hoje em dia, para muitas pessoas, a palavra, “amor” soa um tanto mágica. Assim, penso que o Dia dos Namorados seja um momento propício para refletirmos sobre o assunto.

Queridas e queridos! Nada, ninguém pode abafar o amor entre duas pessoas. O dia 12 de junho, quarta-feira, novamente será como uma poesia dedicada ao “amor”. Trata-se de uma boa data para abordar-se a temática do “amor” e, imagino eu, que se Jesus vivesse entre nós, Ele, certamente, também faria uso desta oportunidade.

O comércio está nos incitando a marcarmos o Dia dos Namorados com um símbolo de “amor”. Neste momento as floriculturas já se preparam para faturar com a venda de rosas vermelhas. Será que não existe um presente melhor?

Não sei como é com vocês, mas fico mexido e, depois, encorajado quando alguém diz gostar de mim; dá-me um frio na barriga e, depois, não me sinto mais tão pequeno quando alguém me diz que precisa de mim e que não dá conta de fazer isso ou aquilo sozinho; fico animado e, depois, muito alegre quando alguém me convida a caminhar junto com o argumento que, desse jeito, somos mais fortes.  

Conclusão

Que palavras simples de serem ditas! Porque será que elas são tão difíceis de serem expressas? Será que a tua parceira ou o teu parceiro não estão ávidos para ouvir algo assim? Penso que o Dia dos Namorados seja um bom dia, para expressarmos nosso “amor”. Expressem-no um ao outro; umas às outras; uns aos outros. Verbalizem-no às pessoas que se assentam à sua direita e à sua esquerda. Repartam-no com as pessoas que vocês acabaram de conhecer. Atitudes deste porte não custam dinheiro e promovem alegria, não apenas aos floristas e aos vendedores de chocolates.

Oração

Querido Deus! Nós Te agradecemos pela existência do “amor” e que nós podemos vivenciá-lo. Agradecemos-te por que Tu nos ajudas a experimentar e a repartir o “amor”. Senhor! Abençoa o Teu mundo; cura as pessoas doentes e sacia as que têm fome; promove esperança para as pessoas que experimentam cansaço; consola as pessoas desesperadas; ressuscita as que experimentam a morte. Pai-nosso...



P. Renato Luiz Becker
Casais Girassóis
Comunidade Evangélica de Itoupava Central
Dia 07 de junho de 2013 – 20h


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Articuladores de Vida!

Mateus 9.35-38

Introdução

Muito trabalho e poucos colaboradores... Penso que nós já conhecemos essa história - certo? Como é que resolveremos esse problema?

O Perfil de Jesus

Jesus era um sujeito otimista. Ele tinha clareza a respeito daquilo que precisava ser feito, mas também percebia que eram poucas as pessoas que “metiam a mão na massa” para fazê-lo. Isso mesmo! Jesus não se detinha nos problemas; não vivia num mundo fictício, mas Se colocava como um “Articulador da Vida”. Ou seja, Ele sabia dos problemas e das preocupações que os Seus conterrâneos tinham e, por isso mesmo, Se mostrava um tanto triste por ocasião desta fala.

Sim, Jesus via possibilidades além do horizonte. E nós? Quais os resultados que a nossa Comunidade poderia alcançar se tivéssemos mais gente ajudando nas tarefas que precisam ser levadas a cabo? Gente querida! O rendimento da nossa Comunidade Evangélica poderia ser bem maior aqui na Itoupava Central, se houvesse mais mãos ativas. Se mais irmãs e mais irmãos ajudassem na obra de Deus, então, certamente, nós poderíamos levar o Evangelho para um número bem maior de pessoas do que atualmente levamos...

Jesus foi um profeta realista. Ele via o presente e o futuro; Ele via o trabalho e, ao mesmo tempo, os cestos cheios da boa safra; Ele via o reboco caindo, mas também percebia a perspectiva da nova fachada. Ele vê o nosso potencial e tudo aquilo que pode ser feito a partir dele. Ele nos vê como somos e, ao mesmo tempo, aquilo que nós ainda podemos vir a ser.

No texto que estamos trabalhando, Jesus tentava mostrar aos Seus discípulos que a oração libera possibilidades inimagináveis; que Deus, o Todo-Poderoso, quer trabalhar; agir ao nosso lado. Estamos cientes disso? Qual é o tamanho da nossa fé aqui na Igreja do Salvador? Confiamos que Ele possa promover mudanças na nossa vida diária; um novo começo na nossa Comunidade?

Conclusão

Jesus está aqui do nosso lado. Ele diz para você e para mim: - Não perde de vista aquilo que é necessário, mas pense maior! Não esqueça as possibilidades que Eu posso te presentear. Peça-me ajuda! Coloque todas as tuas esperanças em Mim, porque Eu tenho soluções para os problemas que, para vocês, parecem insolúveis. Não esqueçam que "Eu sou o caminho, a verdade, e a vida."

Opa! Vocês estão ouvindo o que eu ouço? – Por que vocês ainda não contrataram um Catequista para trabalhar na área do Ensino na Sua Comunidade? Por que vocês ainda não deram jeito de contratar uma diácona e ou um diácono para ir de encontro das pessoas que sofrem carências? Vocês não percebem que um obreiro Pastor é muito pouco para um canteiro de obras tão grande como o de vocês? (João 14.6) Ajudem! Contribuam mais com o Reino de Deus e vocês vão ver; vão experimentar chuvas de bênçãos!



P. Renato Luiz Becker
02 de junho de 2013.

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Um Bom Investimento

Introdução

Outro dia li o que a redatora de um jornal escreveu no primeiro parágrafo para uma reportagem sobre perfume: “Milhares de flores morrem para que alguém se volte quando você passa. Pense nisso quando comprar um perfume – não lamente o preço.” Não lamente o preço... Houve uma ocasião em que os discípulos lamentaram o preço... Ouçam o texto de João 12.1-8...

1 - Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi ao povoado de Betânia, onde morava Lázaro, a quem ele tinha ressuscitado. 2 - Prepararam ali um jantar para Jesus. Marta ajudava a servir, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3 - Então Maria pegou um frasco cheio de um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela derramou o perfume nos pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e toda a casa ficou perfumada. 4 - Mas Judas Iscariotes, o discípulo que ia trair Jesus, disse: 5 - Este perfume vale mais de trezentas moedas de prata. Por que não foi vendido, e o dinheiro, dado aos pobres? 6 - Judas disse isso, não porque tivesse pena dos pobres, mas porque era ladrão. Ele tomava conta da bolsa de dinheiro e costumava tirar do que punham nela. 7 - Então Jesus respondeu: - Deixe Maria em paz! Que ela guarde isso para o dia do meu sepultamento. 8 - Os pobres estarão sempre com vocês, mas eu não estarei sempre com vocês.

Derramando Perfume

Você pensa em comprar um perfume caro? Já entrei em perfumarias onde um pequeno frasco de perfume pode custar o equivalente ao salário anual de um trabalhador. O texto bíblico sobre o qual nós estamos nos debruçando fala de tal perfume. Na época de Jesus, um litro do perfume com o qual a Maria perfumou os pés de Jesus correspondia ao salário anual de um trabalhador comum (João 12.05; Mateus 20.2). Este óleo com o qual Maria ungiu Jesus era retirado de uma planta chamada “nardo”, que ainda hoje cresce na região do Himalaia. A careza da sua importação se devia ao longo caminho entre a Palestina e o Himalaia.

Os discípulos de Jesus que testemunharam aquela unção balançaram a cabeça demonstrando claramente a sua desaprovação. Judas, representando a sua turma, até ousou dizer: - Ô Pessoal! Isso aí não está certo... Nós poderíamos vender este óleo no mercado por umas 300 moedas de prata e, depois, doar toda a “grana” para as pessoas pobres. (João 12.5) Jesus ouviu aquela palavra e se colocou ao lado da Maria dizendo: - Deixem a Maria em paz! Ela apenas antecipou a unção para o meu funeral! (7). Gente querida! Jesus sabia que Judas era um ladrão (6), e que, em poucos dias, viria a traí-Lo. (João 13.2 e 21)

Nos dias de hoje nós somos muito cuidadosas; muito cuidadosos na aplicação do nosso dinheiro. Nós sempre o aplicamos lá onde ele vai gerar lucro. Ao derramar o caro perfume nos pés de Jesus, Maria não estava preocupada em fazer um investimento que lhe desse alto retorno. Nada disso! Ela só queria dar a honra que Jesus, no seu entender, merecia. Ela fez aquele gesto movida por gratidão; por amor. Porque ela era grata a Jesus? Ora, porque Ele a tinha presenteado com vida digna, depois de livrá-la da tortura de vários demônios (Lucas 8.2). Também é provável que ela já estivesse intuindo a morte de Jesus e, assim, aproveitou a oportunidade para agradecer-Lhe com tudo o que tinha de uma forma prática; plástica.

O feito da Maria é um pequeno exemplo daquilo que Deus, o nosso Pai, fez por nós quando permitiu que Seu Filho morresse na cruz para nos salvar da morte eterna (João 3.16; Romanos 8.32). Deus já sabia de antemão que muitas pessoas rejeitariam a Sua oferta. Quem crê em Jesus Cristo recebe o perdão e a vida eterna. Foi por isso que Deus sacrificou o Seu mais Precioso Bem em favor de nós: Seu próprio Filho. Não é impressionante?!

Conclusão

Deus não sonha com mais nada, a não ser que aceitemos Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador; que nos deixemos preencher do Seu Amor e que, ao mesmo tempo, repartamos deste amor com quem se encontra próxima; próximo de nós. Maria repartiu do seu amor derramando o óleo caríssimo nos pés de Jesus. Derramemos nós também das nossas primícias sobre os pés; sobre as cabeças das outras; dos outros. Perfumemos as pessoas que estão do nosso lado, a partir de atos reais, com a fragrância que brota da nossa relação com Deus. Amém!


P. Renato Luiz Becker
Itoupava Central
Blumenau – SC
Dia 17 de março de 2013

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Cura e Reconciliação

Introdução

Querida Comunidade. O evangelista Lucas era médico e só escrevia para pessoas cristãs não judias. Aliás, Lucas foi o único escritor do Novo Testamento que abordou assuntos sobre os sentimentos e os atos que brotam da fé cristã. Vamos ler o texto de Atos 2.41-47?...

41 - Muitos acreditaram na mensagem de Pedro e foram batizados. Naquele dia quase três mil se juntaram ao grupo dos seguidores de Jesus. 42 - E todos continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações. 43 - Os apóstolos faziam muitos milagres e maravilhas, e por isso todas as pessoas estavam cheias de temor. 44 - Todos os que criam estavam juntos e unidos e repartiam uns com os outros o que tinham. 45 - Vendiam as suas propriedades e outras coisas e dividiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um. 46 - Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do Templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade. 47 - Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E cada dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas.

O texto que acabamos de ouvir parece dar a entender que na Comunidade Primitiva as relações pessoais eram um sonho. Nada disso! A Palavra que ouvimos é apenas um resumo; uma pequena ideia daquilo que era aquela Igreja da primeira hora. Onde experimentamos algo assim hoje? 

A Comunidade Primitiva

Ouvimos que as pessoas batizadas permaneciam firmes na Doutrina dos Apóstolos. Essa “doutrina dos apóstolos” eram os relatórios e as falas a respeito de Jesus; de Sua vida; de Sua paixão e de Sua ressurreição. Sim, os apóstolos queriam seguir; viver; agir e ensinar da maneira como Jesus viveu; agiu e ensinou. Foi por isso que fizeram de tudo para transmitir a Boa Notícia do jeito que podiam. E uma boa maneira de se fazer isso é contar histórias. Foi o que Lucas fez no livro de Atos; foi o que a liderança fez; foi o que a Comunidade fez, enquanto davam testemunhos da sua vida de fé a partir do Ensinamento dos Apóstolos. É o que as orientadoras e os orientadores do nosso Culto Infantil fazem. Fazemos o mesmo com nossas filhas, nossos filhos, nossas netas e netos?

Ouvimos que as pessoas se envolviam com a Comunidade. O texto lido informa que as pessoas batizadas eram unidas e que tinham tudo em comum; que vendiam suas propriedades e seus bens para reparti-los, conforme as necessidades que iam se mostrando. Opa!... Isso é importante! A Comunidade Cristã ajuda a quem se encontra em dificuldade. Não é assim que um governo é bom quando faz algo pelas pessoas pequenas; ruim quando não faz? O mesmo juízo também vale para a Comunidade Cristã! Como é que será que nos julgam por aí nas baixadas de Itoupava?

Ouvimos que as pessoas permaneciam fiéis
​​no Partir do Pão. No início da Era Cristã o ato de Partir do Pão visava acabar com a fome das pessoas e, ao mesmo tempo, a Celebração da Ceia do Senhor. Aliás, todas as refeições que tomamos têm algo de Celebração em si. Jesus sempre comparava o Reino dos Céus com uma refeição porque ela, a refeição, sempre cria comunhão entre as pessoas e com o Cristo Ressurreto.

Ouvimos que as pessoas permaneciam em constante oração. O texto nos informa que a Comunidade era unida e que, diariamente, louvava a Deus no templo orando, enquanto partiam o pão. Isso também acontecia nas casas particulares. Quer dizer, a Comunidade se entendia como parte do Povo de Deus; vivia o chamado de Deus para ser Povo Santo.

Conclusão

Os Grupos que se reúnem em casas e na Comunidade ficam sabendo das necessidades da vizinhança. Se estes grupos agirem, eles poderão vir a ser conhecidos como os Centros Vitais da Comunidade. A função do Culto é congregar todos os Grupos na comunhão; na adoração e na Ceia do Senhor. Coisa boa poder perceber a presença de Jesus Cristo no meio de nós. Cada Culto quer ser uma pequena Festa Comunitária. As conversas que antecedem o Culto; os diálogos que se dão depois do Culto; tudo contribui para a edificação da Comunidade Cristã. Ninguém de nós é apenas visita no Culto, mas participante do mesmo. Venham e participem do Culto com seus dons e com seus talentos; orem ao Senhor tão vividamente quanto possível; peçam pela bênção de Deus. Amém!


P. Renato Luiz Becker
Dia 10 de março de 2013
Itoupava Central
Blumenau - SC


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O Guarda-Chuva de Deus!

Introdução
O Salmo 91.1-2 nos diz que “a pessoa que procura segurança no Altíssimo e se abriga na Sua sombra protetora, experimenta um Deus defensor e protetor”. Leio esta pelavra na versão alemã: “Wer unter dem Schirm des Höchsten sitzt und unter dem Schatten des Almächtigen bleibt der spricht zu dem Herrn: Meine Zuversicht und meine Burg, mein Gott, auf dem ich hoffe.”
Boa Proteção

Em 1967 eu dei carona, debaixo do meu guarda-chuva, para uma pessoa idosa... Este guarda-chuva que Deus abre sobre nós não tem nada a ver com proteção de sol ou chuva. Trata-se de um guarda-chuva especial para pessoas como nós que aqui nos encontramos nesta Reunião do Sínodo Vale do Itajaí; para pessoas que tem preocupações; para pessoas que experimentaram e ainda experimentam derrotas; para pessoas que estão às voltas com suas culpas e seus medos...

Que bom abrigo é este! Pelo jeito o salmista fez ótimas experiências com Deus. Notem que ele não “se achou”; ele não se mostrou arrogante por causa do cuidado que Deus teve com ele. No Salmo em questão não está escrito que, uma vez achada proteção debaixo deste guarda-chuva, se  está protegido para o resto da vida. No texto está escrito, isso sim, que o guarda-chuva de Deus nos dá a confiança, a esperança e a certeza de que Deus vai conduzir os nossos caminhos. É só debaixo da proteção de Deus que podemos nos sentir cuidados, nem mais nem menos que as outras pessoas que também são cuidadas pelo Criador. O cartaz da IECLB para 2013 mostra isso!

Conclusão

Ninguém pode induzir Deus a agir assim ou assado. Se confiarmos em Deus, Ele não nos deixará na mão; Ele se tornará um castelo forte para nós. Só sob a proteção de Deus é que nós podemos nos sentir seguras; seguros dos ataques que porventura viermos a sofrer. Coisa boa saber disso: “Unter deinem Schirmen bin ich vor den Stürmen aller Feinde frei...” Sob o guarda-chuva de Deus eu estou protegido de todas as tormentas e de todos os inimigos que possam me machucar. Amém!

P. Renato Luiz Becker


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Pessoas Pequenas!

 Mateus 18.1-5

Introdução

Querida Comunidade! Aos quarenta anos muitas e muitos de nós se perguntam: - Cheguei lá onde eu queria? - Vou seguir no mesmo ritmo até os 60?... Sim, nós sempre refletimos sobre o nosso salário; sobre a nossa aposentadoria; sobre a projeção que queremos dentro da sociedade. Os discípulos também pensavam assim e, por isso, quiseram saber de Jesus quem deles seria maior no Reino de Deus. Será que ao fazer esta pergunta eles pensavam mesmo no Reino de Deus? Será que eles não estavam sonhando com uma posição de mais destaque no “Novo Céu e na Nova Terra”?...

A Criança é nosso Modelo

Os discípulos tinham caminhado três anos ao lado de Jesus. Eles tinham acompanhado Sua ascensão de Pastor Itinerante a Herói Popular. Não seria justo que também eles “sofressem” alguma posição de destaque no Novo Reino que se aproximava?... Claro que sim! Os discípulos criam que a “carreira” de seu Mestre tinha chegado ao ápice e que, em vista disso, eles seriam guindados à condição de ministros do Rei Jesus. Foi isto que os motivou a sugerir-Lhe que estabelecesse, de uma vez por todas, as “regras da hierarquia”.

Toda a nossa sociedade se pauta por “regras de hierarquia”. Os indivíduos que têm bons relacionamentos sempre são mais bem vistos do que os que não os têm. No meio disso, as pessoas que estão “no alto”, sempre são mais ouvidas. A posição social; o dinheiro; o jeito de ser; a boa retórica, enfim, tudo contribui para quem almeja viver posições mais altas na sociedade. Na cristandade isso não deveria ser assim, mas é. Também na Igreja existe hierarquia. Nos Sínodos da nossa IECLB, por exemplo, se diz que não há “diferença” entre as pessoas chamadas ao Ministério Pastoral e às chamadas ao Ministério Catequético, Diaconal ou Missionário. No entanto, somente Pastoras e Pastores podem sonhar com o título de Sinodal. Isto está certo ou errado?...

Penso que Deus meneia a cabeça ao perceber nossa ingenuidade. E daí, se este ou aquele; se esta ou aquela ostenta mais poder? Será que Deus precisa articular Seus pensamentos tal como nós o articulamos? Não! Deus não é mesquinho como nós...

Jesus e os Seus discípulos caminhavam para Jerusalém. Jesus sabe que vai ser crucificado e, enquanto reflete esta questão, os discípulos se preocupam com a tal da “hierarquia” que poderão desfrutar no Reino de Deus. Eles perguntam: - Jesus! Diga-nos, por favor... Quem de nós será maior no Teu Reino?...

O povo das cercanias de Jerusalém se acercava mais e mais de Jesus. As pessoas que O procuravam eram gente sem esperança; gente que não tinha nada a perder. Junto com o povaréu também vinham crianças pobres, mal vestidas, sujas e, quem sabe, com um nariz por limpar. Elas estavam ali porque tinham fugido dos seus proprietários.

Naquela época os judeus eram tão pobres que precisavam vender suas filhas e seus filhos para poderem pagar dívidas. Assim, na casa dos seus senhores, estas crianças tinham a incumbência de lavar os pés dos visitantes que, geralmente, estavam sujos de poeira. Era uma “gentinha” que não tinha futuro, mas mesmo assim ostentava esperança no olhar, tal como as nossas crianças de rua ostentam.

Foi uma criança deste tipo que Jesus “hierarquizou”. Pegando-a nos braços Ele disse: - Se vocês não mudarem o rumo de suas vidas e não se igualarem a esta criança, então vocês não terão a mínima chance de experimentar o Reino de Deus. Essa Palavra deve ter causado um “choque” nos discípulos. A tal “criança hierarquizada” não tinha a mínima condição de almejar “crescimento” na sociedade e, em vista disso, os discípulos devem ter reagido mais ou menos assim: - Mas qual é!...

Certamente aquela Palavra de Jesus os fez refletir sobre a vida. Uma criança não escolhe as suas companhias; sempre precisa de alguém que lhe alcance o alimento, a bebida e a vestimenta. As crianças são dependentes e, por isso mesmo, receptivas. Elas esperam tudo de nós. Quer dizer, observar o caráter de uma criança e segui-la como modelo era preciso para vivenciar o Reino de Deus. Então, para que se desgastar tanto com a busca de “status”? Basta sermos as crianças e esperarmos de Deus, tal como elas esperaram de sua mãe e de seu pai.

O ano de 2013 já é à meia noite. Apresentemo-nos a Deus com nossas mãos vazias. Oremos; imploremos; escutemos Deus pela manhã, ao meio dia e à noite. Digam-Lhe: - Pai! Preciso da Tua ajuda!... Ele nos ajudará e os nossos olhos brilharão como brilham os olhos de uma criança. A partir daí as perceberemos nossas experiências como milagres e os caminhos que trilharmos nos conduzirão às pessoas que se encontram ao nosso lado. Ei pessoal! Nós podemos experimentar Comunidade no café, no almoço e no jantar que tomamos em comunhão; na Santa Ceia; no aperto de mão que o pessoal responsável pela acolhida nos dá; nos diálogos que acontecem aqui e acolá. Então, nada de profissionalismo ou perfeccionismo, mas de alegria pelo fato de estarmos juntos - é isso o que vale.

Conclusão

Querida Comunidade! Jesus diz que “quem aceitar uma criança em Seu nome, também O recebe como Deus”. Tomem nota disso: Nós continuamos sendo os braços estendidos de Deus aqui neste mundo. Com a história de Mateus 18.1-5 Jesus quer desviar nossos olhos do céu, esse assunto já está decidido para quem se pauta em Deus. Jesus nos faz perceber as necessidades deste mundo quando diz: - Cuidem das pessoas pequeninas; daquelas que não valem nada para a sociedade; daquelas que não tem a capacidade de se manter de pé; daquelas que se parecem com crianças... Estas “pessoas menores” que passeiam pelo mundo, precisam do nosso amor. Cada uma, cada um de nós conhece gente assim na sua própria casa. Amém!


P. Renato Luz Becker
Itoupava Central – Blumenau (SC)
31 de dezembro de 2012 – 18h




Futuro Garantido?
Introdução
Faz pouco, nós lemos o texto de Lucas 21.25-36. Daquele texto quero destacar o verso 28: Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima...
E quanto às Catástrofes?
Era hora do almoço. As crianças estavam saindo da escola. Uma delas veio correndo ao encontro de sua mãe, jogou-se em seus braços e, quase sem respirar, começou a repartir suas experiências em sala de aula: - “Mãe! Hoje fizemos uma aposta. Qual o primeiro mal que vai matar a vida na face da terra: a destruição das florestas, o buraco de ozônio, o efeito estufa, ou uma guerra nuclear...” – “Que é isso filho? - interrompeu a mãe – Sobre problemas desta ordem não se pode fazer apostas! Isso não é brincadeira, é algo muito sério.”
Gente querida! Será que aquelas crianças não estavam certas? Será que todas, todos nós não devemos nos perguntar qual destas catástrofes nos sobrevirão primeiro? Que coisa boa que nós, cristãs e cristãos, temos alguma informação sobre o que se sucederá no futuro. A Bíblia diz que o nosso Salvador virá antes que estas catástrofes aconteçam. Sim, o conhecimento que temos a respeito dos grandes problemas que mexem com o mundo nos estimulam a repensarmos a nossa vida. Jesus Cristo veio plantar plantinhas de esperança entre nós e, assim, nos dar alento no sentido de debatermos a respeito da vida que levamos; das dificuldades que enfrentamos. Agindo assim, não nos deixaremos levar no vento das previsões catastróficas, mas continuaremos a ser vigilantes como Ele nos pediu que fossemos.
Conclusão
Concordo que não é fácil refletirmos sobre a totalidade dos terríveis aspectos que rondam as nossas cabeças. Não é por nada que Jesus nos desafiou a “abrirmos os nossos olhos”; a “levantarmos as nossas cabeças” e a prestarmos atenção no desenrolar dos fatos. Nossas mentes devem estar livres para captar as mensagens de esperança que Deus nos dá. Então! Não olhem para baixo; não enfiem suas cabeças na areia, mas levantem seus olhares. Cristãs e cristãos agem assim como lhes estou sugerindo. Nós não podemos apenas dar sequência à nossa vida, baseados nas experiências do passado. Devemos, isto sim, enfrentar os problemas que nos assolam, com base na sabedoria que Deus nos dá de graça. A força e o poder para lidarmos com os problemas que nos cercam, a partir de olhos que veem, são oriundos da atitude que brota de um coração crente. É o Senhor Jesus Cristo que nos presenteia com a salvação, esta força que nos impele a escrever a história, a deixar de sofrê-la. Amém!
P. Renato Luiz Becker
Itoupava Central – SC
02 de dezembro de 2012



Quando será o fim dos tempos?


Marcos 13.1-8



Introdução


Os discípulos estão boquiabertos, estupefatos diante da grandiosa construção, das enormes paredes do Templo de Jerusalém. Se eles portassem máquinas fotográficas, certamente documentariam aquele momento glorioso! Jesus percebe que aquele grupo que Ele mesmo escolheu a dedo para fazer discipulado se comporta como se a eternidade já tivesse começado!



Transitoriedade


Não! A eternidade ainda está por vir e é por isso que Jesus, de forma muito centrada, finca um alfinete no balão dos sonhos que os discípulos estão sonhando. Ele lhes deixa claro que daquela construção “não ficará pedra sobre pedra”; que toda aquela obra que eles veem diante dos olhos é transitória; é passageira.


Os discípulos ficam intrigados e perguntam: - Mas Mestre, então, quando é que vai acontecer o fim dos tempos? Jesus lhes diz que não devem se preocupar com a data do Dia do Juízo Final, mas com o fato de que precisam permanecer firmes na fé até que aquele dia aconteça. Com esta fala Jesus prepara os Seus discípulos para o enfrentamento dos dias difíceis que ainda estão por vir. Que tempos são esses?


São os tempos de sedução quando Satanás (o sedutor do paraíso) espalhará sua malícia entre as pessoas; quando Satanás (a velha serpente) enviar seus “falsos cristos” que, aqui e ali, proclamarão “pseudo-verdades” com o objetivo de encaminhar as pessoas desavisadas para longe do Salvador que é Cristo, o Senhor. São os tempos de guerras e de incitamento para esta ou aquela filosofia de vida estranhas à fé cristã. Tempos de terremotos e de fome que vão indicar a proximidade do fim.


Em resumo, tal como as dores da mulher parturiente apontam para o nascimento da criança que está no seu útero, assim também estes processos dolorosos deixarão claro que “o momento novo” da nova mulher e do novo homem se aproxima.



Conclusão


Quando falamos a respeito do “fim dos tempos”, muitas vezes passa pela nossa cabeça a ideia de que tudo acabará!” Essa compreensão não é bíblica. O “fim”, na Palavra de Deus, deve ser entendido como o momento da “perfeição”; do “toque final”; da “cereja no bolo”. Daí que é essencial focarmos a nossa vida, sempre tão curta, em Jesus Cristo. Quem assim o fizer, estará promovendo sentido à sua vida.


Oração: Ó Deus onipotente, Pai nosso! Na Tua mão não está apenas o nosso tempo, mas todo o mundo. Ajuda-nos a confiar no fato de que Tu podes nos conduzir por dentro dos tempos difíceis que ainda hão de ser verdade na nossa vida. Guarda-nos de cairmos nas mais variadas tentações que pululam por aí. Segura nossa mão com Tua mão forte e promove-nos a graça de podermos olhar para o horizonte; para lá onde a Tua obra será consumada. Amém!



P. Renato Luiz Becker
Itoupava Central – SC
18 de novembro de 2012


Livres de Culpa!
Filipenses 1.3-11

Introdução
O apóstolo Paulo se caracterizou por ser uma pessoa muito amorosa. Quem lê a Carta aos Filipenses logo percebe que ele amava por demais aquela Comunidade. Onde se percebe este fato?  Simples de se contatar: Paulo ora pelos filipenses. Sim, quem ora a Deus, quem intercede a Deus pela pessoa que está ao lado, demonstra gratidão; amor.  Aqui proponho a leitura de Filipenses 1.3-11...

Experimentar Alegria
Paulo ora para que a Comunidade dos Filipenses experimente o crescimento no amor que analisa tudo e que, depois, reconhece o que é melhor. Vamos entender isso!...

Eu imagino que muitas, que muitos de vocês aqui presentes, em algum momento da sua história na Itoupava Central, já se alegraram com esta Comunidade. Estou certo?... Que tipo de alegria vocês sentiram?... Eu não estou me referindo àquela alegria que brota dentro do peito quando se alcança um objetivo. Eu não estou pensando naquela alegria que nos visita quando algum dos nossos projetos comunitários dá certo. Eu estou pensando, isto sim, na alegria que “faz casa” em nós quando percebemos as pessoas que fazem parte da nossa Comunidade; quando nos damos conta que estas mesmas pessoas estão tentando seguir as pegadas de Jesus, em conjunto.

Pois é justamente esta alegria que move o apóstolo. Paulo sente uma alegria misturada com gratidão quando pensa nos filipenses. Trata-se da alegria que resulta da obra de Deus acontecendo na Comunidade.

Quer dizer, a visão de Paulo não se limita apenas à verificação do que aconteceu no passado. Paulo também não se fixa na constatação dos bons momentos que acontecem no presente. Pulo direciona o seu olhar, cheio de esperança, para o horizonte.  É desse jeito que Paulo ora a Deus. Ele pede a Deus que Jesus Cristo, no dia da Sua Segunda Vinda, encontre a Igreja de Filipos pronta para viver o Momento Novo, o momento do Novo Céu e da Nova Terra. Quando é que uma Comunidade se mostra pronta para receber o Ressurreto? Ela se mostra pronta quando vive e age no amor. Paulo ora para que a Comunidade dos Filipenses cresça no amor, neste Amor que não amadurece, mas que sempre está em fase de amadurecimento...

Conclusão
Deus espera que a nossa Comunidade viva Amor Arraigado; Amor que saiba distinguir entre o que é importante e o que é desimportante; que quer o bem de quem se mostra próximo. É este o Amor que Deus sonha para a nossa Comunidade: Nada de buscar o prazer e ou o lucro na relação com o outro, mas testar tudo e, depois, decidir-se por aquilo que é o melhor para a Comunidade. Já pensaram se alguém de nós se levantasse e dissesse: Vou articular uma lista de pessoas pela quais poderemos orar diariamente. Ou: Vou criar um quadro onde todos os profissionais da nossa Comunidade poderão se expor gratuitamente... São tantas as possibilidades de se “sonorizar” o amor...

Oração

Senhor, às vezes me passa pela cabeça que é difícil olhar para o horizonte com o objetivo de melhor focar os outros. Ajuda-nos a perceber as outras pessoas como gente que são e não como se fossem apenas árvores. Dá que possamos escrever no nosso coração e nosso cérebro que não estamos neste mundo exclusivamente para nós; que possamos repassar o Amor do qual vivemos aos outros que vem até nós. Amém! 

P. Renato Luiz Becker
Dia 04 de novembro de 2012
Itoupava Central (SC)


Pregação para Culto do Dia da Reforma
Itoupava Central, 31.10.2012 – 20h

Prezada Comunidade, hoje celebramos 495 anos da Reforma. Comemorar o Dia da Reforma é destacar o testemunho e os ensinamentos de Lutero para nós hoje.

Primeiro:
Lutero não é o fundador da nossa igreja. A pedra fundamental da Igreja é uma só: Jesus Cristo. Lutero foi o líder de um movimento que pretendia mudanças na Igreja da época.
Em Wittenberg, onde era professor e pregador, Lutero deparou-se com uma situação que julgou merecer a atenção das pessoas cristãs. Por isso escreveu 95 Teses e as afixou na porta da igreja do castelo de Wittenberg, em 31 de outubro de 1517, com um convite aberto ao debate sobre elas.
Pois, na abertura de suas teses, Lutero afirmava: "Por amor à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero, mestre de Artes e de Santa Teologia e professor catedrático desta última, naquela localidade. Por esta razão, ele solicita que os que não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém."
O assunto das indulgências, que constava nessas teses, preocupou Lutero. As pessoas já não levavam mais a sério a necessidade do arrependimento e buscavam um atalho para alcançar o perdão de Deus. 
Ensinava-se, pois, que para alcançar a salvação era preciso que a pessoa tivesse méritos perante Deus. Cristo e todos os santos tinham acumulado méritos por suas boas obras. Esses méritos formavam o tesouro da Igreja, o qual era administrado por ela para a salvação dos fiéis. 
Diante disso, numa de suas 95 teses, Lutero declarou que “o verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.” (62). E noutra tese ele disse: “Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo” (94), pois, “ao dizer ‘Fazei penitência’, etc. [Mt. 4.17], nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.” (01). 
Quer dizer, arrependimento, conversão sincera, o constante voltar-se para Deus. Como diz o Senhor através de Ezequiel: “14 Se eu avisar um homem mau, ...e se ele parar de pecar e fizer o que é bom e correto — 15 por exemplo, se devolver o objeto que lhe deram como garantia de pagamento de uma dívida ou se devolver o que roubou — se ele parar de pecar e seguir as leis que dão vida, ele não morrerá, mas viverá. 16 Eu perdoarei os pecados que cometeu. Ele viverá porque fez o que é bom e correto.” (Ezequiel 33.14-16)
Em 1518, Lutero foi considerado herege pela Igreja e, em 1521, a bula papal de Leão X "Decet Romanum Pontificem" determinava a sua excomunhão.   
Em abril de 1521, após ter sido excomungado, Lutero foi convocado à cidade de Worms, onde, diante de uma assembleia de nobres e príncipes que governavam com o imperador, deveria retratar-se dos seus ensinamentos. 
Lutero, então, pediu que se apontassem os seus erros, com base nas Sagradas Escrituras, para que se retratasse. Como ninguém o fez, o resultado foi que Lutero perdeu os seus direitos de cidadão. 
Depois disso, Lutero foi exilado no Castelo de Wartburg, em Eisenach, onde permaneceu por cerca de um ano. Durante esse período, trabalhou na sua tradução da Bíblia para o alemão, publicando o Novo Testamento em setembro de 1522. 
Lutero traduziu a Bíblia para o alemão, pois não podia conceber vida cristã sem leitura bíblica. Ele voltou para Wittenberg quando soube que alguns entusiastas pretendiam impor a reforma com outros meios que não unicamente o anúncio da palavra de Deus. 
Lutero estava convencido de que a palavra de Deus traz reforma, como ele mesmo experimentou quando, no estudo da Bíblia, fez a descoberta que modificou sua vida. Esta descoberta tomou conta dele de tal maneira que já não podia agir como se nada tivesse acontecido. 
Segundo:
Naquele tempo, havia a preocupação pela salvação. Perguntava-se: Como alcançarei a salvação? Ou, o que posso fazer para me tornar justo perante Deus? No Evangelho de Marcos, Jesus também foi interpelado por um homem com esta pergunta: “Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?” (Marcos 10.17)
Esta pergunta existencial levou Lutero a desistir da Faculdade de Direito para tornar-se monge. No mosteiro dos Eremitas Agostinianos, ele seguia todas as normas que lhe eram ensinadas. Em tudo ele procurava merecer a salvação, mas nunca sabia ao certo se já tinha feito o suficiente. 
A descoberta libertadora para Lutero foi que não é preciso fazer algo, pois, em Jesus Cristo, Deus mesmo nos faz justos e salvos. É pela fé na obra de Cristo em nosso favor que podemos ter paz em nossos corações. Não é por nosso merecimento, nem por nossas obras, nem por nossa piedade que Deus nos reconcilia consigo e nos dá paz, mas porque ele nos ama. 
Deus vem ao nosso encontro e desse encontro com ele brota alegria e novo sentido para a vida. Nós somos os alvos do amor de Deus. Por isso, podemos nos achegar a ele. Em Jesus Cristo, Deus procura quem está longe e traz para perto de si. Ele trabalha pela nossa salvação. 
Quando confiamos na obra que Jesus Cristo realizou em favor de nós, saímos de nosso egoísmo e nossos preconceitos são vencidos. Então, plantamos esperança e agimos com retidão, ajudamos corporal e espiritualmente as pessoas, o nosso próximo. 
Terceiro:
Lutero impulsionou um grande movimento de leitura e interpretação da Bíblia. Ele conseguiu mostrar à Igreja de Cristo que estava na hora de "voltar a Jesus".
E nisso a Escritura é central para a comunidade cristã; é dela que a comunidade deve se alimentar e é nela que deve basear as suas ações.
Com isso chegamos ao texto bíblico previsto para ser anunciado neste dia – Jeremias 31.31-34:
31 O SENHOR Deus diz: — Está chegando o tempo em que farei uma nova aliança com o povo de Israel e com o povo de Judá. 32 Essa aliança não será como aquela que eu fiz com os antepassados deles no dia em que os peguei pela mão e os tirei da terra do Egito. Embora eu fosse o Deus deles, eles quebraram a minha aliança. Sou eu, o SENHOR, quem está falando. 33 Quando esse tempo chegar, farei com o povo de Israel esta aliança: eu porei a minha lei na mente deles e no coração deles a escreverei; eu serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. Sou eu, o SENHOR, quem está falando. 34 Ninguém vai precisar ensinar o seu patrício nem o seu parente, dizendo: “Procure conhecer a Deus, o SENHOR.” Porque todos me conhecerão, tanto as pessoas mais importantes como as mais humildes. Pois eu perdoarei os seus pecados e nunca mais lembrarei das suas maldades. Eu, o SENHOR, estou falando.
Como vemos e ouvimos, Deus corrigiu os erros do povo de Israel; perdoou-lhe os pecados e o colocou sempre de novo no caminho certo. 
No caminho através do deserto em direção à terra prometida, no monte Sinai, Deus revelou-lhe as leis que deviam reger a vida do povo, os dez mandamentos. 
Contudo, a aliança que Deus fez com o seu povo, o povo de Israel, foi desrespeitada, foi quebrada pela desobediência do povo. Israel abandonou a aliança, e por isso a cidade de Jerusalém foi destruída, e todos os moradores importantes foram levados presos para a Babilônia. 
O povo abandonou Deus e a lei, mas Deus não abandonou o povo. O amor de Deus pelo seu povo não terminou, ele manda o profeta Jeremias anunciar que virá o tempo em que fará uma nova aliança com o povo.
E esta nova aliança será diferente daquela primeira que Deus fez quando tirou o povo da escravidão do Egito; e lá no deserto, no monte Sinai, lhe deu os mandamentos talhados em duas tábuas de pedra. Desta vez Deus vai colocar a sua lei na mente das pessoas e também vai escreve-lá no coração das pessoas. Assim ele será o seu Deus e as pessoas serão o seu povo. 
E não será mais necessário lembrar as pessoas constantemente: “Procure conhecer a Deus, o SENHOR.” Porque todos vão conhecer a Deus, tanto as pessoas mais importantes como as mais humildes. E Deus perdoará os seus pecados e nunca mais se lembrará das maldades das pessoas. 
Como cristãos estamos vivendo na Nova Aliança, no tempo da salvação anunciado por Jeremias. Contudo, é preciso ouvir o Evangelho, para que ele entre e se fixe na minha mente e esteja escrito no meu coração. E para ouvir preciso ir para o lugar, onde o Evangelho é anunciado, para a igreja, a comunidade reunida, para o culto.
É preciso mastigar a palavra de Deus, como acontece na Santa Ceia. É preciso remoê-la no diálogo com outras pessoas, irmãs e irmãos, até que ela se sedimente no meu coração e se torne parte da minha natureza, da minha existência.
É dessa maneira que Deus faz com que as pessoas sejam “novas criaturas”, quando vivem da palavra, unidas a Cristo Jesus. 
Nas palavras do próprio Lutero: "A fé é uma obra divina em nós, que nos transforma e nos faz nascer de novo de Deus (Jo 1.13) e mata o velho Adão, faz pessoas completamente diferentes no coração, no ânimo, na mente e em todas as nossas forças, e traz o Espírito Santo consigo. Ah, a fé é uma coisa viva, diligente e ativa em nós, de maneira que é impossível deixar de fazer continuamente boas obras. Também não pergunta, se há boas obras a fazer, pois antes de perguntar já as fez e está sempre fazendo. Mas quem não faz estas obras, é uma pessoa sem fé, que tateia e anda em volta à procura da fé e das boas obras e não sabe o que é fé, nem o que são boas obras. Mesmo assim ela faz muita conversa fiada sobre fé e boas obras".
Enfim, se eu não me coloco sob a pregação da palavra de Deus, se não me dedico ao estudo da Bíblia, se não medito sobre ela nas reuniões da comunidade, a transformação, a reforma, que Deus quer operar em mim fica a meio caminho e perde a força. 
É a Bíblia que Deus usa como instrumento para nos conduzir à sua graça, isto é, à compreensão de que a salvação não é mérito humano, mas presente divino, dado por meio de Cristo e recebido pela fé.
Por isso, ser uma pessoa cristã, não é uma conquista, é um processo, uma caminhada. É como Lutero afirma: "Em resumo, deve-se sempre progredir e crescer e não se pode parar e dormir tranquilo. Como diz o apóstolo Paulo: ‘O nosso velho homem exterior deve deteriorar-se, mas o interior ser renovado dia a dia’." 
Portanto, que Deus nos abençoe e nos sustente na caminhada, inscrevendo a sua palavra em nossa mente e no nosso coração. Amém.


P. Mauri Schlösser
Dia 31 de outubro de 2012
Culto Reforma Luterana
Itoupava Central (SC)




A Boa tarefa!

Introdução

Vocês prestaram atenção no texto de João 4.34-38. Do texto lido, quero destacar o versículo 35 onde se lê: “Abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita.” Notem que o “olhar” de Jesus se abre para o horizonte. Percebam que ele ampliou sua “visão”. Seu “foco” está aberto...

Comida Excelente

Os discípulos tinham acabado de retornar das compras. Mas daí então eles ficam surpresos com o fato de que Jesus está conversando com uma mulher estrangeira. Um judeu não podia fazer isso. A mulher aproveita a deixa e corre para a aldeia, com o objetivo de informar seus amigos sobre o encontro que ela teve com o tal sujeito que se dizia Deus. Os moradores da vila não pensam duas vezes. Botam o pé na estrada para conhecer Jesus. Minha avó, meu padrinho Donaldo, jovens da JE fizeram o mesmo comigo...
Toda esta situação se abre para um diálogo entre Jesus e os seus discípulos... Os discípulos sugerem que Jesus coma alguma coisa; que se alimente com um pedaço do pão caseiro que acabaram de comprar na cidade, mas Ele rejeita o alimento. Sua fome não é de comida física, mas de fazer a vontade de Deus. Ele diz que a Sua vida só pode saciada com o cumprimento da tarefa que Deus, Seu Pai, lhe confiou, ou seja: a salvação ao mundo. No momento em que os samaritanos foram se chegando para perto Dele, tem início o Seu “trabalho”; a “obra” para a qual Deus o convocou: fazer missão entre os povos.

Com esta imagem da safra que já iniciou; dos grãos que já estão maduros para a colheita, Jesus anuncia o início da Sua missão. Ele disse que o Seus discípulos colherão estes frutos e que isso seria assim até o fim dos tempos. É agora que começa a “grande obra”; o “trabalho da missão” que continuará também depois da ressurreição de Jesus. É esse o nosso projeto aqui em Itoupava...


Conclusão

A “missão de Jesus” é a nossa missão: um processo contínuo de se passar adiante a “boa notícia” da salvação que Deus nos oferece de graça. Nós também podemos levar o amor de Deus adiante, ultrapassar
fronteiras e falar; viver o amor de Deus em todos os cantos e recantos da terra. Todas, todos aqui presentes fazemos parte da IECLB. Somos luteranas, luteranos. Temos o nosso jeito de ser, a nossa proposta para levar a Palavra de Deus adiante e, com ela, colorir o mundo em que vivemos. Se ficarmos envolvidos conosco mesmos, vamos encarunchar, vamos perder a energia da vida tal e qual o grão de trigo que não é enterrado na terra.

Oração

Senhor, faz de nós mensageiros do Teu amor; que possamos ultrapassar todos os obstáculos e todos os limites neste “Projeto” do Teu amor. 
Amém.

P. Renato Luiz Becker
Dia 27 de outubro de 2012
Culto de Confirmação
Itoupava Central (SC)



Casamento e Divórcio

Marcos 10.2-12






Introdução

Querida Comunidade! Vamos falar de casamento e divórcio. Outro dia li numa revista que “a fidelidade não está para a natureza humana”. Ora, então carros, casas, aviões e concertos musicais também não estão! No mundo é assim que tanto as relações de monogamia como as de poligamia são protegidas por rituais e mandamentos. Numa relação de poligamia, por exemplo, a primeira mulher sempre tem papel de destaque. Isso mesmo! É sua tarefa ajudar na escolha da segunda e da terceira esposa. Toda esta regulamentação visa à promoção da boa convivência entre homem e mulher; a proteção dos descendentes desta união. Aqui o papel do amor é secundário. Sim, é bom quando amor está implantado no matrimônio, mas também há relacionamentos matrimoniais sem esse ingrediente.





A Relação a Dois

No cristianismo, o casamento é uma união baseada no amor. O amor pode contribuir para uma vida matrimonial repleta de sentido. Nas culturas onde não se valoriza o amor não é assim, pois os casais ficam mais suscetíveis aos seus problemas. O amor acontece lá onde há a doação mútua dos corações. Este amor ninguém é capaz de construir com as próprias mãos. Foi Jesus mesmo quem disse que não éramos capazes de fazê-lo por causa da dureza dos nossos corações. A Bíblia sugere às pessoas que querem assumir compromisso matrimonial que confiem em Deus. Sim, porque é Deus quem forja o amor na vida das pessoas. Até ouso dizer que a falta da bênção de Deus na vida de uma mulher e de um homem é perspectiva eminente de dificuldades.





A vida matrimonial harmoniosa é uma promessa para matrimônios cristãos. Muitas vezes, no entanto, esta harmonia não se torna realidade, mesmo que se tenha colocado a relação a dois sobre o altar de Deus. Há muitas razões por que os casamentos fracassam. Entendo que a culpa pela separação nunca esteja “grudada” em uma das pessoas da relação. Então, a quem culpar se a relação matrimonial fica cada vez mais complicada? Eu culparia a vida moderna que levamos; esse nosso modo de vida que nos impulsiona para longe dos propósitos que Deus pensou para vivermos.

A mulher e o homem sempre trabalharam para sustentar sua família. Apenas um pequeno segmento da classe burguesa do século 19 podia se dar ao luxo de manter a mulher longe da faina diária. Antigamente os casais heterossexuais trabalhavam na roça; nos comércios; nos seus empregos. Quem atendia as crianças eram as avós. Hoje o trabalho atrapalha a vida familiar da mulher e do homem. Isso é assim porque marido e mulher trabalham em empresas diferentes e têm problemas diversos para resolver. Assim, um não toma conhecimento do problema do outro. Daí então, à noite, quando chegam a casa, carecem de bom tempo e de boa dose de energia para viver a vida em comum que se prometeram diante do altar. Tempo e energia que, muitas vezes, os dois não têm mais força para se doar mutuamente. Soma-se a isso que a avó mora longe e, mesmo que esteja disposta, não vai poder tomar conta das crianças. Assim, não é de se admirar que, sob estas condições, os matrimônios comecem a ficar cada vez mais frágeis.





O matrimônio é um projeto do amor de Deus para a mulher e para o homem. Este empreendimento pode ser mais bem gerenciado quando os objetivos da parceira e do parceiro se mostram próximos. O amor sempre pode superar diferenças. O testemunho bíblico e a prédica de Jesus nos deixam claro que só o amor pode dar sentido à vida e ao mundo; que só o amor pode oportunizar a convivência da mulher e do homem; que só o amor pode animar a mulher e o homem a promover mais vida – o objetivo para o qual foram criados. Sim, nós só nos desenvolveremos quando, alicerçados no amor de Deus, vivermos a comunhão íntima.  





O amor é um objetivo a ser buscado com luta e esmero. Infelizmente a maioria das pessoas só entende o amor como romântico. Essa concepção dificulta a vida matrimonial. Jesus quer nos proteger da experiência do divórcio. Ele diz: “O que Deus uniu não separe o homem.” Gente querida! Nós vivemos o tempo em que o prestígio de uma pessoa se mostra no sucesso, daí então se evita dar atenção às nossas falhas. A verdade é que, de repente, todas, todos nós vamos ter que passar por experiências complicadas, tanto no matrimônio como em outras áreas da vida. Humanamente falando daria para se dizer que o próprio Jesus falhou no Seu intento de nos aproximar de Deus, quando morreu na cruz. Nós somos pessoas fracassadas em todos os sentidos, mas que bom: Deus nos presenteou nova vida a partir da cruz de Jesus Cristo. É aqui que se baseia a nossa fé em Deus, Pai, Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra. Eis o amor que, apesar das falhas, sempre de novo nos encaminha à vida abundante; ao novo começo – apesar da realidade da morte.  





Conclusão

Animemo-nos. Podemos e devemos confiar em nós mesmos; no amor que dá sentido às nossas vidas – mesmo que experimentemos fracasso. Na Carta de João está escrito que Deus é amor; que Deus quer nos encaminhar à vida – não importa a profundidade que mergulhamos nas águas do fracasso; que Deus se coloca ao lado das pessoas que se sentem perdidas; que Deus nos ajuda a encontrar o caminho que leva a uma vida com sentido. Como foi mesmo que Jesus se dirigiu à mulher apanhada em adultério? Ele disse: “Eu também não te condeno. Vai e não peques mais.” Nós pregamos este Deus que perdoa nossos pecados; que cura todas nossas enfermidades; que nos coroa com graça e misericórdia (Salmo 103).



Oração: Obrigado Deus pelos nossos matrimônios. Desperta o amor nos casais que estão passando por problemas de relacionamento. Amém!



P. Renato Luiz Becker
Dia 07 de outubro de 2012
Itoupava Central (SC)


Louvar e Orar



Introdução

Querida Comunidade! Creio que ninguém de vocês conheça o verbo “quartear”. No interior do Rio Grande do Sul é assim que, à noite, ao término da lida campeira, a peonada se reúne no galpão para tomar chimarrão; contar causos; cantar hinos; sonhar perspectivas para o dia seguinte. Isso é “quartear”. Foi dos meus tempos de gaúcho que guardei um pequeno refrão: - “Tendo o sol como galpão, e o pôr do sol como braseiro, ficam eles quarteando, lindos sonhos companheiro!” É isso que pretendo fazer aqui, agora e nos próximos anos: - Sonhar um “momento novo”, junto com todas, com todos vocês... É desta forma que inicio esta prédica, afirmando que um hino de louvor se assemelha muito a uma oração; que, tanto o diálogo com Deus como o louvor ao Criador, são fatores importantíssimos para a boa saúde de uma Comunidade Cristã. Estou pensando assim, este tempo de ministério que vou desenvolver aqui nesta Comunidade do SVI.



O texto de Tiago 5.13-16 diz o seguinte: 5.13 - Se algum de vocês está sofrendo, ore. Se alguém está contente, cante hinos de agradecimento. 5.14 - Se algum de vocês estiver doente, que chame os presbíteros da igreja, para que façam oração e ponham azeite na cabeça dessa pessoa em nome do Senhor. 5.15 - Essa oração, feita com fé, salvará a pessoa doente. O Senhor lhe dará saúde e perdoará os pecados que tiver cometido. 5.16 - Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e façam oração uns pelos outros, para que vocês sejam curados. A oração de uma pessoa obediente a Deus tem muito poder.



Orar e Louvar

Tiago nos desafia a cantarmos e a orarmos. Quando oramos ou quando entoamos hinos, temos a impressão de que um “campo de força” nos envolve. Nessa hora os nossos sentimentos “dançam” com as notas musicais; os nossos pensamentos se alinham com os pensamentos das nossas irmãs e dos nossos irmãos; a mensagem dos nossos corpos repercute nos corpos dos outros e a Comunidade se faz uma com Deus.



Quem ousa cantar e orar dá espaço para a esperança; experimenta fortalecimento da fé e do corpo. Foi por isso que Martin Luther enfatizou a música na Liturgia. Não é o pastor que celebra o Culto, mas a Comunidade que se relaciona com Deus em frente ao altar. Cantar e orar - isso é tudo! O resto é acessório. À prédica deve levar ao desejo da oração... A música tem a função de abrir o coração das pessoas que se fazem presente... À leitura bíblica cabe abrir o espaço à oração e ao agradecimento...



Sim, a oração e a música fazem bem e promovem ânimo a quem ora e canta. “Está alguém contente, cante hinos de agradecimento” – escreveu Tiago. Quem canta sabe que a música energiza, revitaliza e traz felicidade à alma. Noutras palavras: – Os sentimentos ruins podem e devem ser combatidos com hinos cristãos!  



Notem que não são apenas os efeitos psicológicos positivos dos hinos cristãos que afetam a Comunidade Cristã. A música também promove relax, concentração, disciplina e êxtase. Mais do que isso, ele forja a nossa inteligência; nos proporciona perspectiva; induz ao crescimento daquela ou daquele que canta.



Deus presenteia perspectivas a quem ora. E é no momento da oração que se recebe a força para o enfrentamento dos sofrimentos; da doença; da compreensão de que os nossos pecados foram perdoados. Sim, Tiago está certo: – A oração de uma pessoa obediente a Deus tem muito poder!” Quem são estas “pessoas obedientes” que oram com poder; que oram com fé?... São as pessoas que, como tu e eu, confiam em Deus; já experimentaram o perdão dos pecados.











Que fique bem claro: A oração feita com fé pode ser silenciosa, alegre, exuberante e até estética. Isso mesmo! A oração orada com fé não precisa ser carregada com emocionalidade. Deus ouve as nossas orações e isso nos faz muito bem. Nossas mães e nossos pais na fé já testemunharam que a oração e a música podem levantar; ajudar; acordar; salvar as pessoas do medo, da tristeza e da morte.



Conclusão 

Querida Comunidade! Deus já fez tudo para que tenhamos contato com a realidade da ressurreição. Temos outra saída senão louvarmos a Deus por este feito? O milagre da oração flui nas canções que cantamos. Os nossos hinos são a expressão da vida que nós, os membros desta Comunidade, levamos diante de Deus. Eu, no tempo que aqui estiver, quero cantar o amor, cuidar do bem da Igreja que são vocês. Vai haver momentos em que também precisarei ser cuidado. Permitamos que Deus interfira nas nossas histórias: “Tendo o sol como galpão, e o pôr do sol como braseiro, ficaremos quarteando, lindos sonhos itoupeiros!” Amém.

 

P. Renato Luiz Becker

Dia 30 de setembro de 2012

Itoupava Central (SC)



Concentrem-se nas Crianças!

Marcos 9.30-37
Introdução
Jesus, no Evangelho, nos informou que as crianças devem estar no centro da roda. Aos discípulos cabia observá-las; aprender e orientar-se a partir delas. Geralmente é o contrário que acontece. Nós apresentamos os adultos às crianças como exemplos a serem seguidos: - Façam como nós!... Sejam como nós!... Aprendam de nós que somos experientes… Jesus não concorda com essa posição. Para Ele são os adultos que devem aprender com as crianças e não as crianças como adultos. Em Mateus 18.3 se lê: “Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus.” 
Jesus e as Crianças
Jesus sempre tinha um bom relacionamento com as crianças. Ele carregava-as nos braços e era carinhoso com elas. Será que Ele estava certo quando nos chamou a atenção para nos orientarmos nas crianças e não nos adultos?   

Avaliemos o mundo que nos rodeia… O que dita o rumo das pessoas não são os bens materiais? Tenho percebido que, de um modo geral, o alvo maior das pessoas é possuir; lucrar; consumir; divertir-se; vencer - custe o que custar, mesmo que para isso sejam necessários os cotovêlos. Será que é isto mesmo o que queremos: que as nossas crianças sejam cópias dos adultos que só prestam culto ao dinheiro? Será que isso mesmo que desejamos às nossas crianças?

O fato é que as crianças se mostram bem mais maduras do que nós, os adultos. Onde é que elas e mostram à nossa frente? Simples: a criança é pequena e dependente da mãe e do pai; observa os mais velhos; faz perguntas, pedidos e tem confiança neles. Enquanto elas se relacionam com os adultos, sempre olham para cima. Pois é justamente isso que temos que aprender com elas. Olhar para cima!

Porque sempre esta tendência de querermos fazer coisas grandiosas; sempre olhar as outras pessoas de cima para baixo? Aprendamos a ser pequenas, pequenos diante de Deus; a esperar tudo de Deus, o nosso Pai do Céu. Foi exatamente isso que Jesus tentou ensinar aos seus discípulos.

O Evangelho de hoje nos informa que os discípulos estavam discutindo quem deles era o maior, o mais importante na proposta de Jesus (Marcos 9.34). Eles não esperavam a resposta que Jesus lhes deu: - A chave de entrada no Reino de Deus era ser como uma criança; era olhar para cima; era ser dependente. Jesus foi ainda mais longe quando disse que Quem recebe uma criança, seja ela esperada ou não, recebe Jesus Cristo, recebe Deus na sua vida. (Mateus 9.37) Convenhamos… Trata-se de uma promessa e tanto!

Outro dia li que o nosso Brasil está repleto de crianças que nem chegaram a ver a luz do sol, porque não foram esperadas; porque não cabiam nos planos dos adultos; porque eram crianças com deficiência. Não dá para esconder que hoje, no Brasil, acontecem mais de 1 milhão os abortos por ano. Que coisa! Ações de nível tão sórdido não podem trazer bênção para a nossa nação.

Sim, Jesus vem para a pessoa que recebe uma criança, mesmo que ela não esteja nos planos. Jesus se põe do lado da pessoa que acolhe uma criança doente ou com deficiência. Quem age assim também experimenta a companhia de Deus na vida particular e familiar. Gente! Isso é real! Isso é concreto! Isso é uma promessa!  

Conclusão
Sejamos mais sensíveis com as nossas crianças, mesmo que isto nos custe algum sacrifício. No Salmo 127 está escrito que as crianças são uma bênção de Deus; que o fruto que nasce de dentro do ventre de uma mulher é um presente de Deus. É bom saber que cada criança traz em si a mensagem de que Deus continua gostando das pessoas, de mim e de ti. Amém!


Pastor Renato Luiz Becker
Dia 23 de setembro de 2012
Itoupava Central - Blumenau - SC






Amém!

Introdução
Outro dia ouvi a música gospel “amém”, cantada em inglês. O refrão dela é mais ou menos assim: “Amém, amém, amém, amém, amém... Aleluia! Amém, amém, amém, amém, amém...”  A palavra “amém” é uma das mais importantes do nosso Culto Luterano. Dizemo-la na Liturgia, na Prédica, na Confissão de Fé, nas Orações do Dia e do Pai Nosso (a mais curta de todas as prédicas) e na Bênção Final. Expressamos confiança quando dizemos “amém”. Mais do que isso, com o “amém” damos respostas sólidas a Deus.  
A nossa Resposta
É a Comunidade reunida que diz “amém”, depois que a Boa Notícia do Evangelho se faz ouvir; depois que a Palavra de Deus trouxe luz e paz. Sim, o nosso Culto tem a ver com “améns”; com respostas. Respostas que somos chamadas, que somos chamados a dar e a praticar. Aliás, o Culto que prestamos a Deus é um “amém”; é uma resposta que, para ser dada, também precisa ser refletida.  
A origem da palavra “amém” é hebraica e já tem mais de três mil anos. O Povo de Isarel já testemunhava sua fé em Deus, quando dizia “amém”; quando reagia às palavras que tinham ouvido a respeito de Deus pela boca de Moisés e dos profetas; quando testemunhava suas experiências junto com Deus no deserto. Perceberam? A palavra “amém” é uma resposta que já se dá há milhares de anos a Deus. Uma resposta que continuamos dando durante 129 anos...
Deus espera que digamos “amém”. Ele criou o mundo de forma maravilhosa, mas mesmo assim carece de pessoas que Lhe desafiem; que Lhe respondam; que reflitam a respeito do Seu querer e que O louvem. Ao dizermos “amém”, deixamos claro que “assim deve ser”. Gente querida!... Deus continua criando, quando nos “empurra” a convertermos os “améns” que dizemos com os nossos lábios nas ações que acontecem a partir da articulação das nossas mãos e dos nossos pés.
Deus faz de tudo para que o Seu Povo responda com um “amém”; com um “sim” que brote de dentro do coração. O “amém” é uma resposta a ser ensaiada e re-ensaiada durante a nossa vida cristã. Podemos dizer “amém” com os nossos lábios, com as nossas mãos, com os nossos pés e com os nossos corações. O “amém” dito com as mãos nos desafia a doarmo-nos em prol das pessoas famintas; o “amém” dito com os pés nos impele ao encontro daquelas e daqueles que têm outras necessidades; o “amém” dito com o coração nos ajuda a não nos fecharmos às pessoas carentes de carinho; de compreensão. De onde essa afirmação? Do Evangelho de Mateus 25.40, onde se lê: “...sempre que o fizestes (a uma destas minhas pequeninas irmãs) a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” 
Conclusão
Queridas e queridos do Ensino Confirmatório! Querida Comunidade aniversariante! O “amém” que dizemos sempre tem a ver com crer; esperar; amar e viver! O “amém” é uma resposta a ser exercitada durante toda a nossa vida. Lá no final da nossa história, em algum momento, quando já tivermos bem ensaiado o “amém”, receberemos o “amém”, a boa “resposta de Deus”. O “amém” de Deus é maior do que o “amém” que somos capazes de dizer aqui neste Culto! “Amém, amém, amém, amém, amém... Aleluia! Amém, amém, amém, amém, amém...”  

Pastor Renato Luiz Becker
Dia 16 de setembro de 2012
Itoupava Central – Blumenau – SC